Vivendo Mais um Adeus

Quando minha filha foi embora para o Rio de Janeiro, por causa da faculdade, eu senti um baque imenso. Dali pra frente eu ficaria sozinha com 3 gatos e 4 porquinhos-da-índia.

Um pouco antes de ela ir embora, eu coloquei anúncio no OLX para alugar o quarto dela. Quem sabe eu conseguiria uma graninha extra e talvez uma boa companhia. Coloquei o anúncio mesmo sem ela ter ido embora, porque essas coisas são demoradas, né, então eu quis ganhar tempo. Só que não demorou para uma pessoa entrar em contato comigo. Era uma mulher, Thais, que veio logo ver o quarto.

Mas como minha filha ainda não tinha ido embora e a Thais precisava se mudar logo, eu ofereci que ela ficasse temporariamente no quarto de hóspedes, que fica do lado de fora da casa, até minha filha ir embora. Acertamos assim, e ela ficou no quarto não só até minha filha ir embora, mas até hoje.

Foram 3 anos, que passaram voando. Foi um bom tempo que tivemos para conhecer uma à outra. Eu, inclusive, passei a saber que ela fumava somente depois que ela se mudou. Confesso que se soubesse disso antes, eu não a teria aceito. Mas como sou uma pessoa de palavra, deixei que ela ficasse, somente com a promessa de que jamais fumaria dentro de casa, mas somente na rua.

Thaís é uma mulher mais velha que eu, que trabalhava em um laboratório de análises clínicas no meu vilarejo, e que volta amanhã para o Rio de Janeiro, de mala e cuia, depois de finalmente se aposentar. E chegado esse momento de despedida, eu passo por um turbilhão de sentimentos: um grande alívio, e uma certa dor de cotovelo que disfarça o meu medo da solidão.

Nesses 3 anos, muitas coisas aconteceram. Nos fins de semana, quando Thais não trabalhava e não ia para o Rio ver a família e o namorado, a gente sempre fazia um almoço ou saía para comer fora e/ou íamos ao shopping e/ou cinema. Por muitas vezes fomos até Friburgo almoçar e comprar strudel de maçã. Foram muitos fins de semana bem legais.

Criamos um laço de amizade, tomamos todas, rimos, brigamos, fizemos as pazes e passamos a conhecer os defeitos e as virtudes uma da outra.

Em diversas ocasiões eu rezei para que o dia de hoje chegasse. Por várias vezes me zanguei com a catinga de cigarro que Thais trazia para dentro de casa nas suas roupas, ou quando ela usava a cozinha e não limpava as coisas direito, ou quando ela estragava ou quebrava alguma coisa minha, ou quando eu percebia que ela dormia com a TV ligada, gastando à toa a energia que eu sempre quis economizar.

Certa vez, ela deixou batata doce cozinhando no fogão e aboletou-se no quarto, mergulhada no seu Facebook, e esqueceu a panela no fogo. Eu, que estava no meu quarto, desci com o cheiro de queimado e vi a panela preta torrando no fogão. Apaguei o fogo e fui que nem uma onça dar um esporro nela, e perguntar se ela queria tacar fogo na casa.

E essa não foi a única bronca que levou. Outro dia, ao invés de tirar a tomada da sanduicheira da parede, ela tirou a tomada da cafeteira, e lá ficou a sanduicheira ligada direto. Por sorte eu fui usar a cafeteira e percebi que ela não ligou no botão. Achei estranho ela estar desligada da tomada, pois somente eu uso a cafeteira, e tinha certeza que não a tinha tirado a tomada da parede. Foi então que eu percebi que ao invés de tirar a tomada da sanduicheira, Thais tirou a tomada da cafeteira. E lá fui eu para uma nova bronca.

Teve uma vez que eu reclamei que ela sentava à mesa para suas refeições e nunca conseguia colocar a cadeira de volta no lugar depois que terminava de comer. E a solução que ela achou para o problema foi simplesmente nunca mais usar a mesa para comer; comia em pé, na bancada da cozinha. Foi um radicalismo bobo que eu não questionei. Mas se ela quis assim, deixei quieto. Pelo menos eu sabia que dali pra frente eu passaria a encontrar a cadeira sempre encostada na mesa, como eu sempre deixo.

Foram em momentos assim que eu pensava que seria melhor estar sozinha. Foram muitos estresses e muitas picuinhas, como todo mundo tem quando mora com outra pessoa. É como uma esposa que reclama que o marido nunca consegue abaixar a tampa do vaso, rsrsrsrsr. Todo mundo tem suas manias, e morar em uma casa com uma pessoa com manias diferentes pode ser realmente uma prova de paciência. Mas tirando as coisas “ruins” por que passei com ela, tenho que reconhecer que houve muitos momentos bons.

Thais é uma pessoa muito bacana, boa companhia, e muito parecida comigo em diversas facetas. É claro que ela tem seus defeitos, assim como eu, mas como ninguém é perfeito, seria muita petulância a minha achar que ela tinha que ser. Pessoas são diferentes, e umas aprendem com as outras. E sua maior virtude, é sem dúvida ser uma pessoa correta e honesta, como eu sou.

Por duas semanas ela ficou no Rio procurando apartamento para ela, e eu fiquei em casa, ensaiando minha solidão para este dia. E tendo finalmente conseguido alugar um apartamento, hoje ela voltou para arrumar suas coisas e finalmente ir embora.

Enfim, chegou o grande dia! Ela vai embora! E como me sinto? Não sei…; não…..      sei…..

Pensando friamente, em nenhum momento na minha vida nesta casa eu fiquei totalmente sozinha, porque depois que meu ex foi embora, eu ainda tinha minha filha. E depois que minha filha foi embora, eu passei a ter a Thais.

Acho que a imensidão da solidão que vem aí me assusta um pouco, principalmente porque eu não tenho amigos, apesar de preferir assim. A única coisa que sei, é que daqui pra frente tudo na minha casa ficará exatamente do mesmo jeito que eu deixar. Não encontrarei mais o chão da cozinha salpicado de gelatina, não encontrarei mais a louça esporadicamente mal lavada (porque eu lavo usando óculos, e ela não), não reclamarei mais da inhaca de cigarro, não reclamarei mais da TV ligada enquanto ela baba o travesseiro, e coisas do gênero.

Em contrapartida, sentirei falta da companhia para ir ao cinema, ao shopping, ao supermercado, ou ao Hortifruti. Sentirei falta de beber vinho e jogar conversa fora numa sexta à noite. Sentirei falta dos almoços requintados dos fins de semana e de falarmos sobre as postagens dos nossos amigos no Facebook. E não menos importante, sentirei falta do dinheirinho do aluguel que ajudava a deixar minha conta corrente menos raquítica.

Na vida, tudo tem seus prós e contras. E na vida, tudo é uma questão de adaptação. Da mesma forma que ela se adaptará feliz à sua nova vida de aposentada, em sua própria casa, agora perto da família e namorado, eu me adaptarei, entorpecida, à minha merecida solidão (“merecida”, com toda ambiguidade que o contexto requer).

Neste momento, tomando sozinha minha taça de Pinot Noir, dou um profundo suspiro, pensando no que minha vida de cinquentona solitária me trará, já sentindo saudade da amiga que conquistei, de quem eu muitas vezes quis “me livrar”. Agora, imagine se nem os gatos eu tivesse…(só os gatos, porque todos os porquinhos morreram)

E a vida segue…

 

 

As Decisões para o “Fim da Vida”

Depois de quase dois meses ausente, eis-me aqui, sem muitas novidades, mas viva.

Fugida do calor imenso que assolava meu vilarejo (chegou a fazer sensação térmica de 51 graus), eu resolvi vir para a casa do meu irmão em Brasília, onde a temperatura costuma ser mais amena e menos torturante pra mim. Já estou aqui há 12 dias, e por mim não voltaria nunca mais para minha casa. E é esse o tema da filosofia de vida de hoje: o que farei do meu resto de vida.

Logo no primeiro dia em que cheguei na casa do meu irmão, me deparei com algo que fez eu me sentir como um estrangeiro visitando o Amazonas. Alguém aí já viu um tucano sem ser num zoológico ou criadouro de aves exóticas? Eu vi, no dia em que cheguei!

As aves voavam livremente pelos céus de Brasília (mais precisamente do Parkway), e eu olhei para os tucanos pouco acreditando no que via, e vi mais de um dia! Vi também papagaios e maritacas. Para mim sempre foi algo que eu nunca esperaria ver em um país já tão destruído pelo homem. Eu me senti como uma típica criança urbana que nunca viu ao vivo uma galinha sem ser congelada na gôndola dos supermercados.

Pensei logo no filme Rio, em que supostamente (e hilariamente) o Rio de Janeiro teria pássaros exóticos voando livremente pela cidade. Até pode ser que existam nas matas mais fechadas, mas na zona urbana, como o filme  mostra, é de rir.

Já tenho 50 anos; corpitcho de dinossauro e mente de 18. É sempre assim. A mente nunca acompanha a “evolução” do corpo. E já tendo uma filha às portas da formatura, quase tropeçando na sua finalmente independência financeira, a única coisa em que tenho pensado é no que fazer da minha vida sozinha.

Moro em uma casa de tamanho não compatível com uma pessoa somente (e 3 gatos), e isso tem me feito pensar mais frequentemente sobre o meu futuro, já que minha filha não quer (e nem eu) que ela volte para o vilarejo onde moro para se enterrar viva, sem perspectivas de trabalho (e de vida evoluída). Ela tem toda uma vida à sua frente, e não quero que ela tenha o mesmo fim que eu estou tendo, embora eu até que esteja bem tranquila sozinha, sem ninguém pra me encher o saco, apesar de ser chato, às vezes.

Como meu irmão mora em um lugar muito fresco e bom, por que não morar perto dele? A única coisa que me impede de fazer isso, no momento, é o fato de eu não saber ainda o que fazer com minha casa, já que por questões legais eu não posso vendê-la, que é o que eu realmente queria, para não ter que morar de aluguel. E estando o mercado imobiliário em todo o país decadente, até alugar minha casa (se tivesse sorte) poderia ser um mau negócio, pois se já está difícil para eu manter uma casa do tamanho que é, sendo proprietária, imagine para um inquilino. Mas vontade não falta de me mandar de onde moro.

Acho que de vez em quando precisamos dar uma sacudida na vida, e mudar tudo, como quem muda os móveis de lugar na casa, ou compra novos. Acho que é isso que estou precisando: mudar de ares e ter novas perspectivas, já que até o trabalho anda ainda péssimo.

Morar sozinha só tem me dado a certeza de que se eu tiver um piripaque, vou empacotar de vez, porque não terei ninguém para me acudir. E essa minha realidade é a realidade de inúmeras pessoas hoje em dia, já que quase ninguém mais quer casar (e se o faz, separa logo).

Se eu morasse perto do meu irmão, poderia ao menos ter um fiapo de esperança de não morrer logo se eu passasse mal, já que eu poderia pedir socorro a ele (olha o nível do papo!). É triste pensar nessas coisas, mas essa é a realidade de quem já está ficando com o prazo de validade vencido. E é por morar sozinha e não ter amigos onde moro que eu acho a maior besteira do mundo pagar plano de saúde. Pagar pra quê? Pra eu ter um treco e não ter como ir para o hospital? Quem iria me acudir se eu não não tenho a quem chamar? Quem me encontraria? E na minha cidade os melhores hospitais são públicos, que já tiveram seus dias de glória. Pra quê plano de saúde?

Minha filha, que fala comigo praticamente todo dia, poderia até achar estranho eu não responder a qualquer mensagem sua, mas até ela finalmente resolver ir atrás de mim já seria tarde demais, já que ela mora a quase 300 km de distância.

Morar perto do meu irmão não seria bom só pelo lado de ter esperança de ser socorrida “a tempo”, mas seria bom também porque eu e minha cunhada poderíamos abrir algum negócio, que sempre foi assunto das nossas conversas. Mas é fato que sempre há um lado bom e um ruim de morar perto da família. Mas pensar sobre eventuais lados ruins não são assunto de debate pra mim no momento, já que estou tão bem na casa do meu irmão, e acho que ele está feliz por me ter aqui.

Tudo o que eu queria era poder resolver problemas rapidamente e de maneira bem fácil, mas é difícil. E tomar decisões assim é especialmente difícil quando se vive só. Pensar sobre o futuro na “velhice” já é difícil o suficiente, em um país zoneado como o braseeel (com b minúsculo mesmo). Esse assunto tem estado em pauta na minha vida já há muitos meses, e fico pensando sobre quando ele largará do meu pé.

Com essa confusão de aposentadoria em debate na política do país, a única coisa que eu quero agora é poder me aposentar por invalidez, já que sou surda. Já comecei a me mexer e já estou tentando ver isso. Tomara que ao menos isso dê certo logo. Qualquer dinheirinho extra já ajuda.

E por falar nisso, estou esperando ansiosamente que chegue junho, que é quando poderei ver a questão do valor que poderei sacar da minha conta inativa de FGTS. Enquanto a situação de trabalho estiver ruim, o negócio é dar tiro para todo lado, e tirar dinheiro de onde puder (desde que se tenha direito a ele, claro).

Enquanto espero a vida passar, curtindo ainda os últimos 10 dias que me restam “no paraíso”, eu deixo com vocês uma receitinha deliciosa que fiz ontem: BRIGADEIRÃO.

1 lata de leite condensado diet
1 lata (mesma medida) de leite
4 colheres (sopa) de cacau ou chocolate em pó
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de amido de milho
3 ovos
2 a 3 colheres (sopa) açúcar (a gosto)
1 colher (chá) essência de baunilha

Bater tudo no liquidificador e despejar em forma com furo no meio, untada e polvilhada com cacau em pó (usei forma de silicone, então não precisei untar nem polvilhar)
Assar em forno 180 graus por cerca de 50 minutos ou em micro-ondas, potência máxima, por cerca de 15 minutos (dependendo do forno). Desenformar frio.

Calda:
1/2 xícara de leite
1/2 xícara de leite condensado
3 c.s. de creme de leite (usei fresco)
3 c.s. de cacau em pó (ou mais, se preferir mais escuro)
1 c.sob. de amido de milho

Levar tudo ao fogo até encorpar (não fica grosso demais)

Jogar por cima do brigadeirão quando estiver morno.

Até a próxima!

Diferenças

Em meio a tantas notícias bombásticas recentemente, no país e no mundo, o que tem me chamado mais atenção é sobre a questão de ver tanta gente vendo coisas erradas acontecerem e acharem normal a ponto de armarem barracos nas redes sociais.

Eu detesto política, e sempre fui uma alienada política totalmente consciente. A partir do momento em que eu passei a ser diretamente (e brutalmente) afetada pela condição precária em que ficou o país devido aos assaltos descarados aos cofres públicos, acendeu a luz vermelha da minha consciência e comecei procurar entender um pouco mais sobre “mortadelas” e “coxinhas”, coisas que até então eu considerava somente como petiscos gostosos que eu adoro comer.

Não me considero nem mortadela e nem coxinha, e não tenho preferências partidárias (ainda continuo odiando política). Sou apenas uma pessoa que recrimina atitudes erradas de pessoas que são egoístas e ambiciosas (da pior maneira possível), que não pensam nas outras pessoas e que não querem o bem de quem mal nunca lhes fez. Tudo o que eu quero é um país governado por pessoas que defendam os interesses e necessidades do povo sem tirarem proveito de situações ou das fraquezas do povo.

Hoje, olhando o Facebook, vi alguém postando elogios ao João Dória, atual Prefeito de São Paulo. Nos comentários, algum “Bolsonarista” nada educado protestava contra o PSDB na prefeitura de São Paulo, como se o Dória estivesse fazendo tudo errado desde que entrou. Fiquei simplesmente chocada com isso. Desde que foi eleito, não faço outra coisa a não ser ficar extasiada com cada ação que o Sr. Prefeito tem tomado, demonstrando, além de total comprometimento com as funções para as quais foi eleito, respeito à população. Até mesmo na questão das pichações (que eu confesso ter achado desnecessária para o momento) não acho que ele esteja de todo errado, embora eu ache que haja um abismo de diferença entre pichação e grafite.

Grafite (arte) e pichação (sujeira)

Grafite (esquerda) e pichação (direita)

Grafites costumam ser bem legais. Considero certamente uma arte. Já a pichação, só serve mesmo para deixar tudo feio e com aspecto de lugar largado. Se ele quis ser imparcial e não diferenciar um do outro, é um direito dele como prefeito da cidade, mas acho que os grafites poderiam ter sido poupados, porque eles dão um pouco mais de cor a uma cidade que já é tão cinza. Talvez essa tenha sido a única atitude dele que eu não fui totalmente a favor até o momento.

Ainda no Facebook, o lugar da discórdia, eu vi uma página marretando a demissão dos médicos que divulgaram no WhatsApp informações sobre a ex-primeira dama Marisa Letícia, porque no entendimento do dono da página, os médicos não fizeram nada errado, já que a Dona Marisa “é uma cúmplice de crime”. Outro motivo de choque para mim.

Não importa se a senhora Marisa foi cúmplice no crime ou não, se enriqueceu ilicitamente ou não, se repudiou os pobres ou oponentes partidários ou não! Por mais que eu tenha minhas opiniões sobre essa senhora, estão totalmente errados os médicos que em um grupo de médicos divulgaram fotografias e disseram que queriam que a matassem. Só provaram que o juramento de Hipócrates que fizeram ao se formarem foi o mesmo que cantar um pagode num fim de tarde em um churrasco com todo mundo bêbado.

Eis o trecho do juramento que eles quebraram:

Sobre aquilo que vir ou ouvir respeitante à vida dos doentes, no exercício da minha profissão ou fora dela, e que não convenha que seja divulgado, guardarei silêncio como um segredo religioso.

Se eu respeitar este juramento e não o violar, serei digno de gozar de reputação entre os homens em todos os tempos; se o transgredir ou violar que me aconteça o contrário.

Não importa que seja um padre ou um estuprador, os médicos têm que ser imparciais e tentar ao máximo salvar vidas, mesmo acreditando que todo mal que tal pessoa tenha feito seja digno de penitência ou morte.

Em relação a questões médicas, eles não deveriam externar seus sentimentos publicamente como profissionais comuns, que têm liberdade de expressão e falam o que devem e não devem. Tudo bem que foi num grupo de WhatsApp, que seria basicamente o mesmo que os médicos do grupo estarem fisicamente em uma reunião informal debatendo o assunto, mas alguém no grupo (que tem bom-senso e respeito ao juramento que fez) achou errada a atitude das pessoas que fizeram tais comentários e acabou protestando de uma forma não muito boa, que foi divulgar a atitude fora do grupo.

Não sou especialista em questões éticas de nenhuma área; apenas tenho mais conhecimento da ética da minha área, e noções de ética de outras áreas.

Não acho que a punição dos médicos envolvidos nesse caso esteja errada. Por mais que tivessem infinitos motivos para detestarem a senhora Marisa, eles não poderiam ter dito e feito o que fizeram.

Acho que a situação atual do país criou facções entre a população. As pessoas com diferenças partidárias passaram a se odiar e se atacar nas redes sociais e até mesmo nas ruas. É triste ver a que ponto chegamos. Tenho até medo do que possa acontecer no futuro, se a situação do país não melhorar logo.

De qualquer forma, eu sou a favor do João Dória, fosse ele de que partido fosse. Eu não tenho preferência por partidos políticos, mas por ver que coisas certas estão sendo feitas. Se ele se candidatar à presidência em 2018, continuando a mostrar trabalho e atenção à população, sem desviar qualquer verba a que tenha acesso, certamente ele terá meu voto. Quero ver o Brasil sair do buraco, com políticos honestos e comprometidos, e ver todas as pessoas com diferentes ideologias se respeitando e se ajudando. A união faz a força! E enquanto as pessoas ficarem se segregando entre mortadelas e coxinhas, ninguém vai sair da lama em que está.

Bom fim de semana!

Um Passeio em São Paulo

Estando impossibilitada no momento de fazer as viagens extravagantes que outrora eu fazia, fui bem humilde desta vez, e resolvi fazer uma viagem mais simplesinha. Deixei a implicância de lado, e fui para São Paulo, atendendo aos apelos da minha cria, que queria a todo custo me fazer mudar de opinião em relação à maior cidade do país. Na verdade, o que muito me impulsionou foi saber que em São Paulo estava 10 graus a menos que no Rio, e cansada de suar feito uma porca no Rio, eu estava doida pra usar um casaquinho de novo.

Aproveitamos que sexta-feira passada (20/01) foi feriado no Rio de Janeiro, e pegamos uma ponte aérea cedo, para aproveitar o dia. Gabi se encarregou de fazer todo o roteiro do passeio, e diferente do que sempre aconteceu nas viagens anteriores que fizemos, desta vez eu que fui atrás dela.

Chegamos a São Paulo era pouco mais de 9:30, e pegamos um Uber até o apartamento da nossa amiga, que mora no bairro Pompeia. Deixamos lá as malas e partimos para o primeiro lugar do roteiro, que era o mercado municipal de São Paulo. Gabi já havia estado antes no mercado, e achou que eu iria gostar de ir lá. Como eu já conhecia a fama do sanduíche de mortadela e do pastel de bacalhau, aproveitei meu grande amor pelo peixe, e escolhi o pastel, ao invés da mortadela.

Pastel Sao Paulo

Chegamos ao mercado, já passava das 11. A nossa amiga sugeriu que fôssemos logo comer o pastel, porque o lugar é ultra concorrido na hora do almoço, e provavelmente esperaríamos muito tempo para sentar se fôssemos comer mais tarde. Há diversos bares que servem pastel e sanduíche de mortadela no mercado, mas escolhemos o Hocca Bar, pois nossa amiga disse que seria o melhor. A fila já tinha um tamanho considerável quando resolvemos sentar, mas acredito que esperamos uns 15 minutos somente. Eu estava já com fome, e resolvi pedir, além do pastel, um bolinho de bacalhau. Tomei um susto na hora que chegaram. São imeeeeeensos! O pastel é ultra recheado e sequinho, assim como o bolinho de bacalhau. Na foto dá para ver a dimensão dos meninos, em relação à minha mão. Chega a ser difícil de comer.

Eu gostei, mas confesso que minha avó portuguesa fazia um bolinho de bacalhau mais saboroso!  Foi bom comer lá, mas não é um lugar que eu faria questão de voltar. Acho que valeria a pena experimentar outros bares, para ver se teria um algo a mais que apetecesse meu paladar. Mas uma coisa não posso negar: são fartos! Preço do pastel: R$ 25,00. Preço do bolinho R$ 27,00. E não aguentando comer os dois, embrulhei parte do bolinho de bacalhau para viagem!

Devidamente almoçadas, descemos (o bar fica no segundo andar) e demos um rolé no mercado. Há incontáveis bancas de frutas, de temperos, frutas secas, e cada fruta mais linda que a outra, com uma imensa variedade de frutas. Se eu morasse em São Paulo, certamente seria uma freguesa frequente do mercado. É realmente um lugar com a minha cara. Me lembrou o mercado municipal de Santiago, no Chile.

Dali fomos para a tão famosa rua 25 de março. Minha impressão sobre o local: PREFIRO O SAARA NO RIO! Foi uma imensa decepção! Sempre ouvi tanto as pessoas falarem da 25, mas o Saara no Rio põe a 25 no chinelo 500 vezes! A variedade e quantidade de lojas é infinitamente maior no Rio de Janeiro. Ponto para a minha detestável cidade! Nem comprei nada, de tão frustrada que fiquei (até porque não encontrei o que eu queria). Sem falar na “simpatia” dos lojistas da 25 (notadamente os chineses!). Nunca mais! Foi uma experiência bem desagradável.

Fomos para casa de mãos vazias. Aliás, levando somente os dois pacotes de funghi secci e um de amêndoas confeitadas, que comprei no mercado. O tempo estava nublado e chuvoso. A temperatura estava gostosa, e até então foi o que mais tinha me deixado alegre.

Voltamos para casa e saímos mais tarde. Fomos encontrar um amiga minha no shopping Eldorado. Foi super legal o fim da tarde/noite. Colocamos as fofocas em dia e compramos algumas besteiras. Jantamos no restaurante America, e gostei bastante da comida.

Chegamos em casa e foi ótimo tomar um banho quente; já estava com saudades! Dormi feito uma pedra. Estava acordada desde as 5 da manhã. Estava bem ansiosa pelo dia seguinte, quando iríamos para o bairro Liberdade.

No sábado, acordamos, tomamos nosso café e pegamos nosso Uber em direção à Liberdade. O tempo ainda estava chuvoso, e estava 20 deliciosos graus! Descemos na Praça da Liberdade e demos de cara com uma feirinha que ocupava parte da rua e a praça. Cheiro forte de fritura no ar. Chegava a ser enjoativo.

Descemos até a Rua dos Estudantes e fomos direto para a loja Tenman-Ya, que tem uma imensa variedade minha mais nova mania: bowls.

Tenman-Ya

Eu surtei nessa loja. Me lembrei imediatamente de Chinatown em São Francisco, onde era tudo tão baratinho e eu não comprei absolutamente nada! Ficamos muito tempo na loja, pois era difícil escolher os bowls mais bonitos. Comprei alguns, todos na faixa de R$ 25,00.

A loja é super maneira, e tem muitas coisas legais. Foi a melhor loja em que entrei na Liberdade. Fomos a outras lojas, para ver se encontrávamos bowls mais baratos, mas indubitavelmente a Tenman-Ya tinha a maior variedade, com preço compatível com a variedade existente.

Rodamos por praticamente todas as lojas, e era bem legal ver tantos produtos importados e diferentes. Me senti em São Francisco, de novo.

Picolés chineses? Japoneses? Coreanos? Sei lá! Picolés asiáticos!!!

A outra loja que me deixou doida foi a Mercearia Towa, que vendia outro grande amor da minha vida: arroz tailandês!

arroz tailandês

Há tempos que eu vinha procurando arroz tailandês no Rio, que sumiram das prateleiras. Ainda não consegui entender por que. Encontrar esse saco de 5 quilos foi como achar um pote de ouro no fim do arco-íris. Além de ter encontrado o que não encontrava nunca, o preço estava excelente. O último quilo de arroz jasmine Tio João que eu consegui comprar no Rio de Janeiro há long time ago, custou mais de 20 reais. Essa belezinha que encontrei no Towa custou 12,00 o quilo! Só não comprei o saco de 10 quilos (R$ 11,00 o quilo), porque eu achei um tico de exagero. Comer 10 quilos de arroz sozinha iria demorar demais, heheheh. Ia acabar estragando.

Gabi, assim como eu, ficou feliz como pinto no lixo na Liberdade. Comprou um monte de porcarias, também. E a minha amiga (a mesma que nos encontrou no dia anterior) que estava conosco, nos acompanhando por onde íamos, também comprou muitas coisas.

E carregando na bolsa o saco de arroz de 5 quilos por onde íamos, resolvemos sentar para almoçar. Chovia, mas nada mais me incomodava. Estava mega feliz com minhas compritchas.

Almoçamos num restaurantezinho na rua da Glória e penamos com o Uber para conseguir um carro. O mapa no Waze no aplicativo estava completamente doido, e mostrava a gente no mapa em um lugar onde não estávamos. Assim como nós, o motorista não nos encontrava, e foi a primeira vez que eu detestei o serviço do Uber, por culpa do Waze. Depois de uns 40 minutos, finalmente conseguimos entrar no carro e partimos para a Ofner, em frente ao Instituto Tomie Ohtake, onde iríamos ver a exposição de Gaudí.

Doce Ofner

A Ofner é uma loja de doces. É tanta coisa bonita e apetitosa, que é difícil escolher. Comi uma tortinha de maçã caramelada e essa tortinha de dois limões da foto acima. Vale a pena! Muito gostosos os doces! Ganhei uns 5 quilos nessa viagem!

Dali, atravessamos a rua e fomos à exposição de Gaudí. Eu só fui porque Gabi queria muito ir (R$12,00 o ingresso). Eu mesma achei um saco, porque eu já fui à Barcelona, e tendo visto as obras originais de Gaudí, achei um porre a exposição. Mas como Gabi nunca foi à Barcelona, eu a acompanhei. Não basta ser mãe, tem que participar!

Dali, pegamos um Uber e fomos até o Shopping Eldorado, pois nossa amiga, dona do apartamento onde ficamos, queria ir fazer compras no Carrefour. Aproveitamos e jantamos no Applebees. Queria logo ir pra casa, pois tendo carregado aquele saco de arroz o dia inteiro, eu estava doida para deitar. A noite estava tão fresquinha que cheguei a sentir frio à noite. Que delícia foi essa noite!

No domingo acordamos cedo e fomos para o Masp. Gabi queria ir na feirinha de antiguidades, que é muito parecida com a feirinha da Praça XV no Rio. O tempo estava chuvoso, e foi preciso até usar o casaco. Faziam deliciosos 18 graus!

Feira Masp

Depois da feirinha, atravessamos a Avenida Paulista, que estava fechada para lazer, e fomos até o parque Trianon. Delicioso lugar, que muito me lembrou o Jardim Botânico, no Rio. Tinha tantas aranhas que não daria para contar!

Parque Trianon

Mapa do Parque Trianon

Parque Trianon Parque Trianon

Dali, Gabi me pediu para irmos ao Masp ver a exposição de obras de arte de artistas famosos. Eram R$ 30,00 a entrada inteira, e eu fui sob protesto. Não tenho alma cultural, não curto obras de arte, e eu só aceitei ir à exposição se ela pagasse a metade do meu ingresso. Ela pagou.

Entrando no salão, comecei a olhar as pinturas, e não tardou para eu demorar mais em cada obra do que a própria Gabi. Fiquei encantada com as pinturas de famosos pintores, que só de olhar a tela eu já sabia quem eram os autores.

Masp

Masp

Pintura de Picasso – Retrato de Suzanne Bloch

Masp

Masp

Detalhe da pintura da foto acima desta. Dá pra ver as lágrimas nos rostos.

Masp

Pintura de Van Gogh – Banco de Pedra no Jardim do Hospital Saint-Paul

Masp

Pintura de Monet – A Ponte Japonesa

Masp

Pinturas de Portinari – Criança Morta e Os Retirantes

Masp

Pintura de Portinari – O Lavrador de Café

Masp

Pintura de Renoir – Rosa e Azul

Masp

Pintura de Rembrandt – Selbstbildnis

Masp

Pintura de Van Gogh – Paisagem com Casal Caminhando e Lua Crescente

Masp

Pintura de Di Cavalcanti – Cinco Moças de Guaratinguetá

Gabi acabou sentando para me esperar terminar de ver as obras (que eu não queria ver). Quando a encontrei ela perguntou: “E agora, acha que valeu a pena ver a exposição?”. Eu respondi: “Pode deixar que eu vou te pagar a outra metade do ingresso”, heheheheh (ou seja, eu quis dizer que eu pagaria com prazer o ingresso inteiro, porque amei a exposição!

Foi realmente muito legar ver obras originais de uma diversidade de pintores tão famosos em uma única exposição. Valeu mega a pena o investimento! E como se não bastasse, tinha ainda outra exposição chamada “A Mão do Povo Brasileiro 1969-2016”, que tinha como tema artesanatos e engenhocas criadas pelos brasileiros entre os anos de 1969 e 2016.

MASP MASP MASP MASP

Super curti, também!

Saímos dali e caminhamos ao longo da Avenida Paulista. No meio de dezenas de pessoas que caminhavam, patinavam, pedalavam e passeavam com seus animais, a gente ia em direção à Paulista Burger, uma hamburgueria que Gabi viu bem cotada na internet, e escolheu como a lanchonete representativa do hambúrguer paulista.

Paulista Burger

Nota 10! Adorei o hambúrger. Os anéis de cebola são super crocantes e sequinhos. Tem açafrão na casquinha! O sanduíche que escolhi foi um de carne de porco com pão australiano e cheddar cremoso. Delicioso! Foi uma refeição e tanto.

E saindo dali, Gabi queria ir na Bella Paulista, que é uma confeitaria grande onde se servem refeições, também. É como uma Confeitaria Colombo paulista, só que mais moderna.

Bella Paulista

Dentre tantas coisas aparentemente deliciosas, eu escolhi uma tortinha de morango, que estava bem gostosa.

Bella Paulista

E começando a chover, mais uma vez, resolvemos voltar para casa. Tínhamos que arrumar as malas e dormir cedo, pois teríamos que acordar às 4 da manhã para voltarmos para casa.

Foi um passeio que curti bastante, e confesso que minha implicância com São Paulo acabou. Já penso com amor e carinho em alugar um apartamento lá para Gabi fazer sua pós-graduação depois que ela se formar, e certamente voltarei mais vezes, no futuro.

São Paulo tem uma infinidade de lugares para visitar. Eu só visitei a ponta do iceberg. Mas um lugar que certamente sempre voltarei é na Liberdade. Lá foi o lugar que mais curti, e vocês já sabem o motivo, hehehehe.

Beijos!

Adri

O meu Creme Hidratante Perfeito

Feliz Ano Novo para todas!

Tirando o calor dos infernos, até posso dizer que o ano começou bem, tirando, também, alguns acidentes de percurso. O calor anda tão grande que semana passada a sensação térmica na cidade onde moro foi de 50°C!!! Isso mesmo! Não escrevi errado!

Eu odeio calor com todas as minhas forças. A gente fica sebenta pela eternidade, e não adianta tomar 500 banhos, que você invariavelmente vai “secar gelo”. É secar a água do banho e começar a secar o suor, porque não há banho que esfrie seu corpo e te faça parar de suar! Até porque, com temperaturas muito altas, a água “fria” sai quente, não só por causa da caixa d’água, que fica no telhado, mas também porque a água desce pelas paredes quentes, fazendo a água chegar no seu corpitcho quase na temperatura de fazer ovos pochê!

No calor muito forte, meus pés ficam igual a pergaminho do deserto. Uma secura de irritar. E não tem creme que resolva, porque esses cremes que vendem hoje em dia são “plastificantes”, como diz minha filha. Você passa o creme agora e daqui a 5 minutos parece que nada foi passado.

Na onda de fazer produtos saudáveis e caseiros (após o sucesso do desodorante), eu resolvi procurar receitas de cremes hidratantes caseiros, e encontrei uns bem legais. Encontrei diversos tipos de cremes, dos que levam creme-base aos que são essencialmente feitos de óleo. E foi uma receita dessa que eu resolvi fazer.

Se você não gosta de cremes que deixem a mão oleosa por alguns minutos, passe loooooonge dessa receita. Agora, se você é igual a mim, e só tem a sensação de que sua pele está hidratada se tiver uma “gordurinha” passageira, caia dentro, porque esse é o creme perfeito pra você!

O óleo é logo absorve . Contei uns 5 minutos. Depois da absorção, a mão fica deliciosamente macia. É incrível como até depois de lavar a mão com sabonete ou lavar a louça, a sensação é de que a mão ainda está com creme, pois ela não fica ressecada como normalmente acontece após lavar as mãos com sabonete.

Meus pés agora ficam sem ressecamento por mais tempo, bem como joelhos e cotovelos, que nessa época de calor chegam até a arranhar, de tão ressecada que a pele fica.
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Para essa receita eu usei:
50g de manteiga de cacau
50 g de manteiga de karité
20 g de manteiga de murumuru
30 ml de óleo de castanha do Pará
50 g de óleo de coco
Essência oleosa de lavanda e camomila

Para fazer, usei uma jarra de vidro temperado, coloquei tudo dentro e levei ao micro-ondas pelo tempo suficiente até derreter todas as manteigas e ficar uma só camada de óleo. Retirei do micro-ondas e misturei com uma colher, e adicionei as essências até ficar com a intensidade de perfume ao meu gosto. Os óleos normalmente têm o cheiro das suas matérias-primas, e tirando o óleo de coco, não curto muito os outros cheiros.

Depois de tudo derretido e misturado, deixei esfriar e levei à geladeira até começar a endurecer. Quando ele clareou (sinal que gelou, mais ou menos 1 hora), mas sem endurecer totalmente, eu retirei da geladeira e bati bem com a batedeira (uns 5 minutos em velocidade máxima). O óleo gelado vai engrossando igual chantilly.
Depois de bem batido, eu coloquei nos próprios frascos em que vieram as manteigas, e como deu bastante coisa, eu tive ainda que colocar em 2 potes de vidro de 200 ml. Como o calor está insuportável, eu estou deixando na geladeira, porque tenho medo que derreta tudo.

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As manteigas eu comprei na Flora Fiori, que fica em São Paulo, e as essências, comprei no Mundo Verde, que tem lojas em todo brasil (meu brasil tem B minúsculo mesmo!)

As manteigas todas usadas nessa receita são ótimas para os cabelos. Desta forma, você pode também aplicar o creme nos cabelos, sem passar na raiz, deixando por umas duas horas antes de lavar. O cabelo não fica melequento depois de lavado, e fica uma sedosidade de dar gosto, super maleável, com aparência de cabelo hidratado e saudável.

O bom dessa receita é que como ela tem basicamente ingredientes naturais, o creme é super saudável. São somente os óleos vegetais e as essências (que são a única química da fórmula).

Pela quantidade que rende, deve durar por uns bons meses. Infelizmente, como não sei onde comprar essas manteigas no Rio de Janeiro, eu tive que comprar pela internet. E foi isso que encareceu a receita, além das essências, que você só usa um pouco. Se eu já tivesse as manteigas e as essências, e não tivesse que pagar frete, teria gasto uns 30-40 reais para fazer o creme.

O bom de ter as essências agora, é que eu posso usar também na receita do desodorante caseiro que eu postei aqui.

Bjs!

Adri

 

Comprar desodorante? NUNCA MAIS!!!

Conforme eu comentei em posts anteriores, estive recentemente na casa do meu irmão em Brasília. Minha cunhada é adepta das receitas alternativas para não gastar rios de dinheiro com produtos que costumamos pagar caro nos supermercados, de produtos de limpeza aos de higiene. Ela faz diversos produtos em casa, e um deles é o desodorante.

Eu costumo usar o Dove spray, porque os roll-on, não sei por que cargas dágua, me dão cecê. Sempre que via alguma promoção nas farmácias comprava, e nunca saía por menos de 70 reais a compra, porque comprava uma determinada quantidade pra aproveitar a promoção. E parando para pensar, é MUITO dinheiro que se gasta com desodorante, seja ele spray ou roll-on mesmo.

Meu irmão comentou sobre o tal desodorante caseiro que minha cunhada faz, e me deu um frasquinho para eu experimentar. Ela usa uma embalagem roll-on de desodorantes comprados mesmo, para colocar o que ela faz. Ela retira a bola com uma faca de ponta e enche o frasco, recolocando a bola de volta no lugar, em seguida.

O tal desodorante ficou rolando lá na minha necessaire uns dias, quando, enfim, eu resolvi deixar o preconceito de lado e usa-lo. Para minha surpresa, não tive qualquer cecê. Achei até que fosse por causa do resíduo do Dove, porque, como quem usa sabe, o Dove tapa os poros e “plastifica” sua axila, pois ele é, na verdade, um antiperspirante, e tapar os poros é justamente a característica principal de antiperspirantes. E mesmo que você pare de usar antiperspirantes, sua axila fica com os poros tampados por alguns dias mesmo se vc ficar sem usa-lo. Mas eu estou usando desde que voltei para casa, e nada de cecê!

O Dove e a maioria dos antiperspirantes têm na sua fórmula cloridrato de alumínio, que é o agente que tampona os poros (leia mais detalhes aqui e aqui). Esse componente costuma deixar as roupas manchadas, amareladas, e até mesmo endurecidas, na região das axilas. E uma das vantagens do desodorante caseiro, segundo minha cunhada, que já usa há muitos meses o produto, é que as roupas não mancham com ele.

Como é sabido, o alumínio é tóxico, e excesso dele no organismo pode causar graves doenças, dentre elas o câncer e alzheimer (mais detalhes, aqui e aqui).

Desde que experimentei o desodorante caseiro, não parei mais de usar. E comprovadamente, é um produto magnífico, que custa míseros 10 reais para uma quantidade (350 ml) que equivale a 7 frascos de desodorante roll-on. SETE!!!!!

leite-de-magnesiaO desodorante caseiro é feito com (pasmem) LEITE DE MAGNÉSIA PHILLIPS, versão original!!! (vinha daí meu preconceito…)

Ele pode ser usado puro, mas se preferir um perfuminho, você poderá adicionar ao frasco algumas gotas de óleo essencial da sua preferência. Minha cunhada usa essência aroma bambu, e fica totalmente com cheirinho de desodorante. Como eu só tinha na minha casa essência de lavanda, foi a que usei.

Conforme eu disse anteriormente, basta você retirar a bola de um frasco vazio de desodorante roll-on, enfiando a ponta da faca entre a “parede” de contenção da bola e a bola, e alavancar pra ela sair do lugar. Basta encher o frasco e empurrar a bola de volta. Não sei quantas vezes dá para aproveitar o frasco, pois imagino que retirar e recolocar a bola tantas vezes pode uma hora começar a causar desperdício do produto, pois isso certamente afrouxará o espaço onde a bola fica. Vou contar quantas vezes aproveitarei!

frasco sprayDepois que eu comecei a usar esse desodorante é que eu tive a curiosidade de pesquisar na internet, e vi a quantidade absurda de blogs que postaram sobre o tema. É muita gente usando! Vi, inclusive, que algumas pessoas diluem o produto com um pouco de água e colocam em embalagens spray, dessas que são vendidas nas próprias lojas de essências.

O produto é originalmente vendido para combater azia e como laxante. Devido às suas propriedades antisséptica e bactericida, além de o leite de magnésia ser usado como desodorante, ele também é usado para diversos outros fins cosméticos, como para fazer máscaras faciais anti-acne, por exemplo (puro, sem adição da essência). Ele absorve o excesso de óleo e reduz a aparência oleosa do rosto. Pode ser usado puro ou diluído como primer antes da maquiagem, ajudando a não ficar com o rosto todo melecado de suor, e como antisséptico bucal. Basta diluir o produto e bochechar. Serve, ainda, para auxiliar na eliminação do famoso chulé! Para tanto, pode fazer uma solução com água e deixar os pés imersos alguns minutos e secar, sem enxaguar. Há até quem diga que serve para eliminar os fungos de tomateiros. Mas isso não tenho como saber se funciona ou não, porque estou sem tomateiro, no momento.

Definitivamente essa descoberta maravilhosa vai me ajudar bastante em tempos de vacas raquíticas. A economia com desodorante vai dar um boost no meu orçamento doméstico.

Por falar nisso, outra medida que tomei em relação a corte de gastos foi trocar minha operadora de telefonia móvel da Claro para a Vivo. Eu estava pagando 450 (!!!!) reais para mim e minha filha. Recentemente, batendo perna nos shoppings da vida, eu descobri que a Vivo está com um plano magnífico para portabilidade. E eu considero que foi uma excelente troca, pois além do benefício da economia, ainda ganhei algumas vantagens a mais. Agora, pagarei 280 reais PARA NÓS DUAS, tendo ambas 6 GB de internet (CUMULATIVAS – se não usar este mês, pode usar nos meses seguintes) e 150 minutos para outras operadoras (eu tinha só 70 minutos na Claro). Como é sabido, se usar DDD 015 falamos de graça para linhas VIVO. Minha filha só tinha 2GB de internet, e não preciso dizer que ela está mordendo as orelhas de felicidade, com os 6GB por um ano. O plano, na verdade, é de 4GB de internet, mas pela portabilidade, nos deram um ano com 6GB.

O que acho mais engraçado é que recentemente eu vinha recebendo váááárias ligações da Claro oferecendo mudança de plano (para pagar mais CARO, CLARO!). E quando vinham com aquele papo de mudar para um “excelente” plano, eu só me limitava a perguntar: “É PRA PAGAR MENOS????”, e a resposta, obviamente, era NÃO. Então eu feliz da vida dizia que não me interessava, e que já já estaria pulando pra Vivo. E aproveitava para dizer que cobrando por planos absurdamente caros como andam fazendo, só vão perder clientes, como estava acontecendo comigo, que era cliente deles há mais de dez anos! A situação está preta pra eles, mas está mais ainda pra mim!

E assim vamos seguindo, tentando driblar essa crise brabíssima que assola o país. Não sei quanto tempo vamos aguentar isso ainda, mas sigo na corda bamba, tentando cortar custos de todas as formas que consigo.

Espero que gostem das dicas de hoje!

Bjs

Adri =)

 

Focaccia, querida focaccia…

Focaccia

Outro dia precisei cortar uns galhos do meu alecrim porque ele estava fazendo sombra na área onde plantei novas sementes. Fiquei com MUITO alecrim sobrando, e resolvi pensar no que fazer com ele. Lembrei, então, como alecrim é delicioso em cima de uma focaccia quentinha e crocante, como as que eu costumava comer em um restaurante divino que tinha aqui no vilarejo, que infelizmente fechou as portas por causa da crise, sem que eu tivesse tido a oportunidade de me despedir (porque minhas portas se fecharam antes).

Catei uma receitinha de focaccia na net e fiz, e ficou TÃO BOA, que eu já fiz pelo menos umas 5 vezes, e cada vez vai ficando mais rápido fazer, porque praticamente não preciso mais ler receita, porque já está na memória, além de eu ter otimizado o preparo.

Segue a receitinha (dá para uma focaccia):

Focaccia200g de farinha de trigo
130 ml de água morna (não esquente demais)
1 col. chá de fermento biológico seco
3 col. sopa de azeite
1 col. chá de sal
alecrim e sal grosso para cobrir

Colocar em um bowl a água morna e jogar o fermento. Misturar, e adicionar o azeite e o sal. Misturar, e adicionar a farinha de trigo peneirada.

Eu uso agora uma colher de servir (daquelas grandonas, de inox) para misturar. Nem ponho mais a mão na massa, porque gruda horrores. Você até pode colocar mais massa pra desgrudar, mas quanto mais grudenta a massa, mais macia ela fica. Precisa de muque pra misturar a massa com a colher, mas achei mais prático assim do que meter a mão na massa, porque dá um trabalho da gota tirar a massa dos dedos.

Depois de fazer um bom exercício “amassando” a massa com a colher, eu uso uma colher de silicone (porque a massa não gruda nela) para limpar a colher de inox, e raspo bem as laterais do bowl para remover a massa grudada nelas e faço uma bola com a massa usando essa colher de silicone, para deixar a massa descansar.

Para deixar massas crescerem, eu sempre fervo um copo de água no micro-ondas, para ele ficar quentinho dentro, e coloco a massa a descansar dentro dele. O calor no micro-ondas faz a massa crescer lindona.

Papel doverUma hora depois, você retira a massa crescida do micro e coloca num tabuleiro para ir ao forno. Eu sempre forro o tabuleiro com um papel específico para assados, que não suja o tabuleiro e nem gruda no papel. Jogo a massa em cima do papel no tabuleiro, e usando a tal colher de silicone vou abrindo e achatando a massa até ficar no formato ideal. Com as pontas dos dedos faço umas depressões na massa, polvilho com sal grosso e jogo o alecrim. Para finalizar, rego com azeite extra-virgem e levo ao forno por uns 40 minutos. O tempo de assar depende muito do forno de cada pessoa. Meu forno, por exemplo, tem um dourador.  Quando vejo que a massa já está assada, mas ainda sem cor, eu ligo o dourador e deixo uns 5 minutinhos. Depois retiro do forno e nem espero esfriar; traço logo! Fica deliciosa essa focaccia! Vocês deveriam experimentar. É tão rápido de fazer que vale a pena. O que demora mais é só mesmo o tempo de deixar a massa crescer e assar.

Beijos!