Diário de Viagem Compacto, 10 dias em Gramado

Eu e minha filha fizemos uma viagem para Gramado, mas eu tinha resolvido não fazer posts diários da viagem como sempre faço, porque acreditei que não teria nada de diferente para dizer em relação à viagem do ano passado, já que não tínhamos planos de fazer turismo. A intenção era mesmo aproveitarmos nossos 10 dias de férias curtindo o frio. Mas acabou que teve algumas coisas diferentes, e muitas coisas para contar, e sendo assim, resolvi fazer este post para contar as coisas mais relevantes.

Este ano, além de eu e minha filha Gabi, resolvi chamar minha amiga Malu para ir conosco, e ficamos em um apartamento no Airbnb, em vez de em um hotel. O apê era muito bem localizado, a uma curta caminhada até a rua coberta, que é a principal referência da cidade, na Avenida Borges de Medeiros.

Chegamos com um dia lindo de sol, e o frio gostoso que eu esperava tanto. Foi um excelente início de viagem. Mal sabia o que viria nos dias seguintes, hehehehe.

Quando aluguei o apartamento, passei a ter contato constante com o dono do apartamento, que era uma pessoa simpaticíssima. No dia em que chegamos, ele e a namorada nos receberam no apartamento, e na noite daquele dia (dia 06 de agosto), nós combinamos de sairmos todos juntos para jantar. Ele escolheu o seu local preferido para o encontro, que é uma hamburgueria chamada White Fly, que fica na avenida principal (a Borges). Antes de nos encontrarmos, fomos até o outro apartamento dele conhecer, pois ele também está listado no Airbnb, e eu queria ver se me agradava mais do que o que estávamos, para que pudéssemos ficar nele na próxima vez. Por sinal, eu gostei bem mais dele, pois é mais perto do buxixo, e também mais bonito.

Prédio do apartamento onde ficamos, na rua São Pedro, paralela à Borges de Medeiros

Como chegamos em Gramado por volta do meio-dia, fomos almoçar em um restaurante cuja propaganda havia visto em um canal do Instagram (@gramadoblog). O restaurante era o Di Pietro, que fica ao lado da Igreja de São Pedro. O ambiente parecia bem legal na postagem no Insta, e apesar de ser bacana, eu confesso que fazia uma ideia diferente (melhor) do ambiente do restaurante. Apesar da expectativa ambiental frustrada, a comida estava deliciosa, e eu recomendo o lugar. No entanto, preparem os bolsos porque, como quase tudo em gramado, o preço é salgadim.

Risoto Catedral do Mar

Para não perdermos tempo dormindo ou descansando, resolvemos bater perna. Voltamos à loja Mãos do Mundo para comprar uns incensos que uma amiga pediu. Mas diferente do ano passado, este ano tivemos uma experiência um quê desagradável. Eu queria comprar um brinco, mas a vendedora disse que não podia experimentar. E mesmo ela fazendo cara muito feia e eu reclamando que não poderia comprar se não visse como ficariam os brincos em mim, eu os coloquei. Eu acabei levando os brincos, mas a raiva foi tanta que eu deveria era ter deixado eles lá. Em nenhuma loja de bijuterias em Gramado as pessoas eram proibidas de experimentar os produtos. Uma frescura sem tamanho, que mudou minha opinião em relação à loja. Vendedoras assim afastam as pessoas, e minha vontade foi de reclamar com a gerente, mas como a vendedora disse que eram regras da loja, não penso que a gerente diria ou faria algo diferente em meu favor. Larguei de mão, e não voltei mais à loja. Caminhamos pela Borges e depois fomos ao mercado que fica bem pertinho do apartamento, para comprarmos mantimentos para nossa estadia (cafés da manhã).

Depois de arrumarmos tudo, tomamos um banho e nos preparamos para encontrar o anfitrião e sua namorada, que também era super simpática e atenciosa. Foi uma noite muito agradável. A hamburgueria tinha uma banda “old-fashioned” tocando músicas bem legais, e os sanduíches artesanais eram bem saborosos, embora eu já tenha comido melhores em outros lugares. Eu diria que era… diferente.

Nos dias que se passaram fazíamos basicamente as mesmas coisas. Acordávamos, tomávamos nosso café e banho e saíamos sem rumo e sem destino. Nos primeiros dias fomos mais às lojas e restaurantes que já havíamos ido antes, então, nada diferente do que postei no ano passado.

O que aconteceu de diferente foi que fomos a alguns lugares que não fomos antes, e que passamos por algumas situações ligeiramente estressantes, que narrarei mais adiante.

Uma das coisas que fizemos diferente foi irmos ao Geo Museu. A ideia foi da Gabi, e como sempre, eu inicialmente chiei um pouco, achando que iria ser um programa sacal, mas ledo engano. Apesar da chuva (e maravilhoso frio), foi um programa muito legal (aliás, fazer programas indoor com chuva é a melhor opção mesmo). O museu tem uma coleção de peças bem interessante, com muitos geodes, árvores petrificadas, fósseis e pedaços de meteoritos caídos em diversas partes do mundo. Super valeu o passeio.

Como todo museu, também tinha uma loja, e minha amiga Malu fez a festa nas bijuterias de pedras. Gastou uma pequena fortuna.

Porta copos em pedra
Gostei da criatividade da pia do banheiro do Geo Museu

Nesse dia, a pedido da Gabi, resolvemos ir almoçar no hotel onde nos hospedamos no ano passado, o Ritta Höppner. Aproveitamos para mostrar à Malu esse grande achado que fizemos, e este ano o cardápio “Experiência Alemã” mudou e teve a inclusão de uns itens. Ainda pagamos um preço fixo por pessoa (159,00), mas desta vez podemos repetir o que quisermos, das entradas às sobremesas (tudo incluído no preço). Super surtamos. Comemos tanto que quase passamos mal, e tudo regado a vinho, claro! Sem falar que a comida é maravilhosa. O spätzel foi o meu preferido.

E já no dia seguinte o clima mudou. O tempo fechou e foi ficando bem frio. Apesar da chuva, amei cada segundo. Baixou um nevoeiro denso que deu um ar de montanha à cidade. Mas nem durou muito. E eu, continuo boquiaberta com o fato de não existir sinal de trânsito na cidade e ninguém morrer atropelado.

Eu levei 3 óculos: um multifocal, um para perto e um para longe. O multifocal, não sei como quebrou uma perna. Não me desesperei a princípio, porque eu ainda tinha os outros dois óculos, então em teoria não haveria grandes estresses. Porém, o perrengue estaria por começar.

No dia seguinte eu queria ir almoçar no Hard Rock Café. Ano passado fiquei um pouco decepcionada com a unidade de Gramado, mas resolvi dar outra chance e não me arrependi. Este ano, além de a minha salve-salve salada Caesar estar fantástica, ainda tinha o copo souvenir disponível para venda, para engordar minha coleção. E desta vez escolhi almoçar, e não jantar, pois à noite tem banda tocando e é um barulho medonho. Além de não pagarmos couvert artístico, não teve zoeira, e estava bem vazio. Maravilha, pois fomos atendidas logo! Eu estava super feliz, rindo à toa, mas meu pesadelo iniciaria em seguida.

Saindo do Hard Rock, fomos caminhando pela rua em direção à Casa do Colono, que é uma loja que vende coisas gostosas (queijos, salames, doces), e que fica bem pertinho do Hard Rock. Porém, ao chegar na esquina, pus a mão onde supostamente estariam meus óculos de longe, e cadê???? Perdi os óculos, que estavam presos no meu casaco.

Como na última vez que o vi eu estava com ele dentro do Hard Rock, eu voltei todo o caminho até o restaurante olhando o chão, mas nada! No Hard Rock perguntei se tinham encontrado os óculos, e nada! O desespero se instalou. Agora só tinha os óculos para perto, e não preciso dizer que meu feliz humor ficou bem gloomy! E o resto do dia foi uma bosta, hehehehe.

De mau humor, íamos sair à noite pra jantar, mas eu não quis mais. Acabamos pedindo comida no Neni, um dos meus restaurantes preferidos. Infelizmente eles não entregam, mas Gabi foi com Malu buscar, enquanto eu remoía meu mau humor em casa. A delícia do prato que pedi melhorou um pouco meu humor e salvou a noite.

No dia seguinte, Gabi sugeriu que fôssemos a todas as lojas por onde passamos em frente, para ver se por algum acaso alguém tinha encontrado os óculos e entregado na loja, e assim fizemos. Ela foi na frente, enquanto eu ia caminhando mais devagar com a Malu. Ela foi direto para o Hard Rock Café, e por sorte não precisou ir a lugar nenhum mais, pois era lá que os óculos estavam. Quando ela me avisou pelo WhatsApp que os tinha encontrado, eu dei um baita grito no meio da rua (e Malu também), e fiquei até com vergonha. Mas a felicidade voltou, pois eu ia voltar a enxergar para longe de novo, heheheh.

Legal? Legal! Mas a alegria durou pouco DE NOVO! No dia seguinte uma perna desses mesmos óculos QUEBROU também!!!! Agora eram dois óculos para longe inservíveis. E novamente, fiquei somente com os óculos para perto. Pareceu até que alguém tinha rogado praga pra mim e queria que minha viagem fosse uma droga.

No dia seguinte, fui a uma ótica ver se as lentes cabiam em alguma armação. E depois de muito procurar, por sorte, elas couberam em uma armação somente, e feia pra dedéu, mas era o que tinha para o momento. E foi ela mesma que comprei, para não ficar sem óculos nenhum para longe. Já quase me acostumei com a armação, rsrsrsrs.

Almoçamos em outro restaurante indicado pelo @gramadoblog, o Alecrim Santo, que é um restaurante a quilo onde você paga 60 reais para comer à vontate, ou paga o peso que colocar no prato. Meu padrão alimentar é um pouco exigente em viagens, e apesar de ter uma quantidade razoável de opções de saladas, pratos quentes e sobremesas, eu achei meia boca. É um restaurante para quem quer comer muito (comida simples) e pagando pouco. Voltaria somente se a situação estivesse periclitante financeiramente, porque fazer um passeio tão legal comendo comida a quilo ou sanduíche é aproveitar mal a viagem (na minha concepção).

E a temperatura caiu maravilhosamente. Agora eram 7 graus, e eu amando Gramado.

Continuamos andando pelas lojas, Malu sempre parando nas lojas de couro, e sempre à procura de um determinado tipo de chapéu. Eu só acompanhava, pois não tinha intenção de comprar nada, exceto os chocolates da Prawer, hehehehe.

Todas as manhãs a gente tomava nosso café no apartamento mesmo, que é bem equipado e tem tudo o que precisamos. E basicamente todos os dias sempre saíamos explorando as lojas.

Almoçamos no Brulèe, que foi um restaurante aprovadíssimo do ano passado. Comida e sobremesa (creme brulèe, claro!) ótimas, em um restaurante que sempre voltarei e super recomendo. Eles caramelam o açúcar da sobremesa ali na mesa, na sua frente.

Fizemos uma verdadeira via crucis pelas lojas de bijuterias. Malu ficou horas escolhendo coisas pra ela, e Gabi, que está em uma vibe de usar 2 anéis em cada dedo, não foi diferente. Acabei comprando unas cositas para mim também, né… fazer o que? Nesse negócio de esperar as dondocas, acabei explorando os produtos da loja também para passar meu tempo. Voltamos tantas vezes à loja Caixa de Veludo (na Borges de Medeiros), que ficamos quase íntimas da Thais, a vendedora mega simpática que nos atendeu de maneira oposta àquela antipática da Mãos do Mundo. Até champanhe e petiscos degustamos na loja no dia de abertura do festival de cinema. Super recomendo essa loja também. Bijuterias de prata e folheadas a ouro, finas e muito bonitas, que fazem a gente gastar um tempo significante escolhendo (ou tentando escolher).

Anéis que acabei comprando, em prata rodinada e zircônia

E no meio da nossa viagem, começou a semana do cinema em Gramado, como mencionei acima. Foi uma grande porcaria, porque eles fecharam o meio da rua Coberta no seu comprimento, de forma que para passar de um lado ao outro da rua, precisávamos seguir até o final da rua para dar a volta no cercado do tapete vermelho. Infelizmente eu reservei essas datas da viagem muito antes de saber que essa titica aconteceria. Mas apesar disso, achei que a cidade fosse estar mais cheia. Na próxima viagem, irei em setembro ou final de agosto.

Malu estava ansiosa para tomar uma sopa de capeletti, e em uma das nossas caminhadas ela havia visto uma delicatessen pequenininha em uma rua transversal próxima ao apartamento, onde serviam sopa de capeletti. Resolvemos então ir tomar a sopa e ver qual era.

Quando chegamos na birosquinha Lovatto & Sartori fiquei meio relutante a entrar porque estava vazia, mas como não se tratava somente das minhas vontades, entrei. Eles fazem pães artesanais, com fermentação natural, e comemos vários super crocantes com manteiga, esperando a sopa, que não decepcionou. Os pães estavam tão gostosos que quase não sobrou espaço no estômago pra sopa, heheheh.

Os proprietários são descendentes de italianos e eram mega simpáticos. Pai, mãe e filho, ah, e uma gata, nos atenderam super bem, e deixaram com vontade de voltar, pelo menos pelos pães, que amei de montão. Acabei voltando pra comprar pães e uns frios, de manhã, num dos últimos dias da viagem.

Cinco dias depois da nossa chegada, o tempo, que até então vinha seguindo chuvoso, finalmente deu uma trégua e o céu limpou, com um magnífico frio de 5-6 graus. Enfim, víamos estrelas!

Eu e Gabi resolvemos ir comer a sobremesa no Neni, e pedimos um brownie com sorvete e caldas de chocolate e doce de leite, beeeem light, rsrsrsrsr. Top!!!

Como no dia seguinte fez sol, resolvemos pegar um Uber e ir para o Alpen Park em Canela, pois queríamos andar no trenó que Gabi tinha visto em algum lugar.

Chegando ao parque, compramos os ingressos para o trenó e ficamos cerca de 40 minutos na fila até chegar nossa vez. Eu fui com Gabi em um trenó e Malu foi sozinha em outro. O bagulho é bem legal, mas me deu um certo desespero, não pela velocidade da descida, mas por causa das curvas. Apesar de a pessoa que senta atrás poder controlar a velocidade com a malopla que fica ao lado do assento, não tem graça ir num “brinquedo” desses descendo devagarinho. Me borrei de medo daquele treco tombar nas curvas, com nosso “peso pluma” conjunto. Gritei feito doida, mas foi divertido. Talvez volte ano que vem.

Foto tirada pelo parque, comprada, claro!

Dali, demos um rolé pelo parque, tiramos algumas fotos, fomos a umas lojinhas, e foi ali que aconteceu mais um episódio desagradável. Estávamos no deque de madeira sobre um morro que tinha uma linda vista da paisagem (foto abaixo).

Estão vendo esse deque de madeira? Pois é, Gabi gesticulou com a mão e o anel de ouro que minha mãe deu a ela pulou fora do dedo e caiu pela frestinha do deque lááááá embaixo no morro. Ficamos 5 minutos ali, paradas, remoendo a dor da perda e lamentando, e quando já estávamos quase conformadas com o prejuízo, Gabi resolveu ir falar com alguém do parque pra ver se encontrava o anel. Seria como achar uma agulha num palheiro, pensamos, mas o NÃO a gente já tinha, então não custava arriscar. Gente, vocês acreditam que o rapaz achou o anel em 5 minutos? Inacreditável! Cheguei à conclusão de que tudo que perdemos em Gramado, achamos. Ano passado foi meu guarda-chuva, lembram? Este ano foram meus óculos e o anel da Gabi. Penso que tinha alguém querendo que a gente se desse mal nessa viagem, hehehehehe, mas Deus era conosco (ou São Longuinho, porque demos muitos pulinhos).

“Pracinha” no Alpen Park

E saindo do parque, fomos até a cidade (Canela) para almoçar. Visitamos a catedral, tiramos algumas fotos e sentamos no Otto Bristrot, que fica bem em frente à catedral. Achei a comida gostosa e com boa apresentação.

Dali seguimos para o Castelinho Caracol, para comermos nossa tão esperada sobremesa: o magnífico strudel de maçã com nata, que passei o ano inteiro esperando pra comer. O melhor strudel da vida!!!

E de pança cheia, seguimos de volta para Gramado.

À noite jantamos somente eu e Gabi no Neni. Malu não estava com fome e resolveu não nos acompanhar. Pedimos de entrada palitos de polenta frita, que estavam fantásticos e crocantes, e depois comemos um filé à Parmegiana, que confesso não estava tão saboroso quanto esperava. Talvez fosse o início do paladar estragado pelo meu resfriado que começava. Até fiz um teste de covid três dias depois, mas deu negativo. E a parte chata foi ter que passar a usar máscara durante todo o resto da viagem.

Com mais um dia bonito, na manhã seguinte resolvemos ir à Nova Petrópolis. Eu não queria ir de jeito nenhum, porque não tinha visto nada de interessante na internet. Mas Gabi, como sempre, me convenceu e eu não me arrependi. Gabi sempre acertando!

Pegamos um Uber e seguimos as três para Nova Petrópolis. Foi 73,00 reais a viagem. Chegando lá, demos uma voltinha pela praça principal, tiramos algumas fotos e resolvemos entrar no labirinto verde que tem na praça, só para matar a saudade do labirinto do palácio de Hampton Court na Inglaterra, onde fomos, também. Foi divertido!

Dali fomos caminhando até o parque Aldeia do Imigrante, mas como era quase hora do almoço, acabamos parando em um restaurantezinho (Quiero Café) que fica em um bequinho bem gostosinho, onde tiramos muitas fotos.

No restaurante, pedi uma saladinha com suco de abacaxi e hortelã, e um penne ao funghi secci. Estava gostosinho. Preço camarada e ambiente agradável, além de bom atendimento.

Enquanto fui comedida e pedi um cafezinho espresso, Gabi enfiou o pé na jaca e pediu um capuccino que me fez salivar.

Depois de enchermos a pança, seguimos para o Parque Aldeia do Imigrante. Malu não quis ir porque disse que seu joelho estava começando a doer. Na verdade, achei que foi uma desculpa para ficar mais um tempão fuçando uma loja de couros que tinha ali perto, rsrsrsrsrs. Eu e Gabi seguimos pelo parque, que foi surpreendentemente legal e restaurador.

Esse parque tem umas lojinhas, um lago com pedalinhos e uma “vila” com uma igrejinha com cemitério, uma sala com maquetes de construções da colonização alemã na cidade e um museu. Foi uma visita interessante, que fez a viagem valer a pena. Nada extraordinário, mas valeu a visita.

Cemitério atrás da igrejinha
Museu da colonização

Quando saímos do parque, pegamos Malu com o Uber e seguimos para Gramado. Mas no meio do caminho resolvemos ir para o Le Jardin, um parque de lavandas. Estava quase na hora de fechar, mas fizemos uma visita rapidinha. Tem um restaurante, uma loja e um horto no local. Canteiros de lavanda, mesmo, tinha uma miséria. Esperava encontrar algo mais extenso. Mas valeu o passeio, pelo menos pra conhecer e ver que não preciso mais voltar, hehehehe. Mas a loja tem umas coisas bem legais, e foi onde passei mais tempo (pra variar) até porque o ambiente estava muito agradável, com uma lareira acesa e um perfume gostoso no ar.

Como deu a hora de fechar o jardim, pegamos um Uber para voltarmos à cidade, e no meio do caminho resolvemos procurar uma hamburgueria para jantarmos. Eu estava morrendo de vontade de comer um hambúrguer suculento, e o motorista super nos recomendou o Toro, uma casa de carnes no centro que também tem hambúrgueres.

Eu fiquei embasbacada com o Toro, não só pelo hambúrguer divino, com chips de polenta, mas também pelo ambiente estilo country, MUITO MANEIRO. Gente, virei fã de carteirinha, e será mais um restaurante que irei sempre. Não é barato, mas super vale a pena. Viajar pra Gramado contando migalhas não dá certo!

Como fomos as primeiras a chegar, logo fomos atendidas. Pedi uma margarita para iniciar os trabalhos, e logo montamos o nosso sanduíche, que podemos escolher o que queremos nele, e com os acompanhamentos que quisermos. Resolvi experimentar os chips de polenta, e, gente do céu, morri!

Nota mil pra esse sanduba, e dois mil pros chips. Nunca mais como hambúrguer em Gramado em outro lugar. É caro, mas super recomendo.

Todo o ambiente tem uma vibe muito maneira. Até o banheiro é super criativo, com garrafas de uísque usadas como porta-sabonete líquido. O banheiro tem aparência de largadão e sujo, mas é só aparência. É tudo super limpo e cheiroso. Bem, estava no começo da noite, e lá tem música ao vivo também. Não sei como fica no fim da noite com muita gente bêbada, hehehehe.

E pra fechar com chave de ouro, finalizei com uma mousse de chocolate ao uísque. Bem, tinha uísque na receita, e vinha um adicional em um tubo de ensaio, que não adicionei, já que não sou mega fã de uísque. Mas estava muito bom.

Fomos caminhando em direção à Borges, quando me deparei com uma loja de cucos. Eu sempre quis ter um cuco, e quase comprei um em Bruges (Bélgica), quando estivemos lá em 2018. Mas como o envio era caro e eu não sabia se o cuco chegaria no Brasil inteiro, resolvi desistir. Mas ao passar pela Kukos nesse dia, eu resolvi entrar e sofrer um pouquinho. Mas meu sofrimento logo virou loucura, e eu paguei uma modesta fortuna para comprar um cuco mecânico (sim, existem cucos eletrônicos) para chamar de meu. Por medo de estragar o cuco e não querendo esperar tanto tempo pela sua chegada, resolvi trazer ele pra casa como bagagem de mão. Para isso, precisei despachar uma das malas de mão, e assim meu cuquinho chegou são e salvo, e já está em seu lugar de destaque no meu brechó (minha casa), como chama minha filha, hehehehe.

E caminhando por perto da rua coberta, fomos passando pelas lojinhas que ficam ali do ladinho. Enquanto esperava Malu sair de uma das lojas, já que estava demorando muito, resolvi entrar numa loja de vinhos chamada Jolimont, para perguntar sobre um vinho. A moça que me atendeu me convenceu a fazer uma degustação dos vinhos deles, e apesar de eu ter dito que não queria, ela insistiu tanto que acabei tomando. Gente, que vinho horrível!!!

O vinho que mais gosto é da uva pinot noir, que geralmente tem um teor alcólico mais leve. O pinot noir deles era tão alcóolico que parecia que eu estava tomando o álcool de cana puro. E assim foi com praticamente todos os vinhos que provei. O único que se salvou (para o meu gosto) foi um que custava a bagatela de 500 reais, e pelo qual não pagaria nem 100. Não consigo entender como uma marca de vinho tão ruim tem loja em praticamente cada esquina na região (Gramado e adjacências). Se dependesse do meu paladar, morreriam de fome. Talvez usasse o vinho para cozinhar somente, porque para beber, não, obrigada!

A noite encerrou e fomos pra casa dormir. E no dia seguinte, sem termos um lugar específico para ir, fomos para o Lago Negro depois do café da manhã.

Os dias de sol acabaram, e o tempo voltou a ficar cinza e mais frio. Pegamos um Uber e seguimos até o Lago Negro, pois no ano passado caímos na besteira de ir a pé e quase morremos, porque é uma pirombeira arretada.

O lago estava muuuuito cheio de gente. Em comparação com o ano passado, que fomos em outubro, agora tinha gente “saindo pelo ladrão”.

Demos a volta no lago caminhando, e não tendo muito mais o que fazer, voltamos para o centro. Como estava perto da hora do almoço, resolvemos comer no Nonno Mio, que tinha um rodízio de massas. Apesar de caro, 98 reais por pessoa, resolvemos ver qual era, e concluí que é um rodízio meia-boca e que, sinceramente, não vale todo o dinheiro pago, principalmente por ser massa. Nem tirei fotos.

A única coisa remarkable que aconteceu nesse restaurante foi que a perna dos meus óculos pra perto soltou, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (“Lady” Murphy). O parafusinho caiu na mesa, mas Gabi conseguiu guardar na caixa de óculos dela “por ser um local seguro” para não perder. Ao sairmos do restaurante, seguimos direto para uma ótica, e quando Gabi foi pegar o parafuso na caixa de óculos, cadê??? Perdeu!!!!!! hahahahahahahahaha. Gente, essa foi a viagem da saga dos óculos.

Acabei comprando duas armações de titânio com fibra de algodão, que segundo a mulher da ótica são mais resistentes do que as armações comuns de metal ou policarbonato. Espero que realmente sejam, porque custaram um rim e meio.

Depois do almoço resolvemos ir ao Mundo a Vapor, mais uma vez, convencida pela Gabi. E novamente, não botei fé na parada e me surpreendi. Não deixem de ir!!!

Pegamos um Uber e seguimos para a atração, que fica no caminho para Canela.

O Mundo a Vapor é uma atração que mostra historicamente como foram criadas as principais máquinas a vapor para a indústria mundial. Cada máquina, em um determinado país, tinha sua maquete móvel, que demonstrava claramente como tudo funcionava, tudo narrado pelo funcionário do local. Gente, super recomendo essa atração. É padrão quase Disney! Super vale a pena, não deixem de ir quando forem a Gramado. Eu fiz muitos vídeos e tirei poucas fotos. Fiquei tão entrertida com tudo que esqueci de fotografar também.

No final da apresentação, fizemos um curtíssimo passeio de Maria-Fumaça, e depois seguimos para uma sessão de fotos de época, onde uma foto era gratuita. Mas ficaram todas tão legais que acabei comprando todas, pelo preço de 135,00 reais, sendo que uma delas escolhi colocar em uma moldura (incluída no preço).

Dali fomos para a Havan que fica bem ao lado, mas Gabi e Malu estavam demorando tanto que eu resolvi ir pra cidade, porque meu estômago já estava reclamando e eu queria comer no Hard Rock mais uma vez. E a fome era tanta que além da Caesar Salad, ainda pedi um camarão asiático lá não sei das quantas, e um copão de margarita.

Gabi pediu que eu pedisse um sanduíche pra ela, pois elas já estavam a caminho., e Malu acabou pedindo o mesmo camarão que eu depois que provou do meu e gostou.

E para dar o golpe mortal, pedimos o crumble de maçã, que é de parar o trânsito. Comi devagarinho pra saborear cada farelo. Gente, é ma ra vi lho so!!!!

No dia seguinte saimos de casa quase na hora do almoço, e resolvemos ir comer num restaurante chamado Olivas, que recomendo QUE NUNCA COMAM LÁ! Gente, uma bosta, decepção total! Pedi uma carne cara à beça, quase 100 reais, e vieram dois pedaços de carne com 6 batatinhas com casca, tipo calabresa, sendo que tinha tanta pelanca nas carnes que juntando todo o sebo que tirei deu praticamente o peso de um dos pedaços da carne. Uma bosta com todas as letras. Se forem a Gramado, passem batido por esse lugar. Além da porcaria da comida, a margarita que pedi veio quase pela metade do copo. Ainda brinquei com o garçon dizendo que alguém tinha bebido minha margarita no meio do caminho até chegar à nossa mesa, mas nem assim encheram mais. Limitou-se a dizer que aquele era o padrão na cidade. Gente! Não sei onde! Lembram da margarita do Hard Rock ali em cima? Chegou tão cheio o copo que tive que ter cuidado pra não derramar.

O que sobrou do prato porcaria do Olivas

E saindo desse lugar horrendo, onde nunca mais irei, resolvemos ir para o Museu da Moda, sendo que Malu disse que estava meio indisposta por causa do resfriado que ela também pegou. Sendo assim, eu e Gabi fomos, mas antes, resolvemos ir novamente no Castelinho Caracol nos despedir do strudel de maçã magnífico, pra compensar a porcaria que foi o almoço.

Depois do strudel, partimos para o Museu da Moda, que mais uma vez eu não coloquei fé e me surpreendi positivamente.

Apesar do preço salgado para entrar (68,00 por pessoa), tinha muitas, muitas coisas legais; super recomendo a visita! Lá, a sua criadora, a Sra. Milka Wolff, mostra, em uma área de 3500 m², como eram as roupas femininas desde 4000 anos atrás, passando pelos vários séculos até os dias de hoje. No museu também tem a história da própria Milka, descrevendo como foi a realização do seu sonho de menina, criando o único museu de moda da américa latina. É uma atração com nível de qualidade internacional.

Tirei tantas fotos que não dá pra colocar tudo aqui, mas vou por as que mais gostei. Vou depois fazer um vídeo no Youtube sobre o museu, para colocar todos os vídeos que fiz.

A maior parte do acervo são réplicas das roupas, mas há também muitas roupas e acessórios que foram doados, e muitos vestidos originais da Lady Diana, que foram arrematadas em leilões por pequenas fortunas. Há também miniaturas de vestidos de noivas de celebridades como Diana, Jacqueline Kennedy e outras.

E abaixo, a história da Milka, desde criança até a realização do seu sonho.

E ao sairmos do museu, voltamos para a cidade. Esse foi nosso último dia em Gramado. Eu não lembro em que momentos fomos por duas vezes à Lugano tomar um café à tarde, mas isso não faz muita diferença. O importante mesmo é mostrar as fotos indecentes!

E na última noite choveu MUITO forte. Os trovões eram realmente assustadores, e logo começou a chover granizo. Ficamos até preocupadas, pois na manhã seguinte pegaríamos estrada para Porto Alegre para voltarmos para casa. Mas por sorte não houve nenhum problema. O tempo continuou chuvoso, mas nada que nos impedisse de pegar estrada. Entretanto, não poderíamos deixar de ter mais um probleminha de despedida. Fomos parados pela polícia rodoviária, e ficamos uns 15 minutos agarrados porque os guardas queriam uma comprovação de pagamento do carro de transfer que estávamos usando. Enfim, demorou mas saiu, e finalmente seguimos para Porto Alegre.

E assim encerrou a nossa viagem “anual” a Gramado. Espero que ano que vem tenhamos um pouco mais de sorte.

Fico por aqui. =***

amizades e AMIZADES

Eu tenho um amigo… … quer dizer, eu achava que tinha, que recentemente abandonei. É uma longa história, que vou tentar resumir.

Conheci esse amigo há uns 6 anos atrás no grupo do meu condomínio. Nos demos muito bem, e houve uma grande sintonia entre nós. Rapidamente nos tornamos bons amigos, acho que mais porque ele é muitíssimo parecido comigo.

Como acontece com todas as amizades, já brigamos várias vezes, mas sempre fizemos as pazes. Basicamente, eu lhe dava sempre novas oportunidades, porque era sempre ele que pisava na bola comigo, tipo, marcar, furar e não avisar, e coisas do tipo. Eu sou a chata certinha, né, e eu acho um pouco difícil aceitar pessoas que façam esse tipo de coisa.

Ano passado, precisei fazer uma endoscopia, e como ele era a única pessoa com quem eu tinha contato sempre, pensei em chamá-lo para me acompanhar, já que é necessário um acompanhante para quem vai fazer endoscopia. Então, estava havia alguns dias sem falar com ele, mas peguei o telefone e o chamei no WhatsApp, e mal ele respondeu meu bom dia, já foi me perguntando se eu sabia como ele podia fazer para fazer lavagem no ouvido, porque ele estava surdo com excesso de cera no ouvido, bla bla bla, e ele sabe que eu sou “surda” e otorrino é algo que eu conheço bem. Pois bem, eu respondi a ele, e quando eu ia finalmente perguntar a ele se ele podia me acompanhar na clínica no dia seguinte para fazer a endoscopia, eu nem cheguei a falar o que eu queria, e ele deu uma cortada rápida; disse que não podia falar mais porque precisava sair logo para resolver coisas importantes. Sequer perguntou por que eu o chamei ou me deu tempo de falar qualquer coisa. Fiquei super chateada, mas liguei para minha amiga de infância, Fabíola, que por sorte mora na minha cidade (ambas nascemos no mesmo bairro no Rio de Janeiro). Ela prontamente concordou em ir comigo à clínica no dia seguinte, e correu tudo bem. Esse episódio me fez pensar muito sobre amizades.

Eu tenho um único irmão, com quem sempre tive um ótimo relacionamento. Nunca antes havíamos brigado, mas recentemente brigamos por causa da filha dele, que na ocasião acabou com o nosso passeio a Pirenópolis (último post). No fatídico dia, ele ficou ultra zangado com a filha, e disse que não falaria mais com ela enquanto ela não me pedisse desculpas pelo que fez, mas agora o discurso havia mudado. Ele sofreu uma grande lavagem cerebral da mulher, que chama a filha de 21 anos de “adolescente que não sabe o que faz”. A distinta já está até na faculdade! Adolescente pra mim é até 18 anos. Então, a mulher do meu irmão conseguiu reverter a situação e ele passou a achar que a errada fui eu, e isso me aborreceu muito, pois eu a considerava como uma irmã. Passei então a entender por que toda vez que eu ia na casa deles, ela chegava da rua e se “escondia” no quarto dela; nem ficava conosco conversando. Minha presença não a agradava porque meu irmão me dava mais atenção do que dava a ela.

Depois que isso aconteceu, em conversa com meu irmão eu decidi que não vou mais à casa dele, e não vou mais procurá-lo enquanto ele achar que agora a errada sou eu; e essa decisão me deixou muito triste. Tive assim um sentimento como se meu irmão tivesse morrido, sabe? Fiquei o fim de semana todo deitada, chorando, magoada, zangada, tudo misturado. Fiquei arrasada, e cheguei a perder peso (a única parte boa desse drama).

Na tarde do domingo daquela semana resolvi ir ao cinema e liguei para a minha amiga Fabíola. Ela não atendeu, então eu fui ao cinema sozinha mesmo. Eu queria muito desanuviar as ideias. Faltando 15 minutos para começar o filme, ela me ligou, pediu desculpas, e disse que não tinha atendido minha ligação porque estava dormindo. Ela estava arrasada porque a prima dela (que cresceu junto com ela) havia morrido de câncer, e mesmo triste, aceitou o convite e pegou um Uber para encontrar comigo no cinema. Quando chegou, o filme já tinha começado havia uns 15 minutos. Depois do cinema, fomos a uma festa junina que estava acontecendo no mesmo shopping, e acabamos tendo uma noite bem legal. Foi muito bom para nós duas.

Na sexta-feira seguinte (sexta passada), eu fiquei sabendo que meu irmão mentiu pro nosso tio, dizendo que não vamos mais nos encontrar em Gramado, para onde estamos indo esta semana (ele com a família dele e eu com minha filha e uma colega, ficando em casas separadas) porque eles não tomaram vacina contra COVID e EU não queria encontrar com eles por causa disso. Fiquei super aborrecida porque ele mais uma vez jogou a culpa em mim não contou a verdade: que a filha imatura dele criou toda essa confusão e estragou minha relação com ele. Fiquei tão chateada que enquanto fazia meu almoço tomei vinho em um copo até ficar de porre. Logo eu que nunca bebo vinho sem ser em taça. E como o tal amigo sempre foi meu companheiro de biritas, e ele sabe que eu nunca tomo vinho em copo, mandei uma foto pra ele do vinho no copo e escrevi basicamente: “Olha meu nível. Tão desorientada que até vinho no copo estou tomando, e já tomei todas“. Sabem o que ele me respondeu? “Estou no trabalho“. Detalhe: uns dias antes era eu estava trabalhando e ele me mandou de manhã duas tirinhas bobas e ficou insistindo em tentar puxar conversa, mesmo eu tendo dito a ele que não queria falar com ninguém porque estava muito chateada.

No dia seguinte (sábado passado), ainda chateada, eu queria sair de casa e liguei esse tal “amigo”, e perguntei pra ele se ele não podia ir comigo dar uma volta no calçadão da praia para eu me distrair um pouco. Ele limitou-se a dizer que não estava a fim não. De chateada fiquei furiosa. Essa criatura vira e mexe está com depressão, e eu sempre ligava pra ele para anima-lo, chamava para vir aqui em casa almoçar ou jantar, para ele se distrair um pouco e conversar. Já fiz muito por esse traste, e agora ele é incapaz de me acompanhar até a praia para me ajudar a superar esse momento ruim pra mim. Acabei ligando para quem? Fabíola. Peguntei se ela podia ir comigo à praia, e ela prontamente aceitou. Foi um fim de dia ótimo, sentamos em uma cafeteria, lanchamos e conversamos muito sobre muitos assuntos, e ela mais uma vez provou ser uma AMIGA de verdade, e não somente uma mera amiga de infância.

O que decidi? Mandei um WhatsApp para o traste do ex-amigo e descasquei. Contei sobre o que minha amiga Fabíola fez por mim duas vezes enquanto ele me virou as costas (incluindo o caso da endoscopia), mesmo eu não tendo com ela o mesmo contato frequente que tinha com ele. Disse pra ele que ele não é meu amigo, pois amigos de verdade tentam fazer de tudo para ajudar um amigo que esteja mal física ou mentalmente (ainda mais que ele sabia o motivo), tudo em nome da verdadeira amizade. E muito menos veem que o amigo está tomando um porre e dá uma cortada de navalha como a que ele deu, dizendo que estava trabalhando, mesmo sendo feriado (aniversário da cidade). Eu sempre me preocupei com ele enquanto tinha seus ataques de depressão, e mesmo ele recusando muitas vezes, eu insistia em tentar animá-lo.

Eu demonstrei ser mais amiga dele do que ele meu. Ele agiu de forma extremamente egoísta, e eu enchi o saco. Não perdoo mais como fiz tantas vezes em nome do que chamava de amizade. Bloqueei ele no meu telefone. Não quero mais conversa com ele de jeito nenhum, e mesmo que venha na minha casa, eu tenho câmera no portão e não vou atender. Dei a ele muitas oportunidades de consertar tantas merdas semelhantes que fez, mas agora chega né? Não sou mais otária. Venha a nós, e vosso reino nada?

Por isso que eu prefiro ficar sozinha, e muita gente (incluindo a Fabíola) acha isso um absurdo. E espero que ela não ache isso por medo de eu ficar procurando ela o tempo todo. Eu não quero mais me decepcionar, e estando sozinha eu tenho certeza que não vou me decepcionar com ninguém (e vice-versa).

Podem achar que sou radical demais, mas pra mim a decepção é o pior dos sentimentos. E me decepcionar com meu irmão foi muitas vezes pior do que me decepcionar com o falso amigo. Meu irmão era meu maior amigo, e por causa da fraqueza mental dele (que se deixou influenciar por uma pessoa ciumenta, e talvez invejosa) agora minha família ficou reduzida a 3 pessoas somente.

Falem o que quiserem, mas essa sou eu. “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”.

Um passeio em Pirenópolis, GO

Esse foi um passeio que programamos com alguma antecedência. Como Pirenópolis fica a somente duas horas de Brasília, onde meu irmão mora, aproveitamos que nossa mãe viajou junto comigo para a casa do meu irmão e planejamos essa viagem, que há tempos eu queria fazer e era sempre adiada. Viajamos no dia 7 de abril, mas como houve uma certa confusão no final da viagem, não fiquei muito no clima para postar a viagem no dia seguinte. Detalhes adiante.

Alugamos um carro na noite anterior à viagem (dia 6/4), pois o carro do meu irmão não estava muito cristão para pegar estrada. No dia seguinte, acordamos, tomamos nosso café e saímos por volta de 9 da manhã. Escolhemos ir pela GO-225, mas na metade do caminho nos arrependemos da escolha que fizemos, porque tinha mais buracos que peneira a estrada, e tínhamos que ir devagar, senão corríamos o risco de ficar no meio do caminho. Mas apesar de esburacado o caminho, tinha uma paisagem bem legal, com muitas fazendas de milho.

Às 10:30 passamos pelo portal da cidade, que lembra muito Paraty, no Hell de Janeiro.

Enquanto entrávamos na cidade de carro, meu irmão sugeriu ver o preço da Pousada dos Pireneus Resort, que ele disse que era muito bonita. Liguei para a pousada e vimos que o preço para um quarto triplo sairia a 950,00 por uma noite. Achando caro demais, seguimos para a pousada Casa Grande, que foi a pousada que meu irmão ficou das vezes que foi a Pirenópolis com sua família, que era a metade do preço. A localização dela é ótima, bem pertinho de tudo, e dá pra rodar por todo lado a pé, basta ter disposição.

Rua Aurora (rua da pousada)

Entramos na pousada e fizemos o check-in. Normalmente, a entrada na pousada é às 14 horas, mas como era uma quinta-feira e a cidade estava meio vazia, deixaram a gente se alojar naquele momento mesmo. Aqui no blog colocarei somente as fotos por ora. Fiz vídeo, como fiz para a viagem de Gramado, no Youtube, e coloquei o link no final do post.

Recepção da Pousada Casa Grande
Sala ao lado da Recepção
Área da piscina
Área da piscina

A pousada fica em um grande terreno de 130 metros de comprimento por 30 de largura entre duas ruas, a Rua Aurora e a Rua Pireneus.

A recepcionista nos levou até o nosso quarto, que ficava nos fundos do terreno, a 80 metros de distância. É uma área bem arborizada e gostosa.

Caminho entre a recepção e nosso quarto

Entramos no quarto, olhamos, e tendo gostado, decidimos ficar.

Nosso quarto, a 80 metros da recepção
Cama de solteiro, logo na entrada do quarto (atrás da porta está um frigobar)
Cama king size

Não sei por que cargas d’água não tirei foto do banheiro, mas era um banheiro muito simples, com chuveiro com box de blindex, vaso sanitário e chuveiro elétrico. E na frente da porta do banheiro, tinha uma pia com espelho e ao lado umas prateleiras de madeira para apoio, e onde encontramos as toalhas. Apesar de tudo simples, o quarto era bem cheirosinho e limpinho.

Depois de olharmos e aprovarmos o quarto, pegamos a chave do quarto com o controle do portão do estacionamento, que ficava em frente ao nosso quarto, e fomos até a entrada pegar o carro para nos instalarmos. A recepção fica na Rua Aurora, e a entrada do estacionamento na Rua Pireneus.

Deixamos nossas coisas e resolvemos sair para explorar. Meu irmão sugeriu irmos até a Pousada dos Pireneus (aquela que vimos o preço), e ver se gostávamos para uma próxima ida a Pirenópolis, pois tenho intenção de voltar lá com minha filha, que ainda não conhece.

A alguns minutos da Casa Grande, logo chegamos a Pireneus, que é um resort ENOOOOORME que tem uma estrutura de lazer muito boa, conforme se pode ver no mapa abaixo, inclusive cavalos para cavalgada, que não está explicitamente identificado no mapa.

Chegamos na recepção e dissemos que gostaríamos de conhecer a pousada para uma futura hospedagem. A moça na recepção nos deu uma pulserinha de visitante e entramos. Logo na saída da recepção fiquei deslumbrada com o cenário. Tudo muito bonito e limpo. Uma imensa área verde com um corredor de palmeiras que nos leva até o restaurante.

Área verde entre a recepção e o restaurante
Bloco de apartamentos

Chegando ao restaurante, havia outra recepção, onde a moça nos informou que o day use da pousada é 150,00 por pessoa, mas que poderíamos almoçar somente, sem pagar pelo day use. Porém disse que teríamos acesso às demais áreas da pousada para visitação somente antes de ela nos dar o cartão para uso do restaurante. Então, fomos explorar (nos vídeos dá pra ver melhor a lindeza que é essa área do restaurante).

Recepção do restaurante
Saguão do restaurante
Saguão do restaurante
Restaurante
Anexo do restaurante

A área da piscina é gigante, e as piscinas MUITO convidativas, ainda mais porque estava um calor medonho, e eu estava desejando naquele momento mergulhar naquelas piscinas.

Para crianças essa pousada é tudo de bom, porque tem um toboágua e parque aquático.

Uma das várias piscinas, com um parque aquático ao fundo
Vista da piscina com o anexo do restaurante ao fundo

Depois de andarmos por toda a área da piscina e desejar loucamente estar debaixo da cascata de água que tinha em uma delas (que estará no vídeo no Youtube em breve), resolvemos sentar para almoçar. Escolhemos ficar na área onde tem o forno de pizza, perto da piscina (abaixo).

Pratos que pedimos (frango, frango e peixe)

Pedi um rolê de frango com recheio de provolone, minha mãe pediu um frango com creme de milho e banana frita e meu irmão pediu um peixe com arroz de frutas. Estava boa a comida, mas pelas coisas tão bonitas que tínhamos visto até o momento, juro que esperava coisa melhor. De o a 10, fico com 4).

E após comermos, pagamos a conta e saímos do restaurante, e fomos em direção à recepção da pousada, porque queríamos ver os apartamentos como eram. No meio do caminho, mais umas fotos.

Gostei muito desse trem. Quero fazer na minha casa.
Outro bloco de apartamentos

Um funcionário nos acompanhou até um dos apartametos mais simples para tres pessoas.

Bloco do apartamento que fomos ver

Confesso que por tudo o que eu já tinha visto até então, acreditei que os quartos seriam melhores, ou que pelo menos não teriam tanto cheiro de mofo. Apesar de ser bem mais modesta, a suíte que escolhemos na Pousada Casa Grande ganha de lavada no quesito sensação de limpeza, porque não tinha cheiro de mofo / quarto fechado. Esse é um grande problema de grandes pousadas, porque a Pireneus tem 145 apartamentos, até onde lembro o rapaz que nos acompanhou dizer, e em épocas de pouco movimento, os quartos ficam fechados por muito tempo.

Terminando nossa visita, resolvemos voltar para a cidade para dar uma voltinha. Havíamos visto uma sorveteria artesanal quando chegamos, e foi lá que fomos direto.

A qualidade não era a de uma BACCIO DE LATTE, mas graças a Deus não era a de uma KIBON! O sorvete era bem gostoso, e tinha uns sabores bem peculiares, como um dos sabores que escolhi: Gorgonzola com goiabada (o outro foi iogurte com amarena). Dava para sentir que era feito mesmo com creme de leite fresco.

Sentamos em uma das mesinhas para tomar o sorvete, e observamos uma área bem legal atrás da sorveteria. Não entendi bem o que era. Parecia os fundos de algum dos estabelecimentos ao lado, ou talvez até mesmo da própria sorveteria, sei lá. Só sei que era bem legalzinho.

Terminando o sorvete, começamos a explorar as lojinhas de artesanatos, e reparei que toda a cidade tem as ruas calçadas com pedras retangulares habilidosamente colocadas uma ao lado da outra formando um gigante mosaico.

Detalhe do calçamento das ruas. É calçamento por muitos séculos.

Loja de tecelagem
Rua de lojinhas de artesanato e outras
Molhos de pimentas e outros

Encontrei uma lojinha chamada So Arts que tinha umas coisas lindíssimas. Bati o olho em uma estatueta de barro de uns 45 cm de altura, que me deixou louca pela lindeza dos detalhes (abaixo). Não aguentei o desejo incontido e comprei. A ideia que tive inicialmente foi enviar por transportadora para a minha casa, mas no final da viagem a Brasília, resolvi comprar uma caixa de isopor e despacha-la no mesmo avião que voltei para o Rio. Chegou inteira, sã e salva! Vou coloca-la na nova sala de TV que vou fazer na minha casa.

Em outra loja, vi uns picolés de uns sabores bem exóticos, que não tem no Hell de Janeiro, até onde sei: pequi, murici, mangaba, açaí, cupuaçu, groselha, cajá-manga e outros.

Não terminamos de ver todas as lojas, mas como minha mãe já estava cansada, pegamos o carro e voltamos pra nossa pousada, onde tomamos um banho e tiramos um cochilo rapidinho para nos prepararmos para o jantar legal que planejamos.

Depois de 1 hora e meia mais ou menos, somente eu e meu irmão saímos para andar mais. Minha mãe não estava mais com disposição de caminhar, e nos pediu que comprássemos um pastel para ela na volta do nosso jantar.

Saímos por outro lado para ver mais lojas, e para não ficarmos andando com coisas nas mãos, fomos de carro de novo. Antes, passamos em um mercadinho para comprar água mineral para colocarmos no frigobar da pousada, porque o preço das bebidas lá era bem caro.

Meu irmão queria comprar um mensageiro dos ventos pra ele, e em uma das lojas que encontramos, ele ficou na dúvida se comprava de bambu, de alumínio ou de pedra, e na dúvida, comprou um de cada, rsrsrsrrs.

Entramos em uma loja de móveis e decoração, chamada Casa Colonial (foto abaixo) que me deixou extasiada. Tinha muita coisa que se eu fosse montada na grana compraria, com certeza. Ser pobre é uma m…

Casa Colonial, loja de móveis e decorações coloniais

Eu fiquei tão encantada com tudo que até me esqueci de fotografar o que vi, só depois que saí é que me dei conta, mas meu irmão não teria paciência de voltar e esperar eu fotografar as coisas.

Adorei esse vaso com essa planta, também!

Desde que voltei de Gramado, meu anel de filigrana que comprei em uma loja na Ponte Vecchio em Florença, na Itália, “desapareceu”. Fiquei MUITO triste, ainda mais porque o anel custou 900 euros, e eu não sabia se ficava arrasada por causa do anel de valor sentimental ou do dinheiro que perdi. E antes de viajar para Gramado, eu tinha tirado foto do anel somente para o caso de eu algum dia perdê-lo, e com a foto dele eu poderia mandar fazer outro. Depois que o anel sumiu, eu pensei que, como a filigrana não é uma coisa muito comum no Brasil, seria muito difícil encontrar uma loja de filigrana em terras tupiniquins, mas eis que, arrumando minha bolsa para a viagem para Brasília, encontrei o anel escondido em um lugar na bolsa que eu já tinha olhado pelo menos umas 3 vezes. Enfim, fiquei muito aliviada que não precisaria mais procurar uma loja de filigrana (ainda), mas fiquei pensando, e se eu perdesse de verdade o anel um dia, como iria mandar fazer outro, já que não é qualquer ourives que trabalha com filigrana? E ficou por isso mesmo.

Esse é o tal anel. Ele custou 900 euros porque era de ouro amarelo e eu mandei rodinar (cobrir com RÓDIO, o vulgo ouro branco), para que ele ficasse branco em vez de amarelo, porque apesar de ser muito bonito amarelo, ele chamava muita atenção com cor de ouro, e branco, ele pareceria bijuteria aos olhos de leigos. É um valor bastante caro para uma peça de ouro desse tamanho, mas eu paguei pelo trabalho do artista (pois não é qualquer um que faz filigrana), e pela satisfação de “ter de volta” um anel de filigrana de prata que comprei em Florença em 1987 quando fui à Europa pela primeira vez na vida, e que foi roubado por uma das muitas empregadas que trabalharam na minha casa. Portanto, esse anel tem muito valor sentimental pra mim, e eu sempre pago o preço que for pelo que quero muito (e que possa pagar). Hoje esse anel está perdendo o ródio e está ficando amarelo. Na foto já dá pra ver isso. Em breve terei que mandar rodinar de novo.

Voltando a Pirenópolis, eis que estamos caminhando pelas ruas de Pirenópolis e esbarro com uma loja que me deixou perplexa: uma loja de joias de filigrana de prata.

Na mesma hora entrei e fui olhar as joias que eles tinham. Descobri, assim, que a filigrana fabricada no Brasil é diferente da fabricada na Europa. Na Europa a filigrana é maior (como a do meu anel que mostrei ali em cima), e particularmente, eu acho a filigrana maior mais bonita e vistosa.

Acima estão algumas joias em filigrana de prata. Agora, olhando as fotos enquanto faço este post, eu penso que poderia ter comprado uns dois pares de brincos que gostei.

Apesar de a filigrana europeia ser mais bonita pro meu gosto, a filigrana brasileira é muito delicada e bonita também.

Saindo dessa loja, fomos até a Igreja Nossa Senhora do Rosário. Considerada o maior e mais antigo monumento histórico de Goiás, ela passou pelo abandono, revalorização histórica, um incêndio que a destruiu por completo, e sua reconstrução.

O altar que hoje está lá veio de outra igreja que havia em pirenópolis, e que havia sido destruída. Leia mais sobre a história dessa Igreja clicando no link que está nome dela ali em cima.

Como podem ver, as imagens estão cobertas por um pano roxo. Eu mesma não sabia o motivo, porque apesar de ter sido batizada na Igreja Católica, não sigo hoje qualquer religião. Mas fiquei sabendo o motivo porque perguntei para a mulher que fica na sala de entrada, e a resposta está aqui.

É tudo MUITO simples. Pra quem já viu a riqueza e a suntuosidade do vaticano, nem sente vontade de ver igreja tão pobre. Mas vale a pela visita-la nem que seja para conhecer a sua sofrida história. A entrada é pela lateral, e ao entrarmos passamos primeiro por uma sala, onde pagamos 2 reais de ingresso. Nessa mesma sala tem painéis com fotos que contam a história do incêndio e da reconstrução da igreja.

Sino que amoleceu com o calor do incêndio, caiu e quebrou
Vista desde a igreja
Eu tirando a foto anterior

Saímos da igreja já no finzinho da tarde. Fomos caminhando pelas ruas e passamos por uma loja de empadão. Por todo lado tinha loja do “famoso empadão goiano”, e eu, muito curiosa que sou, resolvi entrar em uma loja para ver o que tinha esse empadão de especial.

Empadão goiano

O tal empadão é muito diferente do empadão a que estou acostumada. Na verdade, é uma torta salgada em formato de empadinha (só que tamanho “plus plus” size – 15 a 20 cm de diâmetro) com uma massa tipo de joelho (salgado de queijo e presunto) em vez da conhecida massa esfarelenta feita de farinha e manteiga. Tem um recheio bem rico e gostoso (frango, linguiça, queijo, batata, molho e azeitona), e custou 20 reais. Comprei um para comer em algum momento, mas não quis comer na hora porque iríamos jantar na ruazinha dos restaurantes, eu e meu irmão.

Caminhamos por mais algumas ruas apreciando a arquitetura local, e vimos algumas coisas interessantes, dentre elas, o um antigo prédio do Cine Pireneus.

Chegamos à rua dos restaurantes (Rua do Lazer) e amei. Estava ansiosa para sentar e tomar uma bebidinha e relaxar com meu irmão.

Infelizmente, antes que pudéssemos sequer escolher um restaurante para começarmos nossa noite agradável, minha sobrinha, que tem mais de 20 anos na cara, estragou nossa noite com umas mensagens infantis sobre um assunto polêmico na família. Ficamos tão aborrecidos, mas tão aborrecidos, que acabou o clima de diversão. Ela conseguiu estragar nossa viagem de uma maneira rápida e simples. Poderíamos ter deixado tudo de lado e prosseguido com o passeio? Poderíamos; mas o que ela fez foi tão cabeludo e aborrecedor que não teve mais clima mesmo.

Estávamos ambos de cara amarrada e famintos. Como tínhamos que levar o pastel que nossa mãe pediu quando voltássemos, resolvemos comer pastel também. E apesar de aborrecida, eu consegui tirar uma foto da pastelaria, cujo pastel era bastante gostoso e grande (recomendo).

Como não queríamos levar a questão até o conhecimento da nossa mãe, inventamos uma desculpa qualquer para voltarmos cedo para a pousada, tomamos nosso banho e fomos dormir às 9 da noite.

No dia seguinte descobri que, assim como eu, meu irmão levou uma eternidade para pegar no sono, tamanha a raiva que estávamos sentindo do bafafá. E por termos conseguido dormir somente muito tempo depois, acabamos acordando 9 e meia da manhã. Como o café ia até 10:30, levantamos e fomos lá tomar nosso café para ver se isso levantava nossos ânimos.

Chegando lá no restaurante da pousada, vimos que era tudo muito muito simples. Era tudo tão simples que nem tirei fotos. Básico do básico. Até o serviço era tão básico que foi uma droga. Colocamos o leite quente na xícara, mas quando fomos colocar o café, a garrafa estava vazia. Foi preciso avisar ao único rapaz que estava na cozinha que tinha que tinha acabado o café. E quando o café finalmente ficou pronto, o leite estava quase frio. Despreparo total. Quanto ao pão de queijo, ele colocava TRÊS UNIDADES por vez em um minúsculo pratinho na bancada. Peguei os 3 quando chegaram, mas dei o azar de deixar um deles cair no chão. Fiquei tão aborrecida com tudo (resquícios da raiva da noite anterior), que fui lá na recepção falar com a recepcionista a respeito. Obviamente falei com modos e educação, pois ela não tinha culpa de nada, mas deixei como sugestão, que antes que o café da garrafa acabe, que o único rapaz da cozinha já comece a fazer outro, e que não sejam tão miseráveis para servir pão de queijo, que é uma coisa que todo mundo gosta e come bastante.

No final das contas, o café foi uma droga, quase não comi nada e ao voltar pro quarto comi o salve-salve empadão que tinha comprado no dia anterior. Esse, sim, estava uma delícia.

Arrumamos nossas coisas e partimos em direção a Brasília. Em Abadiânia, paramos em uma loja de móveis rústicos, onde fiquei igual a pinto no lixo. Queria levar tudo, mas não levei nada.

E saindo da loja, poucos quilômetros à frente paramos em um restaurante chamado Jerivá, para almoçarmos. Ao lado dele havia dois outros restaurantes, onde paramos para que eu pudesse ver um a um qual era o melhor. Esse Jerivá é maravilhoso. Eles têm uma fazenda própria que abastece o restaurante. Eles fabricam uma linguiça (tipo de churrasco) MA RA VI LHO SAAAAAA, recheada com queijo e uns temperos magníficos. Se tivesse como eu trazer pra casa, eu teria comprado uns 10 quilos. Vai ficar só na memória até minha próxima ida a Pirenópolis, quando eu espero conseguir desfrutar de uma noite agradável com meu irmão, para compensar o fiasco que foi nossa noite anterior.

Enfim, é isso aí, gente. Provavelmente ficaremos novamente na pousada Casa Grande da próxima vez. Espero que, como disse a recepcionista, quando eu voltar o serviço da cozinha esteja melhor.

Vídeo do passeio

Feliz Páscoa a todos!

Primeiras renovações

Como eu disse no post anterior, vou aproveitar que não posso viajar tão cedo e pegar uma boa grana para fazer umas renovações na minha casa. O objetivo principal dessa renovação é conseguir pegar o habite-se da minha casa, que por confiança na engenheira de m… que nos atendeu à época, fomos levantando a casa conforme ela seguia com o processo junto à prefeitura. Porém, quando a casa já tinha chegado ao terceiro andar e já estava quase no acabamento, a prefeitura disse que não daria o habite-se porque o recuo da casa para a rual lateral estava muito pequeno, e que só tínhamos 3 opções: 1) demolir a casa ainda não terminada e reconstruir com o recuo correto (descartada), 2) ficar sem o habite-se e continuar a obra (opção escolhida) e 3) aguardar uma anistia da prefeitura para depois tentar pegar o habite-se (esperamos 7 anos).

Em 2007 finalmente a tal anistia veio, mas desde então estou nessa novela de pegar o habite-se. Para essa anistia, a prefeitura fará vista grossa para o recuo, porém, há alguns regulamentos FEDERAIS que fogem da alçada da prefeitura, e aos quais eu terei que me adequar para que o processo do habite-se possa ser concluído. O principal problema que tenho hoje é mudar uma janela de lugar (a do banheiro do meu quarto) e fechar outra (a janela de um vão de escada onde ninguém pode ir sem uma escada!!!!!), porque, segundo o tal regulamento (idiota), eu não posso ter uma janela a menos de 75 cm de distância da divisão entre o meu terreno e o terreno do vizinho, e tenho duas janelas com esse problema.

Então, como eu TENHO que fazer essa mudança, resolvi modernizar o meu banheiro, e indo na onda do entusiasmo, resolvi por em prática algumas outras mudanças que eu venho desejando há algum tempo.

Comecei trocando o sistema de câmeras de vigilância da minha casa. Antes usava um sistema DVR, que precisava de cabos ligados ao sistema, e cujos conectores a cada 6 meses estragavam com a maresia, já que moro próximo ao mar. Além do custo da troca dos conectores e da visita do técnico, tinha a aporrinhação de nem sempre ele ter disponibilidade imediata para vir à minha casa fazer os reparos, e ficar sem as câmeras para mim era um grande problema, já que eu não ouço a campainha direito, e visualizar a chegada de pessoas no meu portão já agilizava bastante tudo, porque antes de a pessoa tocar a campainha eu já descia para não demorar, já que eu às vezes estou no terceiro, e geralmente no segundo andar.

Porque o sistema anterior precisava de cabos, ter aqueles cabos passados pelo meu muro deixava tudo com um aspecto bem feio e desorganizado, porque não construí a casa pensando que um dia colocaria um sistema de câmeras. Se o tivesse feito, certamente teria passado conduítes por dentro do muro. Mas a minha solução foi melhor. Nada como o avanço da tecnologia para nos dar um empurrãozinho.

Tirei todos aqueles cabos horrendos e instalei câmeras que só precisam de um ponto de energia elétrica e WiFi de boa velocidade e alcance. Comprei um bom roteador de longo alcance e voilá! Meus problemas foram resolvidos da melhor forma possível. Não terei mais conectores me dando dor de cabeça e nem precisarei mais de visita técnica a cada 6 meses.

Não só tenho a vantagem de não ter mais cabos enfeiando meu muro, como as câmeras que estou utilizando ainda se movimentam para cima e para baixo, e da esquerda para a direita e vice-versa. Ainda posso instalar nas câmeras cartões de memória para gravação contínua de vídeo, o que elimina a necessidade de assinar espaço em nuvem para isso (menos uma despesa mensal). Nada disso o sistema anterior fazia.

Outra vantagem dessa nova câmera, é que ela também funciona como interfone. Eu posso ouvir a pessoa que está no portão, e posso falar com ela também. Quer coisa melhor que isso??? Quer? Ok, ela ainda é à prova de água (aguenta chuva), avisa a você pelo celular toda vez que detecta uma figura humana, acompanha o movimento da pessoa, tem visão noturna perfeita, ilumina a pessoa à noite, ou pode ficar com a luz acesa direto se você quiser, podemos tirar fotos dos vídeos que reproduzirmos, e algumas outras coisas. Tudo isso facilmente e rapidamente configurável através do aplicativo no celular (Icsee). E a adição das câmeras no aplicativo também é super rápida, através de código QR.

Eu consegui também colocar a visualização na tela do meu computador através de um aplicativo emulador que se chama NOX, que simula um celular no seu computador. Como eu trabalho o dia inteiro no computador, consigo ficar de olho direto em qualquer movimentação ao redor da casa.

Podemos adicionar quantas câmeras quisermos no aplicativo, porém, infelizmente só conseguimos visualizar 4 de uma só vez. Então, precisamos definir quais câmeras são mais importantes para visualização contínua.

Caso você tenha interesse em comprar essas câmeras, segue a foto da bichinha, abaixo. Para que ela faça todos os movimentos corretamente, ela precisa ser instalada na exata mesma posição da foto. Basta procurar por CAMERA IP, ou CAMERA ICSEE, que você encontrará muitas opções (as minhas comprei pelo Mercado Livre). Mas essa da foto abaixo é a que funciona com o aplicativo ICSEE. Tem outra parecida que usa um aplicativo diferente, e cuja qualidade eu achei BEEEEEEEM fuleira. Ela não é bonitinha igual a da foto abaixo, apesar de ser muito parecida.

Câmera ICSEE

Outra renovação que fiz foi no chuveirão que tenho do lado de fora, perto do jardim. Ele tinha umas pastilhas de vidro azuis e cafonas que já vinham pulando fora há anos. Já que resolvi mudar o piso do primeiro pavimento para porcelanato padrão madeira, eu achei que ficaria bom colocar também padrão madeira no chuveirão.

Como era (desespero…)
Como ficou

O piso do primeiro pavimento já comprei. Estou só esperando o projeto da cozinha sair logo para iniciar a colocação dele. Não vejo a hora de vê-lo no lugar.

Abaixo, está uma foto do piso que comprei (tirada da internet).

Esse é o piso ESCANDINAVO da marca Biancogres. Não vejo a hora de vê-lo no lugar.

Abaixo está a foto da sala de jantar no primeiro pavimento, que é onde aplicarei esse lindo piso. Hoje é um piso de cerâmica comum branco, e que ou está manchado ou quebrado em alguns lugares. Eu já estou cansada dele.

Me animei com as mudanças, e resolvi também fazer uma obra na sala que está por trás dessa porta na foto acima. Hoje é um guarda entulho, mas transformarei em uma linda sala de TV, porque quero parar de assistir TV na minha cama. Já iniciei o projeto.

Assim que eu receber os projetos da cozinha e do banheiro eu posto aqui.

😉

Próxima parada, Pirenópolis, GO

E aí gente? Ando sumida, mas viva. Como sempre, não tem havido nada interessante na minha vida que mereça um post novo.

Na próxima semana irei para a casa do meu irmão em Brasília, e programamos uma viagem pequena para Pirenópolis, GO.

Pelas fotos eu adorei, adorei. É um vilarejozinho bucólico, bem parecido com Paraty, no RJ.

Por ser um lugarzinho bem pequeno, planejamos ficar somente uma noite, porque não terá muito o que se ver e fazer.

Então, preparem-se para essa curta viagem.

Como com essa onda de Covid não se pode viajar tranquilamente, eu resolvi gastar a grana de uma boa viagem fazendo umas reformas na minha casa.

O piso da minha casa é de cerâmica branca. Isso era muito lindo quando eu tinha empregada que limpava a casa inteira todos os dias. Mas agora que moro sozinha, achei melhor dar uma repaginada no cafofo e colocar um porcelanato imitando madeira, que acho que tem mais a ver com a cara do meu brechó, como chama minha filha, além de disfarçar mais as sujeiras até a próxima vinda da diarista.

Além da troca do piso, vou modernizar toda a minha cozinha e banheiro, colocando o que tem de mais moderno.

Não tinha pensado nisso, mas taí um bom tema para novas postagens futuras. Agrada a vocês acompanhar essa obra?

Bjs

O que é bom tem que ser compartilhado

Ou eu estou desacostumada a fazer postagens aqui, ou eu realmente não tenho nada pra falar. E hoje acabei me dando conta disso, pois se não for viagem, o blog fica abandonado, heheheh.

Fato é que minha vida presa em casa por causa do meu trabalho (e pandemia) nunca tem nada que me faça fugir da rotina e que seja digno de ser compartilhado com os poucos leitores que tenho. Mas hoje eu pensei no quanto eu quero compartilhar uma coisa super legal com vocês.

Final de ano chegando, e com o ritmo de trabalho meia-boca, minha filha resolveu me mostrar um podcast do Spotify chamado NÃO INVIABILIZE, que super vale a pena ser seguido. É uma mulher chamada Andreia Freitas, que conta histórias de outras pessoas, que podem ser engraçadas, irritantes, de amor frustrado, de traições, de fantasmas e por aí vai, e cada tema é um quadro do Podcast.

Eu comecei a ouvir a primeira história e achei legalzinho e tals, mas desacostumada com esse tipo de coisa, eu não dei muita bola.

No dia seguinte, minha filha colocou de novo outra história para ouvirmos, e foi uma história que realmente prendeu minha atenção e foi super legal. E ali foi o início do vício. Agora é todo dia e quase o dia todo.

Sabe quando a gente cisma com uma música e fica com ela na cabeça ad eternum? Pois comigo agora não me sai da cabeça o “Oiiii genteeeeee, cheguei! Cheguei para mais um Picolé de Limão. E a história que vou contar hoje é…” (Picolé de Limão é um dos quadros do Podcast), de tantas histórias que tenho escutado por dia. Já me dá até desespero pensar em quando elas acabarem, já que ela só conta uma nova por dia.

Todos nós sempre temos uma história bizarra ou engraçada para contar, e muitas vezes só compartilhamos essas histórias com pessoas do nosso círculo de amizade. Mas com esse podcast, sua história pode ser ouvida por todos os seguidores, e através o site dela, você pode mandar sua história.

Agora a fama do podcast já não permite mais divulgações tão imediatas das histórias por causa da quantidade de emails que ela recebe por dia. Tanto que no próprio site ela diz que SE sua história for escolhida você será contatado por email. Mas acho que vale tentar, né?

Eu mandei pra ela uma história minha, que não sei se ela escolherá para contar, mas já estou de olho pra ver se serei a sortuda da vez. Mas mesmo que não escolha, continuarei sendo super fã da Andreia, e continuarei divulgando boca a boca o trabalho dela, que foi uma coisa super bem bolada, e que chega até a me dar raiva de não ter pensado em algo assim antes, heheheheh. Ela é uma gênia!

Enfim, espero que vocês ouçam e curtam como eu. E se conseguir lembrar, comente pra mim se gostou!

Bjs.

Sobre Envelhecer

Todos só percebem que envelhecer é uma merda depois que envelhece. A gente continua com mentalidade de 18 aninhos, mas o corpo não acompanha esse raciocínio.

Tenho hoje 55 anos, completados ontem, dia das crianças (oh, ironia!), e de uns anos pra cá tenho vivido à base de pastilhas contra azia.

Em junho deste ano, uma série de eventos resultou em uma dor de garganta que não tinha solução, e não era gripe nem resfriado. Um desses eventos foi o fato de eu ter tomado anti-inflamatórios por muitos dias seguidos, por causa de um problema que tive com a remoção de um dente siso.

Procurei uma otorrino para checar, e acabei descobrindo que havia suspeita de ser refluxo, que segundo a médica, é algo muito comum em gente de “certa idade”.

Apesar de ser uma otorrino, e não uma gastro, ela me receitou um santo remedinho que acabou com minhas azias constantes, e me senti no paraíso. Ao mesmo tempo, fiz uma endoscopia e também um exame patológico para ver se eu tinha uma tal bactéria lá, e o resultado mostrou uma “gastrite crônica leve”, com uma pequena feridinha no esôfago, mas sem a tal bactéria (yay!).

Após tomar o santo remedinho por 30 dias, não demorou muitos dias até eu comecei a ter azia de novo, apesar de ter vindo com menor intensidade.

Nessa mistureba de situações, descobri que só se pode tomar anti-inflamatórios por no máximo 4 dias, porque eles atacam o estômago, causando lesões. Isso pode ter agravado um probleminha que eu já tinha, e aí, uma coisa puxou outra. Foi justamente depois desse episódio do dente que minhas azias tomaram formas apocalípticas.

Depois de algumas semanas, meu problema de azia voltou, embora com menos frequência, e já cansada de ter azias, tomei vergonha na cara e resolvi de uma vez por todas ir a um gastro. Hoje foi esse dia, e acabei tendo uma verdadeira aula de “gastronomia” (gastroenterologia com anatomia, rsrsrsrsr).

O médico comprovou pelo resultado da endoscopia que eu realmente tenho um problema de refluxo, e me disse que eu tenho duas opções: tomar remédio ou fazer cirurgia, sendo que a melhor solução é a cirurgia, e ele explicou, anatomicamente, o porquê.

Ele disse que ficar só tomando o remédio não resolve, porque a causa da azia, e consequentemente, do refluxo, é a abertura indevida do estômago durante a digestão (em situações normais, isso só deve ocorrer quando um alimento é recém-engolido e vai entrar no estômago), permitindo que o alimento com suco gástrico, altamente ácido, suba para o esôfago, causando a queimação (azia).

Segundo ele, o remédio (omenprazol da vida) muda o ph no estômago, de forma que o suco gástrico deixa de ser tão ácido e passe a ser mais alcalino, não machudando o esôfago quando há o refluxo, e não causando mais a sensação de queimação. Entretanto, essa medida paleativa não é boa porque a digestão dos alimentos é bem-feita justamente pela acidez do suco gástrico, e passando a não ser mais ácido, a digestão do alimento passa a ser deficiente, ou seja, a gente resolve um problema no estômago/esôfago e arruma outro, intestinal.

Ele listou algumas soluções para atenuar esse problema: 1) Não comer além da saciedade, pois o estômago muito cheio facilita a abertura indevida do estômago durante a digestão; 2) não comer alimentos ácidos, como abacaxi, cítricos, vinagre, café (mesmo misturado com leite), CHOCOLATE (morri!!!), mandioca e derivados, bebidas alcoólicas, condimentos fortes, como pimenta; 3) perder peso, pois o excesso de gordura no abdomen comprime o estômago, fazendo com que a tal abertura indevida ocorra mais facilmente; 4) não dormir com estômago cheio, somente 3 horas após a última ingestão de alimentos.

Resumo: adeus meus chocolatinhos, meus cafezinhos, minhas bebedeiras de vinhos, meus jantares picantes e condimentados. O médico não proibiu de ingerir essas coisas, e que bastava moderação, mas se quero muito não precisar de cirurgia, terei que radicalizar.

Ele explicou que feridinhas constantes no esôfago (meu caso), podem se transformar em um câncer no esôfago, e isso me deixou impressionada, porque muito recentemente, assistindo Grey’s Anatomy, teve um episódio em que um paciente foi feliz e faceiro para o hospital ver o problema de azia dele e ficou em choque quando descobriu que tinha era um câncer no esôfago. No episódio, as médicas explicaram que azias constantes podem resultar em câncer se não forem tratadas. Diga-se de passagem, só depois de ver esse episódio é que eu decidi procurar o médico, de tão impressionada que fiquei.

Enfim, como eu não quero ter um câncer de esôfago, resolvi que vou tentar (pelo menos tentar) mudar meus hábitos alimentares, de forma que eu não precise da tal cirurgia.

Nessa cirurgia, o médico explicou que eles mexem na musculatura da abertura do estômago, de forma a evitar que ela se abra sem que seja para entrar alimento. Mas também disse que mesmo com a cirurgia, o problema pode voltar, se não houver uma disciplina alimentar e mudança de hábitos.

Enfim, para as pessoas novinhas que leem esse post, saibam o que lhes espera se não começarem a vigiar seus hábitos.

Hoje comecei a tomar o remédio que ele prescreveu, por 4 meses, e depois disso saberei o que virá na sequência. Torço para que tudo melhore, e que nessa leva eu ainda consiga perder uns quilinhos.

Vigiem!