Inquietude Intelectual

Não sei quanto a vocês, mas eu estou com os neurônios o tempo todo se movimentando. Posso não estar mais com corpitcho de garotinha, mas meus neurônios ainda estão bem serelepes, e estou sempre catando algo diferente pra fazer.

Recentemente estive na Tok Stok e vi um cestinho de crochê lindo, e quando fui ver o preço, quase caí pra trás. Era uma exorbitância de caro, por um produto feito com uma técnica que eu conheço desde que minha finada avó me ensinou: CROCHÊ.

Quando cheguei em casa, comecei a procurar na internet técnicas de endurecimento de trabalhos crochetados, para fazer o tal cestinho que eu gostei, e nas minhas “procuranças”, encontrei algo que me deixou infinitamente mais interessada: CROCHÊ COM FIO DE MALHA. Gente, tem cada coisa linda que a gente quase afoga o note com a baba! No Pinterest, então, dá quase pra chorar, de tanta coisa linda.

Imediatamente comecei a catar novelos de fio de malha pra comprar, mas só tinha cores ruinzinhas nas lojas online. E procurando em outros lugares, encontrei vários fornecedores no Mercado Livre, que vendem fios de malha, com preços muito variáveis.

Encontrei um que vendia 16 novelos mais um kit de agulhas, já que as que eu comprei no AliExpress devem demorar ainda alguns meses para chegar. Aproveitando que estou ainda na casa da minha filha, pedi que ele mandasse com urgência, para dar tempo de eu levar pra casa, já que minha ansiedade por fazer os tais cestinhos estavam fervilhando na minha cachola.

Esperei quatro dias, e eis que eles chegaram! Tudo bem que o vendedor trocou as bolas e não mandou as cores que eu mais queria, que era o branco “sujinho”, conhecido como OFF WHITE, e o amarelinho, mas o que recebi já deu pra começar a brincadeira e desenferrujar a munheca, já que a última vez que crochetei foi há uns 25 anos atrás. Mas crochê é como andar de bicicleta, a gente nunca perde a prática.

Cada novelo pesa 1 kg, e eles são feitos com sobras da indústria de confecção de roupas. Tem novelos menores, de 500g, mas eu acho que se aproveita melhor o de 1 kg. Depende, é claro, do que você queira fazer.

Como eu já tinha olhado vários vídeos no Youtube, eu já tinha toda a técnica pronta na cabeça. Inclusive, encontrei uma pessoa que faz muitos vídeos de trabalhos legais no Youtube e, é claro, já favoritei! Caso se interesse em olhar, o nome é Gülcan Volkan Duran. Tem muitos cestinhos super maneiros. Vale conferir!

E assim, comecei a por em prática o que aprendi, e acabou saindo isso:


Depois veio isso:

Eu confesso que pensei que seria mais fácil fazer esse tipo de trabalho, mas estava enganada. Apesar de ter achado intelectualmente fácil, fisicamente quase precisamos ser campeões de triatlo pra crochetar malha, se for malha comum de algodão. Tem que ter muita força e muito braço porque, por ser um fio grosso e áspero, acaba ficando difícil de puxar, e isso piora conforme vai ficando mais grosso. Tem fio de toda espessura. Sem falar nas bolhas nos dedos, neah! Ganhei duas!

O que me deixou frustrada, mesmo, foi o fato de o vendedor me dizer que encontrar fios beges, e marrons seria como acertar na megasena, porque é chegar e acabar. Isso, quando tem pra vender, porque ele disse que é super difícil o fornecedor ter.

Recebi esses fios, mas confesso que fiquei triste por não ter bege, para poder fazer algo assim:

Mas ontem à noite, resolvi dar mais uma fuçada na internet e encontrei uma loja que vendia bege. O que me salvou, talvez tenha sido o fato de a loja só vender para CNPJ e não pessoas físicas. Por isso, dei a sorte de finalmente conseguir comprar as cores bege e cru. Mas como tinha valor mínimo, acabei comprando 19 novelos! Uma pena que o marrom tinha acabado.

Agora, precisarei recuperar meus dedos e braço para retomar os cestinhos. Vou espalhar cestinho pela casa toda! Com tanto fio, vou dar cestinho de presente pros amigos por uns 3 anos hahahahaha.

Como é prazeroso ver algo tão lindo saindo das suas mãos! Vou aperfeiçoando a técnica para ficar ainda mais bonito. É claro que as cores e acabamentos contam muito no resultado final. Sem falar na diversidade de pontos. Mas por ora, vou fazendo esse ponto simples, até ficar expert, e depois me aventurarei para pontos diferentes.

Bem, este é certamente o último post do ano, então, desejo às poucas pessoas queridas que me seguem um excelente Natal, e que 2018 traga surpresas boas para todas.

Beijos!

 

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Intolerância a Mentiras

Um dos motivos de eu achar que nasci no país errado é a intolerância que tenho a qualquer tipo de mentira. Brasileiro está acostumado à mentira e a mentir, e eu simplesmente ODEIO qualquer pessoa que minta, não importa se for uma mentirinha boba ou mentirão. Ambas têm o mesmo peso pra mim. Mentira, é mentira!

Não sei que medo é esse que as pessoas têm de serem repreendidas por contarem verdades. Preferem mentir a serem chamadas a atenção (o que normalmente não deve durar mais que 5 minutos).

É claro que eu, como qualquer pessoa, fico puta por saber que alguém fez algo errado, mas fico sextuplamente puta quando descubro que a pessoa mentiu pra mim depois que algo errado aconteceu. Se eu faria um escândalo de 2 minutos com a verdade, faço um de 30 minutos quando tenho certeza que a pessoa está mentindo.

Pior ainda é quando você pesca na mesma hora que a pessoa está mentindo, porque você pega a pessoa de “calça arriada”, e ela não tem tempo suficiente de bolar uma “saída pela esquerda” (mentira) na hora, aí acaba soltando algo completamente ilógico, que te faz perceber no ato que é uma baita mentira.

Aqui em casa vive acontecendo “coisas do além”. É a ponta da minha faca alemã que apareceu quebrada, são os pratos de sobremesa do meu aparelho de jantar que apareceram lascados ou colados, são coisas que desaparecem (certamente se quebraram “sozinhas” e pularam na lixeira) e outras cositas más, que são feitas pelas almas do outro mundo, porque nunca é minha mãe nem a faxineira que fazem, segundo as duas. Devem ser os gatos, talvez. Ou quem sabe seja meu pai me pregando uma peça! Aff!

Tem gente que não se importa de ser enganada, mas isso não acontece comigo. Eu me transformo. Fico FURIOSA quando descubro que alguém mentiu pra mim. Eu prefiro infinitamente uma verdade feia do que uma mentira maravilhosa. Eu perco totalmente a confiança na pessoa, e, honestamente, não precisa nem mais me dirigir a palavra. E as pessoas perguntam como eu aguento viver só. É por isso!!! Sei que ninguém tem peito para assumir as merdas que faz; só eu, a maluca, alienada, antissocial, que tenho coragem de (merecidamente) passar vergonha assumindo que fiz algo errado quando (eventualmente/raramente) faço.

Quando você passa por essas situações com os outros, é só você sumir e não falar mais com a pessoa. Mas e quando o problema é com alguém da sua família, que mora com você? Faz como?

Pior é quando a pessoa sabe exatamente qual vai ser a sua reação quando ela faz aquela merdinha, e mesmo assim faz a merdinha. Então, por que faz merdinhas???? Por que não pensa ANTES qual será a reação da outra pessoa?

Não rola. Prefiro conviver com meus gatos do que com qualquer pessoa que não saiba conviver comigo ou que minta.

Fico realmente ABISMADA como as pessoas mentem naturalmente, como se fosse a mentira uma coisa boa. Não têm um pingo de remorso!

PESSOAS MENTIROSAS SÃO PESSOAS COVARDES! É isso o que eu penso delas! CAGONAS, BUNDONAS, FROUXAS, BANANAS, que se borram nas calças porque têm MEDO de assumirem seus erros.

Sim, estou revoltada. Quem sabe quando eu voltar aqui eu traga um humor diferente…

 

O Preconceito Contra o Hétero

Pois é, esse preconceito existe!

Há pouco tempo, foi manchete nos jornais o preconceito sofrito por uma mãe e filha. Seu “pecado”? Andarem de mãos dadas em ambiente público! Pois é! Agora uma mãe não pode mais ter manifestações de afeto por sua filha em público, porque vão ser atacadas por malucos que acham que as duas são “sapatões” e estão atentando contra o pudor.

Há alguns posts atrás, eu dissertei sobre meu semipreconceito relacionado à homosexualidade. Mas depois que eu li o depoimento dessa mãe, que foi atacada em público na saída do cinema por um maluco que não tolerava ver mãe e filhas de mãos dadas, por ser esse um ato “obsceno”, eu passei a rever meus conceitos.

Estamos em um mundo louco, não resta dúvidas. No mundo atual, infelizmente não há espaço para o amor entre pessoas de mesmo sexo, mesmo que sejam sangue do próprio sangue.

Eu moro a quase 300 km de distância da minha filha, e SEMPRE que estamos juntas, caminhamos de mãos dadas na rua, pois eu sou uma pessoa que ama ter contato físico com a única filha que tem, e que ama muito. E pensar que agora eu não posso mais andar de mãos dadas com minha filha me incomoda tanto, que eu começo a reconhecer que o preconceito é algo horrendo. Não importa em que forma.

Juro que eu não tenho mais preconceito, depois disso. E sinto uma VERGONHA imensa por só reconhecer isso depois de “sofrer preconceito” mesmo sendo hétero.

Não fui eu que tomei as “tabefas” na rua, mas eu percebo como as pessoas olham para mim e minha filha quando estamos de mãos dadas. Até mesmo nos restaurantes, quando estamos almoçando ou jantando, percebo olhares reprovadores, como se fosse uma heresia amar outra pessoa do mesmo sexo (mesmo sendo mãe e filha). Sei o que essas pessoas pensam, e às vezes me “tranquilizo” pelo fato de minha filha ser fisicamente muito parecida comigo. Eu sempre acredito que a nossa semelhança “nos salvará” de qualquer manifestação de preconceito.

Mas depois de ler a reportagem e ver o rosto roxo da mãe atacada no noticiário, eu passei a ter um certo medinho de continuar manifestando meu amor pela minha filha em público.

A QUE PONTO O SER HUMANO CHEGOU!

Mais do que nunca, hoje eu defendo o AMOR. Se amar alguém do mesmo sexo é válido e compensador, que seja! Liberdade ao AMOR! O importante é ser respeitado e amado muito!

A Anatomia de um Beijo

Não sei quanto a vocês, mas pra mim, um beijo, BEIJO, faz tanto efeito quanto os finalmentes. Na MINHA opinião, um beijo é algo além da simples troca de bactérias bucais; é um momento em que as duas pessoas conseguem ter uma ideia do quão “caprichoso” o outro é “naqueles momentos”.

Tem gente que não gosta de beijar e não beija mesmo. Tem gente que que se satisfaz somente com um BOM beijo, e nem precisa do resto, embora seja desejável. Outras pessoas beijam por obrigação, e parecem até o Speed Racer, como se um beijo não fizesse parte das preliminares. E pior mesmo, são aqueles que pensam que abafam no beijo, e o beijo é uma “boxta”.

Para mim, não tem nada mais frustrante do que vc encontrar aquele cara “que promete”, mas que na hora H não sabe o que fazer com a boca num beijo. Idólatra de beijo como sou, no decorrer da minha vida classifiquei algumas formas de beijo:

BEIJO CACHORRO – Aquele em que o cara só faz morder.

BEIJO CACHOEIRA – Aquele em que o cara te baba toda e você quer sair correndo pra secar a boca.

BEIJO PERDIDO – Aquele em que o cara não sabe pra onde a língua vai.

BEIJO DANÇARINO – Aquele em que a língua do cara se movimenta em perfeito sincronismo com a sua, parecendo até uma dança.

BEIJO TÍMIDO – Aquele em que o cara tem medo de por a língua pra fora da boca.

BEIJO DESBRAVADOR – Aquele em que o cara coloca a língua em lugares inesperados (como entre o seu lábio (superior ou inferior) e dentes).

BEIJO CÂMERA LENTA – Aquele em que o cara parece que está com sono, de tão devagar que beija.

BEIJO FOMINHA – Aquele em que parece que o cara vai te engolir inteira.

BEIJO LACRAIA – Aquele em que parece que a língua do cara se movimenta como uma lacraia cortada ao meio.

BEIJO PICOLÉ – Aquele em que o cara faz da sua língua um picolé (sem comentários nos detalhes).

Eu já tive muitas decepções e muitas surpresas na minha vida em relação a beijos. E confesso que posso contar no dedo de uma mão os que tiraram nota 10 em harmonia (beijo x finalmentes).

Nem imagino quem foi o doido que inventou o beijo na boca; onde esse demente estava com a cabeça. Mas fato é que um bom beijo me faz ver estrelas, ao passo que um mau beijo me faz praticamente perder o interesse “naquilo”. Melhor ir direto pra coisa e acabar logo com isso.

Lá pelos meus 20 anos de idade, eu tive um peguete que tinha um beijo tãããããão gostoso, que quando ele me beijava eu não queria parar de beijar. Não sei se era porque o beijo era muito bom mesmo, ou se era porque os finalmentes eram uma porcaria. Mas fato é que uma coisa compensava a outra. O que ele não sabia fazer com o Júnior, ele compensava com a língua dele na minha boca. Ele acabou virando referência de beijo para mim, e nunca consegui achar alguém à altura dele, que tinha um beijo suave, relaxado, carinhoso, harmônico, sem babas nem surpresas (desagradáveis). O cara era PHD em beijo.

Eu lembro com saudade o tempo em que tive um bom beijador por perto. Perdi a conta dos anos que se passaram desde o último beijo decente que tive. Aquele beijo que me deixava com pneus arriados, querendo mais.

Pra mim, beijo é 60% da relação. E eu confesso que não entendo por que motivo os casais casados com o tempo param de beijar. Ficam só no selinho; já perceberam isso? Quem aqui é casada HÁ MUITO TEMPO e dá ainda aquele beijo gostoso de namorados?

Eu “casei” duas vezes, e em ambas as vezes dei o azar de pegar “maridos” que não curtiam beijo, ou que não me faziam ver fogos de artifício quando beijavam. Confesso que isso foi de uma frustração imensurável pra mim, mas eles eram pessoas tão legais que eu relevei essa “falha”. E eu sempre lembrava lá “dos meus 20 anos”, que nunca serão esquecidos.

Como eu sinto saudade de um beijo gostoso! Daquele beijo que não durou nem 20 segundos ainda, e vc já está em ponto de bala, hehehehehe. Aquele beijo em que o cara entrelaça os dedos no seu cabelo e (literalmente e conotativamente) te prende.

Eu acho que a maioria dos homens não sabe o poder que um beijo tem. Não têm noção do quanto um beijo pode significar em qualquer momento que seja da relação.

Certamente um bom beijo é algo que eu morrerei sentindo saudade, porque eu realmente não tenho qualquer perspectiva de voltar a beijar alguém um dia. E enquanto minha morte não chega, vou me deliciando com as cenas de beijo que vejo na TV. Não consigo sentir o toque do beijo, mas minha imaginação cria asas e vai longe.

Vambora beijar, galera!

Sofrendo por Amor

Depois que a última temporada de Game of Thrones acabou, mês passado, todos os fãs entraram numa profunda depressão, porque todos sabemos que a próxima temporada só virá em 2019. Isso me deixou com uma baita dor de cotovelo!

Sempre que uma série termina ou é interrompida até a transmissão da próxima temporada, é inevitável para os fãs sentirem aquele vazio no peito, como se perdesse um grande amor. E em busca de algo para preencher esse vazio, Gabi (minha filha) me falou que pessoas estavam elogiando muito uma série chamada OUTLANDER e que ela já tinha começado a ver. Achou meio chato o começo, mas começou a ficar interessante do meio do primeiro episódio em diante. Por conta disso, não dei muita bola para a série, e acredito até que tenha desdenhado um pouco, porque o sentimento que tive é que eu jamais encontraria uma série que fosse tão boa quanto GOT. Eu estava enganada.

Sabendo que a terceira temporada de Outlander começaria no dia 10 de setembro, eu comecei a assistir para ver se conseguiria terminar a primeira e segunda temporadas antes de começar a terceira. Diferentemente da Gabi, eu já achei legal desde as primeiras cenas, afinal de contas eu tenho verdadeira fixação por coisas do passado, e mais ainda por cenários lindos como os da saudosa Escócia.

A série é sobre uma inglesa, Claire Randall (Caitriona Balfe), que foi enfermeira durante a 2ª Guerra Mundial, que viaja para a Escócia com seu marido, Frank, para tentar uma reaproximação após os anos em que ambos ficaram separados pela guerra. No entanto, Claire acaba magicamente voltando 200 anos no tempo e se vê sozinha no ano 1743, durante os os levantes jacobitas (que fazem mesmo parte da história da Escócia). Nesse cenário, Claire conhece um jovem guerreiro escocês, Jamie Fraser (Sam Heughan), e também Jonathan Randall, que é um Capitão da Coroa inglesa muito, muito, muito mau, e antepassado do seu marido Frank.

No meio da trama, para não ser presa pelo Capitão (Black Jack) Randall, a solução é Claire se casar com um escocês, Jamie Fraser, que é um fugitivo da guarda inglesa e igualmente perseguido por Black Jack.

Antes, desesperada para voltar para seu marido, Claire agora começa a criar laços afetivos com Jamie, que acaba se tornando o maior amor da sua vida, mesmo depois de retornar ao seu tempo.

O problema é que não é só ela que se apaixona por ele, nós também!!!!

Ainda há muitas temporadas e muitos episódios pela frente, mas eu estou em total desespero, sofrendo feito o capeta, por causa da separação dos dois.

‘Red’ Jamie é um escocês estonteante, de 1,91 m de altura, com lindos olhos azuis e cabelos ruivos. Apesar de ele ficar muito bem de “saia” (kilt escocês), olhar seu corpo nu é como entrar no paraíso carregada no colo por todos os anjos.

Não só essa visão deslumbrante rouba sua atenção e seu coração, mas também a doçura e o imenso amor que esse escocês ‘selvagem’ sente pela Claire (e vice-versa). Ele é, sem dúvida, o modelo de príncipe-encantado de toda mulher. Para nós, mulheres, ele é sem dúvida a parte mais deliciosa da série, em todos os sentidos, rsrsrsrsrs. Sua aparição na telinha é como a visão de um lindo por-do-sol após uma negra tempestade.

Eu, que antes de começar a assistir a série duvidava da sua capacidade de me cativar, joguei a toalha; estou com 4 pneus arriados.

Game of Thrones? O que é isso? Dane-se Game of Thrones! Nas últimas semanas tenho vivido 24 horas por dia pensando em Outlander. Chego ao cúmulo de perder a fome e o sono! Acordo pensando se nesse novo dia vai sair algum novo teaser; qualquer coisa que seja diferente do que já vi tantas vezes. Ja vi e revi os episódios mais interressantes várias vezes, e não me canso de ver a cena em que os dois finalmente descobrem seus corpos e trocam os mais desconcertantes carinhos.

Meu coração dói, como o da Claire, que teve que retornar ao futuro, acreditando que seu amado morreu em batalha. Eu e uma legião de mulheres pelo mundo afora estamos sofrendo muito, por amor. Não nosso amor, mas o amor desses dois.

A situação é tão dramática, que eu ia dar de presente de formatura para a Gabi uma viagem para Estados Unidos, ou Canadá, e rapidamente nosso roteiro mudou. Eu e ela ficamos tão obcecadas pela série, que vamos para a Escócia conhecer algumas das locações da filmagem da série! E já que estaremos tão pertinho, por que não aproveitar e ver algumas locações de Game of Thrones também? Afinal de contas, mesmo que GOT não tenha mais o mesmo significado na minha vida, sempre tive vontade de ir à Irlanda!

Então, sim, para você que esperava uma viagem internacional minha, depois de uma loooonga seca, espere por essa, que eu acredito que será fantástica! (se Deus quiser!) Como sempre, vou postar o nosso dia-a-dia da viagem, que durará 15 dias.

(As várias outras viagens que fiz estão aqui.)

Domingo passado passou o segundo episódio da terceira temporada. A fome pela história é tão grande, que a mulherada lá no grupo Outlander Brasil no Facebook está devorando toda a coleção de livros, que estão sendo lançados aos poucos.

Por causa da série, o casal de atores explodiu com sucesso que estão fazendo. Ela, uma ex-modelo, e ele, um ex-ator-desanimado-com-a-carreira-que-pensava-em-desistir.

É muito sofrimento! É muito aperto no coração! É muita agonia! É inacreditável esse sentimento que estou tendo, e que nunca senti com nenhum filme ou série de TV antes. É como se eu mesma estivesse morrendo por amor com essa separação. Estou mesmo é apaixonada pelo personagem, Jamie Fraser.

Às vezes dá uma vontade louca de fazer como o resto da mulherada e comprar toda a coleção de livros, mas eu não acho uma boa ideia, já que eu iria (talvez) me absorver tanto com a leitura que esqueceria que Deus tem sido misericordioso comigo e tem me enchido de trabalhos pra fazer. Então, prefiro esperar pelas versões televisivas.

O mais engraçado é que andei vendo várias entrevistas com os atores, e a paixão que sinto pelo Jamie (o personagem) não existe com o Sam (o ator).  O ator é lindo e cativante, mas não tem a aura mágica, encantadora e envolvente do seu personagem, que para mim é, de longe, o homem mais perfeito que já existiu no planeta, mesmo que seja uma mera ficção. Jamie é a azeitona de todas as empadas do mundo.

A título de curiosidade, o ator chegou a fazer testes para Game of Thrones, mas não foi aceito, pelo que dou graças a Deus, porque, quem sabe, se tivesse sido aceito talvez ele não tivesse tido a sorte de ser pinçado pela Diana Gabaldon (a autora) para o papel de Jamie. A propósito, ela também se entusiasmou muito com a interpretação do ator no papel de Jamie – caiu como uma luva!

Se você é uma pessoa romântica, se gosta de filmes épicos, não perca a oportunidade de dar uma espiada nessa série. Se sua atenção não se grudar nela a partir do segundo episódio, pode gritar aos quatro cantos que minhas sugestões são uma porcaria! Mas eu duvido que isso acontecerá!

Enquanto domingo não chega (a série é transmitida pela Fox Premium na madrugada de domingo para a segunda-feira), vou me ocupando com minhas traduções, mas inevitavelmente tem sempre aquela paradinha para olhar algo relacionado à série. É mais forte do que eu!

 

Uma Bêbada no Autodivã

Este é um momento de reflexão após algumas taças de vinho solitárias. Eu normalmente não bebo, ainda mais sozinha, mas o dia hoje pediu. Eu gosto de vinho, tenho umas poucas garrafas do meu melhor vinho (Amayna) na adega, e tinha um bom motivo. Juntei os dois e cá estou, com grau etílico no sangue alto, e passando por momentos filosóficos intensos. Até consigo escrever corretamente! Olha que milagre coisa boa! A bêbada no seu autodivã!

Lembro de muuuuuuuuuitas coisas. Nesses momentos (em que estou alegrinha – ainda bem), minha vida passa na minha cabeça como um filme acelerado. Vejo minha infância, meu primeiro beijo, meu primeiro namorado, minha primeira transa, meu primeiro emprego, meu primeiro carro, minha primeira balada, meu primeiro porre, meu primeiro amor, meu primeiro fora, minha primeira decepção, meu primeiro emprego, meu primeiro sucesso, minha primeira viagem ao exterior, minha primeira (e única e maravilhosa) filha, minha primeira casa própria, a morte do meu pai, e minha primeira solidão…

Analiso cada momento, cada gesto, cada acerto e cada erro que vivi. E eu vivi! Vivi intensamente, apesar de ter tido uma vida bastante conturbada por causa de como eu sou; uma pessoa inteligente, difícil, exigente, teimosa, verdadeira e com muito amor pra dar. Carente? Sim…. definitivamente, sim!

Já falei aqui diversas vezes em como a “velhice” tem afetado minha vida, e em como o que eu estou passando é o dilema de tantas pessoas: aceitar o fato de que ficar velha é um fato!

Uma taça, um vinho, um motivo, e estou aqui, meditando e filosofando, amassando um gato e chorosa sem verdadeiramente chorar. Sinto um aperto no coração, pois estou sozinha; sozinha, pela primeira vez. Feliz e triste. Querendo morrer, e querendo viver muito e intensamente.

Sonho acordada. Penso no Nirvana. Não a banda, mas o estado de espírito. Penso em como o planeta era antes do homem destruí-lo. Penso em como o mundo era saudável e perfeito há centenas, e até mesmo há dezenas de anos atrás. Penso em como eu poderia ser feliz longe de onde moro. Penso em como eu seria feliz se não mais estivesse aqui (no mundo – será????). E minha Mary (filha)??? Não! Sou feliz com ela. Sinto falta dela. Vivo por causa dela!

Problemas? Quem não os têm!? Dure um dia, um mês, um ano ou uma década, os problemas irão embora um dia.

Eu acho que tenho problemas? Não! Definitivamente eu (ainda) não tenho problemas. Mania que a gente tem de achar que temos problemas. quando não percebemos que tem dezenas, senão centenas, de pessoas com terceiro grau morando nas ruas porque suas vidas acabaram com a crise atual que assola o país! Então, eu não tenho problemas (ainda).

E Deus, o que Ele acha disso que estou fazendo agora? Deus existe? Não sei! Mas quero acreditar que sim. E peço perdão em cada gole que dou! Sou humana, portanto, falha! Não tenho paciência, sou naturalmente grossa por excesso de sinceridade, mas tenho um bom coração, e isso ninguém pode negar. Não acho que eu seja egoísta, embora me recrimine por acreditar que seja preconceituosa. Que coisa feia!

Alguém aí já sentou no seu próprio divã? É exatamente o que estou fazendo agora. Olho para mim como se fosse outra pessoa. Disseco minha vida, analisando cada erro e acerto; e cada pessoa que passou pela minha vida (ouvindo Pink Floyd – que saudade do meu passado!)

Sinto saudades do meu pai. Agradeço a Deus porque ele se foi de uma forma tão perfeita: um AVC fulminante. Que bom que ele não morreu em um assalto, ou com uma bala perdida!

E eu, acredito em Deus? Ele de fato existe?

Fé! A fé segurou minha onda muuuuuuuuuuuuitas vezes. Por ter fé, eu aguentei muitas rebordosas na minha vida. Acho que se não fosse pela ilusória fé, eu não estaria mais aqui.

Tudo o que eu quero na minha vida é ter paz! Viver e ver minha filha evoluir, se formar, arrumar um emprego e ser feliz. Me sinto solitária, abandonada, esquecida, mas não posso negar que eu ainda vivo uma boa vida. Moro em uma casa própria, tenho um bom carro, bem ou mal, um trabalho, e uma linda e inteligente filha.

E tomando mais um gole, eu penso em como eu tive uma maravilhosa infância. Coisas que não vemos mais. Eu morava em um bairro pacato e tranquilo, que hoje é dominado por bandidos. Aliás, o Rio hoje está entregue aos bandidos. O país está entregue aos bandidos, sendo que no Rio de Janeiro é o próprio inferno.

Lembro da minha infância, no sítio da minha avó. Ela tinha uma garrafa de leite, de vidro, que eu adorava. Lembro de quando visitei minha mãe em Londres em 1987 (ela morava lá, e foi o ano em que o metrô de Londres completou 100 anos!!!), e lá o leiteiro passava todo dia e deixava uma garrafa de leite cheia e pegava a garrafa vazia. Que saudade! Que arrependimento! Eu deixei de morar em Londres porque tinha um namorado no Brasil. Voltei de Londres, e dois meses depois meu namorado de 6 anos terminou comigo. Logo minha mãe voltou (era casada  com um inglês e morava lá – voltou porque eu não quis ficar com ela), e eu não pude mais voltar para lá. Mas pensando mais a fundo, se eu não tivesse ficado aqui, eu não teria tido a linda filha que tenho, de quem tanto me orgulho. Deus sabe o que faz!

Vida… A gente nunca acha que nossa vida é perfeita. Com todos os problemas que temos, não sabemos valorizar cada minuto que desfrutamos. A vida é o melhor dom que Deus pode nos dar. E não nos damos conta disso…

Entorpecida, como há muito tempo não fico, me sinto feliz, apesar de estar triste, lembrando de tantas coisas que me fizeram feliz um dia…

Apesar de saber que a vida nada vale, eu valorizo cada segundo em que consigo respirar. E o importante é que saibamos manter o foco no que é importante para nós.

Temos todo tempo do mundo para meditarmos sobre nosso eu, mas é nos momentos em que tomamos todas que a gente realmente consegue trazer à tona todas as coisas que nos afetam, sejam elas boas ou ruins. E tomara que ao tomarmos todas, a gente só viva as restrospectivas, e não entre em depressão profunda e queira se atirar da ponte.

Quando somos jovens não pensamos que vamos passar por tudo isso depois dos 50! Se os jovens soubessem como é ruim envelhecer, eles viveriam melhor. A vida é curta, e até que se prove o contrário, só temos uma.

Apesar de tantas coisas ruins que circundam minha vida, eu fui feliz. Sou feliz, com minha solidão e minha filha. E cada vez mais eu penso em como é bom não ter ninguém. As pessoas não me entendem, ou eu não entendo as pessoas. Eu acho até que eu vivo em uma dimensão totalmente diferente das demais pessoas. Me sinto um peixe fora d’água.

Hoje aconteceu uma coisa que me deixou bem chateada, e são coisas assim que me fazem desanimar com a vida.

A cada 3 meses eu vinha fazendo uma compra de produtos da Copra para várias pessoas, a preço de custo. Eu pedia para enviarem os comprovantes de depósito por email, porque assim eu podeira guardar na pasta apropriada, e consultar toda vez que porventura tivesse alguma dúvida. A pessoa mandou o comprovante pelo WhatsApp, e eu pedi que mandasse por email, como já tinha pedido tantas vezes, e ela insistia em mandar pelo WhatsApp. Logo ela disse que NÃO TINHA ACESSO (acesso a quê????). Pensei logo que era acesso à internet. Para mim isso era o óbvio, já que até minha mãe, com quase 80 anos tem aplicativo de email no celular dela. Então, sem entender, eu perguntei como ela “não tinha acesso”, se ela estava me mandando uma mensagem pelo WhatsApp. Ela ficou brava, e disse que não tinha acesso ao email porque não tinha aplicativo de email instalado no celular (como?????), e que não gostou de eu ter sido GROSSA porque duvidei da palavra dela (oi???????? Grossa???? Porque não entendi o que para ela era óbvio, mas pra mim não????). Eu até perguntei se ela acordou num dia ruim. Tivemos uma discussão calorosa a respeito desse “óbvio para ela e não óbvio para mim”, e no final das contas, eu sou a megera, a ogra, rinoceronte, brucutu, a grossa. Desisto de viver “ali fora”! Não nasci para viver neste mundo!

As pessoas hoje em dia não sabem mais pedir esclarecimentos e responder a questionamentos sem agredirem, atacarem ou se defenderem. Não sabem mais argumentar. A melhor resposta são 5 pedras nas mãos para atirar ao primeiro sinal de desacordo com o argumento do próximo.

Hoje o dia foi punk. Terrível. Tão negro quanto o inverno de Game of Thrones. E assim, mais uma vez, agradeço a Deus porque eu sou uma pessoa isolada do mundo, e que não preciso de ninguém para viver, a não ser o contato distante, bem distante, com meus clientes. Ahhh minha filha, se não fosse você….

Fora isso, teve algo bem pior que aconteceu, mas não vou dizer o que foi. Só sei que foi muito pior do que essa narrativa “fichinha” que contei acima.

Por isso bebo! Bebo porque o vinho me anestesia. Me relembra o passado (um em que fui feliz). Me faz acreditar que o momento em que tomo cada gole é digno. Me faz crer que viver ainda vale a pena.

Beijos!

 

Alma Artesã

Desde pequena eu sempre amei fazer trabalhos manuais. Eu tenho um dom natural para fazer bem feito praticamente tudo o que me proponho a fazer. Muitas vezes fica até melhor do que o objeto que me inspirou. Se eu tiver as ferramentas e o material disponível, pode ter certeza de que ficará lindo!

Há pouco tempo, sem traduções para fazer, eu resolvi colocar em ação a máquina de costura que comprei recentemente. Como eu tinha diversos cortes de tecido de algodão guardados, inclusive alguns lindos que comprei nas minhas viagens aos EUA, eu resolvi fazer uma capa para minha cafeteira espresso.

Confesso que não ficou um espetáculo, porque ficou um pouco grande, e eu ainda não tinha tido acesso a ferramentas importantes que mais tarde descobri que existiam. Mas ela foi o piloto para diversas outras capas que eu fiz depois.

Minha capa

Como eu participo de um grupo no Facebook de proprietários de cafeteiras espresso, eu resolvi postar minha arte lá. Eis que alguém me perguntou se eu não fazia para vender, e eu respondi que não tinha outras cafeteiras na minha casa para serem “manequins”. Mas acabaram me convencendo a fazer com base nas medidas passadas pelos compradores, e assim comecei a fazer capas.

Como fiquei com essa incumbência, acabei fazendo montes de pesquisa na internet, e comecei a descobrir vários produtos que me facilitaram a vida demais, sem falar na infinidade de tecidos lindíssimos. Inclusive, o acabamento das capas passou a ficar fantástico.

Uma das coisas magníficas que descobri foi uma caneta para modelagem, que apaga com o ferro quente. Com ela ficou muito mais fácil trabalhar, pois posso riscar em cima do tecido, do lado direito mesmo, e depois de passar o ferro quente, a tinta some como num passe de mágica. Muito melhor do que o giz, que não tem como sair sem lavar.

Outra coisa que não posso mais viver sem é a cola spray temporária, que permite que eu cole o tecido sobre a manta, podendo colar e descolar várias vezes para reposicionar o tecido.

Gostei bastante dessa cola da marca TEC, mas o preço é beeeem salgado; aproximadamente 60 reais a lata com 500 ml, e dá para uns 20 usos (20 capas). Ela tem um poder de “desaderência” ótimo, e por causa disso, precisa usar uma boa quantidade para colar bem. Na minha ida para SP, descobri outra marca que gruda mais forte, portanto, é piorzinho de desgrudar; marca é Okachi. Mas como eu normalmente não preciso desgrudar o tecido da manta, ficou melhor pra mim. Como ela adere mais, eu gasto bem menos quantidade do que a TEC, que precisa de maior quantidade, senão nem cola. Portanto, ela dura muito mais do que a TEC, apesar de ter só 380 ml na lata. Bastou só borrifar ligeiramente e a uma distância maior, e meu problema foi resolvido. O preço dela foi infinitamente mais atraente. Acho que paguei 23 ou 26 nessa lata, não lembro bem. E como eu ando usando bastante, comprei logo 3 latas.

Fiz a festa no AliExpress, e comprei um monte de coisas para costura. Eu fiquei tão entusiasmada com costura, que agora não posso ver tecido na minha frente que quase preciso que me segurem, senão levo a loja toda. Toda vez que vou ao Rio gasto pelo menos uns 200 reais com material. no final das contas, estou gastando mais do que ganhando, mas o prazer de costurar (e ter o que costurar) e fazer coisas bonitas não tem preço!

As capas fizeram tanto sucesso no tal grupo, que acabei colocando para vender também no Mercado Livre. Como são diversos modelos de cafeteiras, coloquei vários anúncios.

Geralmente à noite eu fico fuçando a internet atrás de novidades e coisas diferentes, e navega daqui, navega dali, acabei encontrando uns peixinhos de pano para decoração que me deixaram louca. Na verdade, eram “sardinhas portuguesas”. Elas servem para enfeitar a cozinha, ficando penduradas em “cachos”, assim como se faz com bananas e pimentas (de madeira).

Sardinhas da net

 

Achei tão fofas as sardinhas, que não sosseguei enquanto não fiz meu próprio molde e comecei a fazer minhas sardinhas, com o monte de tecidos que tenho em casa. Só que fiz uma coisa diferente: coloquei barbatanas nas minhas sardinhas. E foi tão divertido fazê-las, que também resolvi colocar para vender no Mercado Livre.

Minhas sardinhas

Não preciso nem dizer que na minha última ida a São Paulo voltei com a mala entupida de tecidos, né? hehehehehehe

Lá na 25 de março encontrei tantas lojas legais, que eu acho que surtaria se morasse lá. Faliria, na certa.

O problema, é que eu estou curtindo tanto voltar a fazer trabalhos manuais, já que eu ando com preguiça de trabalhar nas traduções. E olha que chegou foi trabalho! Acho que acabei ficando preguiçosa, hehheheeh.

Enquanto tanta gente precisa de Lexotan pra ficar bem, eu só preciso de alguns materiais de artesanato e uma boa ideia! Pra mim, artesanato é melhor do que psicólogo!

Beijos!