Um Mal Necessário

Não sei se é por causa da pandemia, que faz a gente pensar mais e fazer menos, mas esta semana “desenterrei muitos defuntos” nos meus pensamentos e até mesmo nos meus causos contados verbalmente. Esses defuntos são aquelas pessoas que passaram pela minha vida e que hoje dou graças a Deus que tomaram outro rumo, bem longe de mim. Isso inclui ex-amigos, ex-sócios, “exs” e ex-familiares-de-ex.

Algumas pessoas passam por nossa vida e nos decepcionam. Em algumas raras situações, algumas dessas pessoas nos trazem alguma coisa boa antes de mostrarem sua verdadeira cara tempos depois (pelo menos isso, pra compensar a decepção no final de tudo.) E tem aquelas que entram na sua vida como um rolo compressor, que não fazem nada de bom, só trazem peso morto, e quando saem, deixam um rastro de destruição (e alívio).

Porém, por mais mal e decepção que essas pessoas tenham trazido para mim durante o tempo da famigerada relação, eu ainda posso afirmar que sua breve existência na minha vida conseguiu ser benéfica de alguma forma, porque é com base nas experiências que temos no passado que aprendemos a ser mais seletivos e observadores no futuro. Isso, aliado ao amadurecimento, colabora para que consigamos ter êxito em relações futuras de qualquer natureza.

Posto isso, eu posso dizer que os carmas da nossa vida nos são edificantes de alguma forma, e todas as tribulações, raivas, arrependimentos e angústias por que passamos por causa desses seres, de alguma forma nos trazem o benefício da experiência. Então, eu posso afirmar que por pior que tenham sido, meu consolo é que todas essas pessoas indesejáveis serviram de referência para que eu não volte a cair na lábia de outros lobos em pele de cordeiro.

E para fechar esse breve post, eu digo que a gente não deve lamentar por ter conhecido fulano ou beltrano. Se você for uma pessoa inteligente, certamente vai usar a experiência ruim que teve com elas para se edificar e não passar mais por situações iguais.

A Empatia Moderna (Leia-se, Fresca)

Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo. Mas e quando a sua forma empática de pensar é diferente da de outra pessoa? Quando você se põe no lugar da pessoa sobre determinado assunto, e você ficaria indiferente e não se importaria com algo, contrário ao comportamento de quase todo mundo? Quando o que é normal pra você, não é normal pra todo mundo?

Infelizmente, o mundo de hoje está absurdamente mimizento e chato ao ponto de as pessoas não poderem mais expressar opiniões que sejam contrárias às de alguém que diga algo com o qual você não concorda, chegando ao ponto de pessoas mentirem para simplesmente deixar outras pessoas satisfeitas ou felizes.

Isso não é pra mim. Se eu posto algo nas redes sociais com o qual alguém não concorde ou não curta, eu poderia ter duas reações: 1) curtir o comentário da pessoa, já que acho que qualquer pessoa tem o direito de pensar diferentemente de mim; ou 2) simplesmente ignorar o comentário, já que quando um não quer, dois não brigam, e contra o silêncio não há argumentos.

O mundo de hoje está diferentemente entediante e insuportável, com tanta gente fresca e carente de atenção e de falso confete. Preferem ler e escutar mentiras do que conhecer uma forma diferente de pensar.

Contudo, reconheço que há formas e formas de se dizer que sua opinião é diferente da de alguém. Expressar uma opinião contrária de forma agressiva ou humilhante não é uma boa abordagem, mas dizê-la sem qualquer conotação de afronta, acho uma forma saudável de perceber que outras pessoas pensam de forma diversa à sua, e muitas vezes pode até lhe fazer mudar de ideia em relação a alguma coisa; pode te fazer pensar fora da caixa.

A conclusão que eu cheguei, é que o mundo de hoje está previsível demais, onde a única coisa a se fazer é simplesmente ficar calado, porque toda gente hoje fica doída por qualquer besteirinha que se fale contrária ao seu pensamento, e não só nas redes sociais, mas também no social in natura. Pra mim, a empatia moderna está fresca e melindrosa demais pro meu gosto.

É por essas e outras que eu prefiro ficar no meu mundinho, no único lugar onde me sinto bem: na minha casa. Assim, tanta gente carente de atenção e mal-amada não consegue estragar meu dia. É por isso que me apego cada vez mais aos meus gatos.

Agradeço Pelas Escolhas que Fiz

Hoje fui dormir às 3 da manhã, porque comecei a assistir a segunda temporada da série da Netflix Dirty John, que conta a história de Betty Broderick, uma mulher que assassinou o ex-marido e sua nova esposa, que era a secretária dele.

Se ninguém assistiu mas deseja fazê-lo, talvez seja uma boa ideia só ler este post depois que assistir, senão, vão me xingar pelos spoilers que lerão.

Pois bem, a série conta a história real de Betty Broderick, uma mulher que conheceu o marido, Daniel, quando ambos estudavam na mesma faculdade, em 1965 – se casaram 4 anos depois. Eles tiveram um início de casamento muito difícil, pois o investimento nos estudos de Daniel os deixou com pouco dinheiro para terem uma vida mais tranquila, ainda mais com um filho atrás do outro vindo – foram 5, sendo que um morreu logo após nascer.

Betty trabalhava enquanto Daniel estudava, e pouco depois do nascimento da primeira filha, em 1970, Daniel se formou em Medicina e manifestou o desejo de cursar Direito em Harvard, para onde se inscreveu e foi aceito. Por incentivo de Betty, Daniel pediu um empréstimo para pagar a faculdade (que começaria a ser pago após sua formatura e início de trabalho), enquanto Betty trabalhava para pagar as despesas da casa / família. Ou seja, ela se esforçou muito trabalhando e cuidando de filhos enquanto o marido investia no futuro da família.

Pouco depois de se formar em Direito, Daniel foi contratado por uma empresa de advocacia em San Diego, para onde o casal se mudou. E durante algum tempo, Betty vendia Tupperware e Avon para ajudar no sustento da família, ao mesmo tempo em que cuidava dos filhos como dona de casa.

Com o passar do tempo, Betty incentivou o marido a pedir demissão da empresa onde trabalhava (e ganhava uma ninharia) e abrir sua própria empresa, que começou pequena e foi crescendo cada dia mais. Daniel era agora um muito bem-sucedido advogado que se especializou em processos judiciais contra médicos, e era agora referência nessa área jurídica.

A essa altura, eles já tinham 4 filhos e Betty era uma mulher bem de vida, que morava em uma casa imensa e gastava rios de dinheiro com roupas e sapatos caros, e vivia saindo para almoçar e papear com 3 amigas cujos maridos eram amigos de Daniel. A relação do casal até então era muito boa, praticamente não brigavam, e passeavam bastante. Chegaram a comprar uma casa de praia.

Em 1982, Daniel contratou uma recepcionista muito bonita, chamada Linda, e num dos eventos em que foram, ao se aproximar do marido, que conversava com os amigos (maridos das amigas), ela ouviu o marido terminar uma frase com “…ela é muito linda”. Encucada, Betty tocou no assunto quando chegaram em casa, e fingindo desinteresse, Daniel disse que contratou uma recepcionista, mas nem sabia o nome dela (mentira, né!). Ali começou o inferno na vida de Betty.

Daniel estava visivelmente se apaixonando por Linda, que safadinha que era, ficava fazendo charme e dando olhares lânguidos para Daniel. E apaixonado que já estava, mudou completamente o comportamento com Betty. Ela já não fazia os carinhos que sempre fez, já não procurava a mulher, e isso estava deixando Betty em desespero, porque ela sabia que tinha caroço nesse angu. Chegou até a ir até a empresa, olhar com seus próprios olhos, quem era a linda Linda, e quase morreu quando viu o quanto ela era linda, além de jovem, claro.

Betty exigiu que Daniel escolhesse entre demitir Linda ou sair de casa. E confrontando Betty, ele disse que quem sustentava a casa e seus luxos de madame era ele, e que se alguém tinha que sair de casa era ela, e não ele.

Pouco depois, Betty descobriu que não só o marido não demitiu Linda, como a tornou sua assistente na empresa, inclusive dando uma sala só pra ela no escritório. Danadinha que era, Linda cada vez mais abusava de olhares e trejeitos sedutores para conseguir que Daniel ficasse perdidamente apaixonado. Aí, foi um caminho sem volta. Passaram-se 3 anos entre a contratação de Linda e a entrada no pedido de divórcio.

O resumo da ópera, é que para ficar (e casar) com Linda, Daniel INFERNIZOU a vida de Betty, que reciprocamente infernizou a vida não só dos pombinhos, como também dos filhos do casal, que ficaram no meio do fogo cruzado. Daniel passou a morar em outra casa (uma mansão, por sinal) com os filhos, comprou um carrão conversível e passou a ter uma vida de playboy apaixonado, fazendo viagens e coisas que nunca tinha feito antes. Ele queria tirar tudo de Betty, e basicamente deixá-la à míngua, embora nos primeiros meses de separação tenha lhe dado uma polpuda mesada. E isso era algo revoltante, porque se não fosse pelo sacrifício e incentivo de Betty, talvez o ambicioso e egoísta marido não tivesse chegado onde chegou, e certamente não tivesse o que passou a ter.

Obviamente os pombinhos não se incomodavam mais em manter a relação pública, mesmo não tendo saído o divórcio dele ainda, e já faziam planos para o futuro juntos. E influente que era no seu meio de atuação, Daniel conseguia o que queria dos juízes, e não precisa dizer que Betty vivia se dando mal, até porque não tinha dinheiro para pagar um advogado para defendê-la no caso, chegando a defender a si própria nas audiências.

A situação tomou um ritmo descontrolado quando, depois de 4 anos de batalha, o divórcio finalmente saiu, onde Betty passou a dever o rim e todos os outros órgãos para Daniel. Agora, Daniel finalmente podia se casar com Linda.

Betty ficou destruída e inconformada, porque ficou sabendo que tudo que Daniel negou a ela desde o início da sua relação com ele, ele deu à Linda, por exemplo, ele vestir um fraque pomposo no casamento, uma lua de mel no Caribe, e principalmente fazer por amor a Linda coisas que ele nunca fez por ela, o que sugeria que Daniel amava Linda muito mais do que a amou. Isso fez a depressão tomar conta de Betty, que já agia inconsequentemente sem ter muito juízo na cabeça. Não suportava tanta ingratidão e falta de reconhecimento de sua importância. E pra piorar a situação, as “amigas” já estavam ultra amiguinhas de Linda, e se afastaram de Betty por não suportarem mais ouvir suas lamúrias sempre iguais.

A gota d’água foi quando ela descobriu que Linda estava grávida, e isso foi o golpe de misericórdia, que acabou de vez com Betty.  Na madrugada de 5 de novembro de 1993, Betty pegou o revolver que comprara dias antes e com a chave da casa de Daniel, que roubara da bolsa da filha em uma das suas visitas, ela entrou na casa e matou a tiros o casal que dormia no quarto.

O caso de Betty e Daniel Broderick (divórcio e duplo assassinato) foi talvez o mais famoso de San Diego, e até hoje Betty cumpre pena na prisão, já tendo negadas duas apelações.

E eu, que ia acordar à 6:30 da manhã de hoje para levar meu irmão à empresa onde iria fazer um treinamento, acabei só tendo 3 horas de sono, porque fui dormir às 3 e acordei às 6. A cada episódio que assistia eu dizia que iria dormir quando acabasse, mas toda vez que um episódio terminava, eu ficava desesperara pra saber o que iria acontecer no próximo, e acabava começando a assistir outro, até que por fim terminei os 8 episódios em uma só tacada.

Enquanto assistia aos episódios eu vi minha vida passar, rsrsrsr. Não no quesito do divórcio conturbado, mas no quesito “como é perturbador desconfiar ou descobrir que seu marido está com outra e talvez mais feliz do que era com você”. O sentimento de que você agora não significa absolutamente mais nada pra pessoa que dizia te amar, é um dos piores que alguém pode sentir, principalmente porque nada do que você possa fazer vai fazer as coisas voltarem a ser como eram antes. Uma vez que seu par se apaixone por outra pessoa, é caixão e vela preta. Pode dizer adeus, porque dali você não espreme mais nenhuma demonstração de afeto.

No caso de Betty, essa angústia foi elevada à décima quinta potência, porque além de traí-la com alguém mais jovem e mais bonita, ele demonstrou não ter reconhecimento algum por tudo o que Betty o ajudou a construir na vida, e ainda tirou tudo dela para dar à outra.

O “engraçado” de tudo isso é que nessas horas as “amigas” nunca ficam do seu lado para te dar apoio, e sempre acabam tendo uma ótima relação com a atual do seu ex, até mesmo falando mal de você pra ela. Sim, eu vivi isso também. O sentimento de abandono é imenso, e pra Betty isso foi muito pior, porque nem os filhos ela tinha ao lado dela, porque Daniel, com a guarda definitiva dos filhos, sempre desmarcava os dias de visita a ela, desmanchando todos os seus planos e expectativas. Era um golpe atrás do outro.

Ele foi um filho da puta, como muitos ex-maridos são. Infelizmente é mais comum a vida de Betty se repetir no mundo de outras mulheres do que um divórcio onde haja honestidade e reconhecimento por parte do homem da importância que a mulher teve na vida dele.

E a cura demora… ôôô, se demora! E sozinha, sem amigos, parece que essa transição dura uma eternidade.

No meu caso, eu segui minha vida, e meu ex seguiu a vida dele, que foi muito mais fácil que a minha. Ele com suas mulheres, sempre uma “oficial” e as acessórias, e eu sozinha, por não querer mais passar com outros o que eu passei com ele.

Hoje ainda mantemos contato porque após nossa separação ficamos com um bem em comum, que exige que todo mês nos falemos.

Coincidentemente, igual ao filme, pouco tempo depois que nos separamos vim a descobrir que ele estava em uma relação séria com a ex-secretária dele, o que confirmou minhas suspeitas de que algum dia rolou algo entre eles enquanto nós ainda estávamos juntos. Toda a tristeza e vontade que eu sentia de um dia tê-lo de volta se tornou um quase ódio. Passei a detesta-lo mais que tudo na vida. Até que enfim o tempo finalmente deu a mim a oportunidade de me vingar de uma forma que me aliviou a alma. Não vou entrar em detalhes porque é uma longa história, mas hoje tenho o prazer de ouvi-lo dizer que eu fui a mulher que ele mais amou, e que ele tem o sentimento de que um dia ficaremos juntos de novo. Eu só rio, porque é a última coisa que quero na vida. A confiança que tive nele, sem dúvida alguma nunca mais terei. Nunca. Mas me encho de alegria por saber que (se não for mais uma mentira dele) ele gostaria de me ter de volta, porque esse gostinho não vou dar a ele. Uma vez mentiroso e traidor, será sempre um mentiroso e traidor. Ele teve a oportunidade dele, e agora, como ele dizia, a Inez é morta, rsrsrsrs.

Tudo isso mudou sobremaneira minha forma de pensar em relação às pessoas. Todo mundo é bom até que prove o contrário, mas olha, é difícil achar uma pessoa que preste hoje em dia. De homem nem quero chegar perto (no sentido homem x mulher). Amigos, vou mantendo os poucos que tenho até que provem não ser dignos da minha amizade.

E assim vou levando minha vida, feliz por saber que a escolha que fiz me permitirá nunca mais sentir a imensa angústia de ser trocada como um sapato velho. A angústia de ter que conviver com uma pessoa que eu não sei se estará falando verdades ou não pra mim. Ou talvez a angústia de ser obrigada a me relacionar com pessoas que visivelmente só me suportam, como os familiares ou amigos dele, porque não sou o que elas esperam que eu seja, ou porque elas não me aceitam como eu sou.

Agradeço a Deus todos os dias por reconhecer que todo o meu sofrimento não foi em vão. Fui esmagada pela depressão e tristeza, e até mesmo pensei em morrer, mas hoje eu sou feliz porque acredito que tomei a decisão certa pra minha vida. E até quando Deus permitir, eu serei uma pessoa sozinha (leia-se EM PAZ) e feliz, como tantas vezes já falei aqui.

Apesar do spoiler longo, recomendo assistirem a série da Netflix.

=*

Povo x Povinho

Dizem que os norte-americanos são soberbos e que se acham melhores do que os outros. Com todo respeito, eu concordo. Tirando os lunáticos e abestados que há por lá, a grande maioria da população é exatamente como eu adoraria que o povo brasileiro fosse.

Fui muitas vezes pra lá, e posso afirmar que a mentalidade do povo americano é invejável. São pessoas que se importam com as outras, são solícitas, solidárias, amigas (depois que se quebra o gelo), e muito, muito gentis.

Aqui no braseeel, você percebe qual é o retrato do povo quando vc navega pelo Facebook. Você faz um comentário, e sem necessidade nenhuma, um abestado vai lá e pá! Te dá uma patada gratuita.

Se você passar mal na rua, pode contar que vai morrer ali mesmo. Ninguém se coça pra te socorrer. É mais fácil ver dois, três abestados filmando com seu celular, do que ver uma alma compadecida te socorrer.

É mais fácil encontrar no braseeel pessoas que querem te ver por pra baixo, do que pessoas que mesmo vendo sua fraqueza conseguem te dar apoio moral pra melhorar.

Sou administradora no grupo do meu bairro no Facebook, e antes de eu entrar o grupo era uma verdadeira zona. A própria dona do grupo disse que já estava prestes a abandonar o grupo, até que enfim cheguei pra colocar ordem na casa, já que com família e deveres domésticos, ela não tinha tempo de gerenciar o grupo. É claro que não preciso dizer que depois que me tornei administradora muitos haters surgiram, por não concordarem com meu sistema mais rigoroso de conduzir o grupo, que antes era “largado”.

Depois que eu me tornei administradora, ninguém pode mais repostar o mesmo post que postava toda semana, ou todo dia. Se navegássemos pelas postagens do grupo, veríamos o mesmo post dezenas de vezes em algumas poucas rolagens de mouse. Agora, tem que dar UP nos comentários para fazer subir o post anterior. Não pode mais postar duplicado.

Esta semana uma pessoa postou um anúncio de produtos que não deu pra entender nada do que ela estava vendendo. Ela só dizia que o cento, dúzia ou unidade custavam tanto, mas não dizia o que vendia. Recusando a publicação do post, eu disse a ela que não fora aceito porque não estava completo o post. A pessoa logo mandou um inbox perguntando o que havia de errado com o post dela.

Dizendo: “BOM DIA PRA VOCÊ TAMBÉM”, para apontar sua falta de educação na abordagem, eu disse a ela que recusei a publicação porque não entendi o post dela, e informei isso na justificativa para recusa. Em vez de ser coerente e EDUCADA, ela se limitou a dizer “OK, NÃO VOU POSTAR MAIS NADA”. Eu disse: “OK, SE PREFERE FAZER PIRRAÇA A CONVERSAR COMO PESSOA CIVILIZADA, FAÇA COMO QUISER”. Ou seja, a imbecil, em vez de conversar com educação e humildade, quis demonstrar sua revoltinha dizendo que não postaria mais nada. Pergunto: QUEM SAIU PERDENDO NESSE CASO? Não fomos nós administradores do grupo, com certeza. O orgulhozinho de brasileira dela fez ela entrar pelo cano, porque eu levo ao pé da letra tudo. Se disse que não postará mais nada, NÃO VOU MAIS ACEITAR NADA QUE VENHA DELA. Ajoelhou, tem que rezar!

Custava ter sido educada e conversar direito, sem pirracinha? Agora a idiota vai deixar de vender num grupo com muitas pessoas, porque preferiu manter sua posição de pessoa irreversível e irrefutável, que não segue regras.

Este foi só um exemplo. Vemos milhares de pessoas com esse comportamento nos comentários no Facebook. Posso afirmar, que seguindo esse comportamento é muito mais difícil conseguir qualquer coisa.

Ser humilde, reconhecer estar errado ou inadequado, é uma coisa que não arranca pedaço. Aprendemos assim, para não errarmos mais, mas mesmo assim a soberba brasileira não permite que ninguém seja amigável ou sensato.

E assim estão os brasileiros hoje. E é isso que me faz cada dia mais lamentar ter nascido num país lindo, mas que não presta, por causa do povinho que nele vive. E é realmente uma pena que eu já esteja velha demais pra mudar minha vida e mudar de vida, morando em um lugar com pessoas educadas e sensatas.

É a vida…

Eu Sobrevivi!

Não lembro por que motivo, mas há algumas semanas eu comecei a pesquisar sobre a vida de Michael Hutchence, ex-vocalista do INSX que se enforcou num hotel em Sidney em 22 de novembro de 1997. O cara tinha uma voz linda, inconfundível e única! Eu amava as músicas do INSX.

Quando soube da morte dele em 1997 eu, assim como milhões de fãs, não me conformei. Como alguém, na fina flor da idade (37 anos), famoso e com vida confortável, é capaz de pendurar as chuteiras e desistir da vida? Alguns afirmam que foi só um fetiche de sadomasoquista, outros dizem que foi depressão mesmo. O coquetel de drogas e remédios controlados nunca pode ter um final feliz. E qualquer que seja a verdadeira versão, é alarmante a percepção do que uma depressão faz.

Eu mesma já tive meus momentos de depressão. Nesses momentos, morrer é tudo o que almejamos. A visualização da não-existência, muitas vezes é confortante, e quando se consegue dar fim à vida, o que resta é só a tristeza de quem fica.

Eu passei por momentos de depressão, completamente sozinha. Não tinha amigos e nem a quem pedir socorro. Todos os “amigos” me abandonaram quando me separei do ex-marido, e ninguém nunca sequer me ligou pra saber se eu estava bem. Minha sorte é que minha fé foi mais forte do que eu, e sozinha eu consegui vencer o desejo incontido de não mais existir.

É certo que minha consciência me ajudou muito, pois eu jamais conseguiria deixar este mundo sabendo que minha filha ficaria à deriva, mesmo tendo um pai. Não, eu não poderia fazer isso. Seria muito egoísmo.

No caso de Michael Hutchence, ele tinha uma filha de cerca de um ano de idade, e o que quer que tenha pensado na hora de se pendurar no seu cinto na porta do hotel em que estava, ele não pensou em Tiger Lilly, sua filha.

Eu tenho um amigo que recentemente entrou numa depressão profunda. Eu nunca perco a oportunidade de passar para outras pessoas minha experiência de quase-morte, de mostrar às pessoas descrentes da vida, que um momento de tristeza não vale o valor que uma vida tem.

Conversei muito com esse amigo, e com a ajuda de um terapeuta, ele chegou à conclusão que seus fantasmas estão dentro dele mesmo. Somente a própria pessoa pode se salvar contra si mesma. Fato é que a vida é perfeita demais. Por mais problemas que tenhamos, o dom da vida é algo que nunca deveríamos menosprezar.

Meu maior medo enquanto desejava a morte, era o de me arrepender quando fosse tarde demais. Por isso eu tive força suficiente para raciocinar e evitar o pior.

Não me arrependo. Com todos os problemas que o país enfrenta hoje, aliás, o mundo, eu não me arrependo de ter escolhido a vida. Viver é uma dádiva divina, e nós, mortais, não sabemos se realmente existe um paraíso ou uma nova vida pela frente. Viver é algo “nirvânico”. Por mais que tenhamos dificuldades na vida, aprendi que nossa fé em Deus pode nos salvar em muitos momentos.

Sinto uma profunda tristeza quando tomo conhecimento da morte de alguém por suicídio. A primeira coisa que penso é: e se houvesse alguém com essa pessoa, será que ela teria dado cabo da própria vida?

Isso me faz pensar no quanto outras pessoas são importantes na vida de alguém. Quando desejamos a morte, o que pensamos é “DANE-SE!!!”. Só queremos exterminar o mal que nos atormenta. Não pensamos muito no que os outros vão sentir. E o fato de não pensarmos mais adiante é que estraga tudo.

Toda tormenta e tristeza uma hora tem fim. Precisamos ser fortes o suficiente para acreditar que tudo vai melhorar.

Nesta pandemia, onde muitas pessoas se veem encurraladas, entediadas e deprimidas, o que mais deve ter passado nas cabeças é um fim rápido para os problemas (= suicídio). O desespero leva as pessoas a tomar atitudes precipitadas.

Uma coisa que aprendi com o suicídio de muitas pessoas, é que dívida não leva ninguém à prisão. Pra tudo tem jeito na vida. As coisas podem ficar difíceis, mas uma hora elas vão melhorar. E muitas vezes melhoram tanto que a gente fica pensando: “Putisgrila, e se eu tivesse tido coragem (de me matar)? Hoje não estaria aqui, feliz, curtindo esse momento”.

Eu fico imaginando o que as almas vagantes sofrem quando percebem que é tarde demais. Não tem mais volta! 

Hoje, por mais difícil que seja a situação, eu sempre me lembro de tudo o que passei e de tudo o que me livrei. Lembro de como tudo melhorou, e de como fui cinco vezes mais feliz do que jamais tinha sido antes. Basta só a gente se dar uma oportunidade e acreditar que tudo vai melhorar.

Mesmo SOZINHA, eu me dei essas oportunidades. Não uma só vez, mas duas vezes. Por duas vezes eu acreditei que a vida valia a pena. Por duas vezes eu aceitei o fato de que as coisas podiam mudar pra melhor. E mudaram!

Vemos tantos exemplos de pessoas que não conseguiram pensar assim e jogaram a toalha: Marvin Gaye, Whitney Houston e sua filha Bobby Brown, Flávio Migliaccio, Getúlio Vargas e tantos outros que não aguentaram a fama e as durezas da vida.

Nossa mente é nosso maior inimigo, ou amigo. Somente nós podemos nos salvar das agruras da vida. E não ser egoísta é algo que pode nos ajudar nos momentos mais difíceis. Se não somos egoístas, conseguimos nos lembrar que outras pessoas poderão sofrer com nossa ausência. E cá pra nós, a dor de quem fica, tentando entender por que outra pessoa não gritou por socorro quando precisou, é muito grande. A gente fica se perguntando onde poderíamos ter feito diferença na vida da pessoa naquele momento.

Uma prima minha se jogou do 14° andar. Foi uma tristeza muito grande… Hoje ela poderia estar aqui, tomando umas e rindo das coisas passadas. Mas ela não aguentou os trancos da vida, e não tinha ninguém perto na hora pra salva-la.

A vida é mutante. A vida é inconstante. Agora está difícil, mas ali na frente tudo será diferente. Na hora do sofrimento e da tristeza não conseguimos pensar em nada bom. Não conseguimos  trazer à tona nada que possa nos salvar. Não conseguimos pensar em ninguém que dependa de nós, em ninguém que possa sofrer com nossa ausência, ou que possa se culpar por não ter estado conosco quando mais precisávamos.

Enquanto tanta gente quer acabar com a própria vida, há tantas outras que se agarram a todos os fiapos de vida que restam, porque o câncer ou outra doença letal as está levando sem dó nem piedade. Querem tanto ficar, mas não conseguem. Isso é muito triste. Quanto desperdício de vida. Vida plena, vida feliz, vida viva!

Fato é que enquanto vivemos, nossa vida é única; uma vida em que tudo pode ser aproveitado da melhor forma possível. Podemos compartilhar momentos com pessoas que fazem parte da nossa vida, que nos amam. Podemos fazer diferença na vida de outras pessoas. Podemos fazer diferença na vida de animais abandonados. Podemos fazer muito bem a quem precisa de carinho e atenção.

Precisamos só nos conscientizar de que a vida é breve, e que ela é um dom divino que muitas vezes desperdiçamos por bobeira. Precisamos aceitar o fardo que recebemos para carregar, e acreditar que nós mesmos podemos mudar o curso da nossa vida. Basta a gente querer.

Bjs.

 

Reaproveitando Latas – Latas Vintage *UPDATE*

Pois é, people. Cá estou mais uma vez.

Depois que meu gato morreu, fui pra casa da minha filha no Hell de Janeiro, e lá fiquei um mês.  A quarentena logo começou, e infelizmente o ritmo de trabalho diminuiu muito e o que tinha lá pra fazer era assistir American Horror Story e vídeos tutoriais no Youtube. E eu vi muitos tutoriais legais, mas sem recursos para fazer qualquer coisa, eu comecei a surtar, porque não tinha como eu fazer nada num apartamento tão pequeno, além do que, eu não podia sair à rua pra comprar nada. Sendo assim, eu resolvi voltar pra minha casa, porque aqui, pelo menos, tenho muito espaço e muito o que fazer, além de material de trabalho com fartura. Sugeri que minha filha viesse comigo, e para minha alegria ela quis vir. E junto com ela, chegou um novo membro na família, TOFU, um gatinho SRD adotado para ser o novo companheiro do Harry.

Depois de uma semana de chiliques do Harry, finalmente os dois se entenderam e já estão amiguinhos.

A primeira coisa que fiz de diferente foi queijo minas! Gente, fica show, show, show. Há alguns meses eu queria experimentar fazer, e já tinha comprado a forma e o coalho, mas não tinha comprado o leite ainda, pois precisa ser de saquinho e ter um bom teor de gordura. Eu preferi experimentar fazer com o mesmo leite que vloguer do tutorial usa pra fazer os queijos dela (marca Boa Nova, comprado no supermercado Zona Sul no Hell de Janeiro). E o melhor desse queijo caseiro é que como não tem conservantes ele não fica melequento como muitos queijos minas que a gente compra nos mercados. Além disso, você pode adicionar qualquer coisa no queijo, como cebolinha e salsa, ou alho, ou qualquer outro tipo de ingrediente que te agrade, pra fazer um delicioso queijo temperado. Os queijos que eu fazia sumiam rápido. E ficam melhores assim que são feitos, porque ficam bem molinhos, fazendo nheco-nheco nos dentes. Se você também quiser aprender, assista ao vídeo abaixo. A Marilene, autora do vídeo, tem tantos tutoriais surtantes, que é impossível não se inscrever no canal dela!

Depois da novidade dos queijos, foi a vez das máscaras. Eu tinha feito umas com elástico, mas estavam machucando as orelhas. Eu tinha visto em um grupo de costura no Facebook alguém comentando sobre usar fio de malha (o mesmo que é usado para fazer cestos de crochê), pois não machucavam as orelhas, e é verdade. Gostei tanto da máscara que aproveitei para gastar um pouco dos mais de 140 cortes de tecido que tenho em casa (já que eu também faço capas de cafeteiras e vendo no Mercado Livre), para fazer e vender máscaras onde moro, por encomenda. Vendi muito, porque além de super confortáveis, minhas máscaras eram bonitas e custavam somente 5,00.

Resolvi vender as máscaras porque no grupo do meu condomínio (que tem cerca de 700 casas) tinha gente fazendo e vendendo máscaras entre 10,00 e 20,00. Eu achei um ABSURDO se aproveitarem de uma pandemia para ganharem dinheiro descaradamente às custas dos outros. Bem sabemos que a situação financeira de muitos virou um verdadeiro caos, e mal sobra para comer, então, porque essa gente mesquinha e avarenta quer extorquir dinheiro, se para fazer uma máscara não se gasta mais de 4,00 no custo total? Bem sabemos, também, que a máscara é um item essencial para a proteção contra o COVID-19, e não uma peça de vestuário da moda, onde a pessoa compra se quiser. Compra, porque precisa, e dependendo de quanto tempo ficará na rua, precisará trocar a cada 2 horas, então, haja máscara! Como eu vendi a 5,00 somente, quase sem lucro algum, para acabar com a festa dos extorquidores, eu acabei vendendo cerca de 450 máscaras. Teve gente que comprou 30, e muita gente comprou mais de uma vez.

E como o povo todo já estava munido de máscaras boas, bonitas e baratas, as encomendas acabaram. Uma vez ou outra aparece alguém pedindo, mas não é tão frequente. E como as atividades pararam, resolvi catar outra coisa pra fazer, e ficava toda noite, antes de dormir, garimpando coisas legais no Pinterest. E como achei coisas maneiras!

A bola da vez agora eram latas vintage. Achei cada rótulo mega maneiro no Pinterest, e fiquei doida com cada um que via. Logo catei informações de como se faz, e logo iniciei a produção. E as latas são tão lindas, que já imaginei uma prateleira estrategicamente instalada na minha sala de jantar, próxima ao teto, cheeeeeia dessas latas, deixando mais transadinha a minha sala decorada com itens peculiares. Lá no final eu coloquei a foto da prateleira já começando a ser populada.

Bem, tendo aprendido a fazer as latas, postei uma no Instagram, e logo me pediram para ensinar a fazer aqui no blog, e é o que vim fazer aqui hoje. Lamento se não foi vídeo no Youtube, mas não tenho prática com essas coisas de canal no Youtube, então, segue aqui o tutorial com FOTOS!

Antes de qualquer coisa, você vai precisar dos rótulos. Eu garimpei dezenas de rótulos super maneiros no Pinterest, os inverti horizontalmente, os coloquei em algumas páginas e mandei imprimir A LASER COLORIDO numa loja de impressão (NÃO PODE ser impressão por jato de tinta!). Criei uma pasta no Google Drive e lá coloquei todos os rótulos em .jpg prontos para você baixar e montar num Photoshop da vida e mandar imprimir. Para montar a página com seus rótulos preferidos, é preciso deixar cada rótulo com pelo menos 7-7,5 cm de altura. Algumas imagens são maiores ou menores que isso, então precisa redimensionar, senão o rótulo não vai caber ou ficar bom na lata. Lá no Drive, deixei também algumas páginas já prontas com alguns rótulos já preparados, no tamanho correto, que basta baixar e enviar pra impressão, que tem que ter a melhor qualidade possível, senão não vai prestar.

Observe que todas as imagens estão INVERTIDAS horizontalmente (como uma imagem de espelho) porque ao serem transferidas para a lata, ficarão na posição correta.

Depois de ter seus rótulos impressos e cortados, você vai precisar das latas, claro. Eu tratei de oferecer no meu condomínio uma lata pronta para quem me desse latas vazias, e por sorte uma confeiteira tinha um bom lote (11 latas).

Então, o primeiro passo é preparar a lata. Prefiro a lata de leite Ninho por causa do seu formato e da tampa transparente, que combina com qualquer cor que você usar para pintar a lata. Muita gente nem usa a tampa porque usa a lata para colocar coisas que ficam pra fora da lata, como lápis, talheres, flores, pincéis, estecas, tesouras, etc. Mas eu acho melhor deixar a tampa, porque se alguém quiser guardar algo que precise tampar, poderá.

A lata de leite em pó tem essa borda interna de reforço, que eu particularmente não gosto, então, eu prefiro tirar (além do que fica mais fácil pintar a lata por dentro, e gasta menos tinta). Então eu usei um abridor de girar para tirar essa borda. É importante que seja usado esse tipo de abridor para que não fiquem rebarbas na lata que possam machucar a mão. Mas se você preferir deixar a borda, faça como achar melhor.

Depois de tirar a borda, é só lavar por dentro e tirar o rótulo e a cola do rótulo. Usei uma faca de lâmina fina para raspar a cola dura, e completei a limpeza usando um pano com aguarrás. Sequei com um pano e deixei secar ao ar livre mais por uma hora mais ou menos, para secar bem.

Depois, é a vez da pintura. Usei 4 marcas de tinta spray: Colorgin (350 ml), TEK (350 ml), Montana  (400 ml) e Paris 68 (400 ml), nas cores marfim, branco, creme, areia, argila e caramelo. De todas as marcas, as que mais gostei foram a Montana e a Paris 68, que secaram rápido e não escorreram como as outras duas (e se não estou doida, as duas tinham um cheiro meio perfumado). Não lembro quanto paguei nas outras três, mas a Montana custou 31,00 e tem 50 ml a mais que a Colorgin e a TEK, o que é um ponto positivo, pois rende mais latas pintadas, apesar de eu AINDA não ter computado quantas latas dá para pintar com cada marca (mas vou fazer isso com a Montana/Paris 68, pois não pretendo mais comprar das outras marcas. Depois eu atualizo o post).

O que eu achei estranho, e muita coincidência, é que a qualidade da Montana e da Paris 68 é idêntica, inclusive, ambas as marcas têm cheiro perfumado (e não de tinta), baixa pressão e um número estampado na lata. Fiquei tão encucada com isso, que achei que ambas eram fabricadas pela mesma empresa, mas acabei descobrindo que a Montana é espanhola, e distribuída no braseel, e a Paris 68 é brasileira, do Paraná. Terá a Paris 68 sido cópia da Montana? Achei a Paris 68 a um preço excelente na Capsula Graffiti: 18,00. Certamente custa muito mais barato do que onde comprei, no Hell de Janeiro, e eles têm praticamente todas as cores e muito lindas (já que são uma loja de material para grafiteiros). Acabei comprando mais umas online, e o envio de 4 latas ficou pra mim em 32,00. Ainda assim vale mega a pena!

Continuando, para fazer a pintura, por se tratar de produto químico, é importante usar luvas (para não pintar seu esmaltes de unha, rsrsrsr) e o mais importante, máscara e óculos de proteção. É PERIGOSO INALAR A TINTA PULVERIZADA!!!!

Como tenho um jardim grande, coloquei um balde velho emborcado na mesa do jardim e pintei a lata em cima dele. Foram 2 ou 3 demãos de tinta, e a terceira só era necessária nas cores mais claras, e quando eu percebia alguma eventual falha. O bom de usar tinta spray é que a pintura sempre fica uniforme, lisinha e linda, com acabamento perfeito, além de secar beeem mais rapidamente.  Você pode usar outra tinta também, e pintar com o rolinho, mas eu acho a spray mais prática e melhor. Pintei por dentro e no fundo por fora, também.

O número de demãos vai depender da sua expertise na pintura. E depois de deixar pelo menos umas duas horas secar bem (as minhas secaram ao sol), é hora de iniciar os trabalhos. Para esta nova etapa, vamos precisar de cola, pincel chato, um pedaço de plástico e um paninho embolado (pode ser um Perfex).

Agora, usando o pincel, você deve passar cola na lata mais ou menos na área que o rótulo vai ocupar, e também no próprio rótulo.

 

Agora, posicione o rótulo sobre a superfície da lata com a cola e grude o rótulo, ajeitando para não ficar torto. E faça isso rápido antes que a cola comece a secar, senão vai rasgar o papel.

Depois, coloque o plástico por cima do rótulo, e usando o paninho embolado, deslize o paninho sobre o plástico, do centro para as bordas, comprimindo bem o rótulo para que ele grude bem nas depressões da ondulação que a lata tem. Se não grudar nas depressões, o resultado vai ficar uma porcaria. FAÇA TODO POSSÍVEL PARA NÃO MOVER O PLÁSTICO EM CIMA DO RÓTULO. Qualquer bobeada, vai rasgar o rótulo.

Conforme você vai deslizando / comprimindo o rótulo sobre a superfície da lata, o excesso de cola entre a lata e o rótulo vai sair pela borda do rótulo. Portanto, não passe cola demais para não virar uma bagunça na hora de comprimir o rótulo, e nem passe cola de menos, para a cola não secar na lata enquanto você passa cola no rótulo.

Quando tiver certeza de que o rótulo está bem aderido na superfície da lata (nas elevações e depressões da ondulação), tire o plástico com cuidado e limpe qualquer excesso de cola expelido usando um paninho molhado, sem passar o pano por cima com papel. Eu aplico o rótulo usando o próprio paninho já molhado, para não perder tempo na hora de fazer essa limpeza. É mais fácil remover a cola molhada do que já seca.

Agora é deixar secar BEM. Deixo umas duas horas pelo menos. E a próxima etapa agora será retirar toda a fibra do papel, deixando na lata somente o toner da impressão da imagem. Para isso, você precisará de uma esponja ÚMIDA com água, que você usará para umedecer o papel dando apertadinhas na esponja sobre o rótulo (melhor não deslizar, para não “dar ruim”). Você observará que o papel ficará meio transparente, e conseguirá já ver as cores do rótulo sob as fibras do papel.

Quando tiver certeza de que todo o papel está úmido, DELICADAMENTE E SEM PRESSA, vá esfregando o dedo suavemente sobre o rótulo umedecido, removendo as fibras do papel. Não faça pressão demais, senão você arrancará também o toner e vai estragar todo o seu trabalho. Preste especial atenção nas depressões. Você precisará esfrega-las com cuidado para não arrancar o toner das elevações. Use a ponta do dedo com cuidado, ou se tiver em casa daqueles lápis com uma borrachinha na ponta, use. Se eu tivesse, usaria pelo menos para experimentar, apesar de achar que a gente deve ter mais noção do quão forte está esfregando se usar o dedo, já que lápis não tem tato, heheheh.

Você vai precisar umedecer o rótulos várias vezes durante o processo, que pode levar uma hora ou mais para ser concluído. Nas bordas do rótulo, não esfregue em vai-vem, pois no que você vier, pode descolar e rasgar a borda do rótulo, aí vai perder seu trabalho. Nas bordas do rótulo, esfregue o dedo sempre no sentido do centro para fora.

Esse é um trabalho lento. Você precisará deixar o rótulo secar para ver onde você precisa tirar mais fibras de papel.  Você identificará facilmente essa área porque depois de seca ela estará esbranquiçada, por causa das fibras do papel que ainda restam.

Rótulo seco mostrando onde precisa tirar mais fibras de papel

Neste caso, umedeça a ponta do dedo na esponja molhada e esfregue SUAVEMENTE onde precisar. Não passe a esponja de novo sobre o rótulo, porque quanto menos você molhar demais o rótulo, melhor. Tire o máximo que conseguir, sempre tomando cuidado para não arrancar o toner. Após deixar secar novamente e estar satisfeita com o resultado, é hora de passar para a próxima etapa.

Rótulo pronto, com falhas pela remoção do toner

Na foto acima, vocês verão alguns pontos de falha, onde o toner saiu porque eu passei a esponja para molhar o rótulo para fazer a remoção fina da fibra, e não umedeci o dedo como deveria. Neste caso, dou uma disfarçada usando a próxima etapa abaixo.

Agora é deixar secar e passar para a fase de “enferrujar” a lata. Para isso, vamos precisar de betume (usei à base de água), um pedacinho de esponja picotada com tesoura (para criar depressões) ou um pincel redondo plano, uma pinça para segurar a esponjinha, um godê ou pires (usei uma forma de gelo) e criatividade! Usei também uma gotinha de corante amarelo para quebrar um pouco o marronzão do betume.

Efeito ferrugem usando o pincel chato redondo

Colocando “ferrugem” em cima de uma cola teimosa, para disfarçar o relevo

Usando a esponjinha para “enferrujar”

Particularmente, eu prefiro o efeito da ferrugem feita com o pincel. Se não tiver muito cuidado com a esponja, acaba ficando muito grosseiro o acabamento. Apesar de que com o pincel precisa tomar cuidado para ele não escorregar na superfície da lata, senão ele faz riscos, e não é isso que queremos. Tem que ter muita paciência nessa etapa, e percepção de como fica melhor a ferrugem. Geralmente, eu passo “ferrugem” em toda a borda superior e inferior da lata, e algumas vezes até internamente também.

Agora é hora de proteger o rótulo, usando verniz spray. Como eu usei tinta fosca, usei também verniz fosco. E cá pra nós, para dar um ar de velho eu acho que tem que ser fosco mesmo, porque acho que o brilho vai estragar o “ar de coisa velha”. Eu borrifei somente uma boa camada de verniz, e somente sobre o rótulo e um pouco ao redor dele. Não vejo necessidade de passar na lata toda, já que a tinta usada é uma tinta de acabamento. O bom do verniz é que, além de proteger o rótulo, o esbranquiçado de qualquer resíduo de fibra de papel nele desaparece.

Agora mostro o rótulo pronto, já com uma boa borrifada de verniz fosco seco somente sobre o ele. Percebam que o esbranquiçado remanescente das fibras de papel sumiu e ficou um acabamento perfeito? Vejam o disfarce da falha do toner extraído. Melhor ficaria se não tivesse tirado o toner, mas agora a Inez é morta, hehehehe. Alternativamente, pode passar tinta acrílica fosca Nature Colors da Acrilex usando um pincel fininho para preencher o “buraco” no rótulo, usando uma cor que mais se aproxime. O melhor é misturar cores para fical igualzinho.

E como podem ver, tenho muitas latas ainda com que me ocupar e divertir, hehehehe.

E depois de prontas as latas podem ser usadas para os mais diversos fins, como eu citei lá em cima. Aqui em casa, como eu falei, deixarei as latas com tampa em cima de uma prateleira próxima ao teto, que colocarei na minha sala de jantar. Mas também uso uma para colocar folhas “fake” de ervas para enfeitar minha cozinha.

Também pode ser usada como vaso, como usei na foto abaixo. Essa latona, é de Mucilon, que é maior que a de leite Ninho. A única diferença, é que na lata abaixo eu imprimi o rótulo direito (sem inverter horizontalmente), e simplesmente colei o rótulo na lata, sem fazer todo o trabalho de retirar as fibras do papel. Só passei o verniz por cima para proteger. A vantagem de simplesmente colar o papel é que a cor de fundo do rótulo fica nítida, e não “some” e “se mistura” com a tinta de cobertura da lata. Sem contar que dá muito menos trabalho, e o resultado fica tão lindo quanto.

Se quiser, pode dar uma incrementada colocando uma alça de arame galvanizado, como se fosse um baldinho (foto abaixo). Como essa lata precisa de um furo pequeno, com uma furadeira comum não dá pra fazer. Usei uma Dremel para fazer os furos.

Aliás, a Dremel é uma ferramenta que eu indico para todo mundo ter em casa. Com ela, você faz coisas que nem imagina. Desbasta, amola, lixa, corta madeira, vidro e chapas de ferro (só se esses itens forem de pouca espessura), faz furos de pequenos diâmetros, pole, e muitas outras coisas, basta ter os acessórios corretos. Posso dizer que hoje não saberia viver sem minha Dremel. Minhas facas de cozinha agradecem, porque só as amolo agora com a Dremel.

E assim começou a ficar minha prateleira de latas vintage:

Bem, galera, espero que apesar de não ter vídeo-aula, a aula tenha ficado a contento. Espero que entendam direitinho, e se tiverem qualquer dúvida falem comigo. Divirtam-se com as estampas no Google Drive!

=*

Viva Estou

Fui cobrada dar as caras por aqui, mas é tal caso… minha vida nunca tem nada de excepcional quando não estou viajando. Por isso lhes poupo de um Big Brother cibernético sem graça.

Tirando a rotina do meu dia a dia, aconteceram algumas poucas coisas que eu só vou contar porque foram coisas que saíram da minha rotina.

A primeira coisa é que meu gato maine coon, o Troy, morreu. Eu acredito em negligência da veterinária, que era uma garota nova, com seus 20 e poucos anos, que apesar do título de cirurgiã, demonstrou uma imensa inexperiência.

O gato começou a ficar com a respiração ofegante de repente, e ficava quieto no canto dele, apático, coisa que nunca fez. Ele sempre foi o gato acolhedor da casa. Sempre pedia colo (inclusive de visitas), e chegava até a encher o saco da gente. Vendo esse comportamento anormal, eu resolvi leva-lo à clínica veterinária. Lá, a médica o examinou, e com base num quadro clínico de dezembro passado, que não fora solucionado, ela passou remédio para problema gástrico. No dia seguinte, não tendo melhorado, eu levei novamente à clínica e ela enfim passou antibiótico. Como ele não melhorou, na tarde  do mesmo dia eu resolvi interna-lo, mas foi tarde demais. Ele morreu na madrugada do dia seguinte. Foi um choque. Recebi a ligação, passava de meia-noite, e obviamente não consegui mais dormir de tanta tristeza.

Comentando o fato com a dona do gatil onde o comprei, ela, que nem veterinária é, falou de cara que o problema era no pulmão. E foi justamente o resultado da autópsia: pulmões altamente infeccionados, com muito pus.

Não pude conter minha raiva. Fiquei muito revoltada. Mas mesmo que eu tivesse levado ele para outro médico, não teria dado tempo, porque o problema dele foi avassalador. Não deu tempo nem de pestanejar. Parece até esse coronavírus.

Enfim, muito triste, deixei para pega-lo na segunda-feira (ele morreu na madrugada do domingo). Pedi à moça que cuidava deles quando eu viajava para levá-lo para casa. Fiz uma mortalha para ele com um tecido, e ela foi comigo busca-lo. Combinei com o meu jardineiro de ele ir enterra-lo no meu jardim, e assim o fiz. Foi muito, muito, muito, muito triste, mas tive que ver. Pelo menos sei que ele está na minha casa, tadinho.

Isso me ensinou uma lição. Não confiar no primeiro veterinário que você for, por mais “especialização” que ele/ela possa ter. O resultado disso é que eu tive que fazer exames no outro gato, que agora está sozinho comigo, o Harry.

Só sei que gastei mais de 2,5 mil reais nessa faina. Tive que fazer raio X e exames de sangue e comprar remédios, depois que ele começou a espirrar.

No dia seguinte ao enterro, não aguentando ficar em casa, peguei minhas tralhas e o gato que sobrou e vim  pra casa da minha filha. Estou aqui desde o dia 10 de março. E não pude voltar porque começou essa novela de quarentena por causa do coronavírus.

Como vi no Facebook, estou em ritmo de galinheiro: quando apaga a luz, durmo, quando acende a luz fico procurando comida e só como. Tá osso! Já devo ter engordado uns 10 kg.

Ano passado eu decidi que iria começar a caminhar, e procurei no grupo no Face do meu condomínio alguém que quisesse caminhar comigo, já que eu não tinha afinidade com ninguém de lá. Uma mulher mais velha que eu um pouco se ofereceu para caminhar comigo, e começamos.

Já no primeiro dia de caminhada, ela começou a contar os perrengues da vida dela. Tinha separado do marido havia um mês, e estava no mais perfeito quadro de dor de cotovelo. O resumo da ópera, é que o marido dela estava tendo um caso com a faxineira bem debaixo do nariz dela, e após alguns estimados meses (ou talvez anos), ele, que até então era altamente confiável, finalmente resolveu dizer que queria se divorciar. Ele não explicou o motivo, mas a filha dela um dia viu os dois pombinhos juntos no centro da cidade.

Foi um baque muito grande, assim como foi pra mim quando aconteceu comigo; e eu, já escaldada, tentei a muito custo ajudá-la a sair da lama, já que eu heroicamente me curei sozinha da dor de cotovelo, que pra mim durou mais de um ano, já que eu nunca tive amigas para desabafar. Mas mesmo falando tudo por que eu passei, e dando toda força que eu poderia dar, ela insistia em tentar achar outra pessoa em sites de relacionamento, que pra mim provou ser uma GRANDE FURADA.

Ela tem quase 60 anos, parou de trabalhar há 11 anos, e não tem qualquer perspectiva de vida agora. O ex-marido é funcionário da Petrobras, e lhe dava uma vida de semiluxo, com direito a viagens internacionais e coisas caras. Hoje, ela se vê no mais puro quadro de miséria, porque, sem fonte de renda, ela aguarda a pensão pós-divórcio, que está sendo enrolada na justiça.

Eu tenho ajudado o quanto posso, pagando remédios pra ela (incluindo antidepressivos) e a “contratando” para fazer uns servicinhos na minha casa, mas infelizmente eu não vou poder ser tábua de salvação dela pra sempre, porque eu tenho meus próprios problemas e despesas. Além do mais, ela tem duas filhas, uma das quais é minha vizinha. Não acho justo eu, que sou só amiga, tentar ajudar financeiramente, quando ela tem parentes para assumirem esse papel. Mas é foda… Ver a pessoa na merda é duro. Se eu fosse rica, já estaria na miséria, porque eu quero sempre ajudar todo mundo.

É muito complicado ver uma pessoa em uma situação em que eu estive. E eu digo a ela que ela tem sorte de me ter por perto, para tentar ajuda-la a superar o pé na bunda. Eu mesma tive que me curar sozinha, porque não tinha amiga nenhuma para me ajudar. Foi uma baita provação pra mim.

Mas quando a vejo caçando homem em site de relacionamento, eu perco a paciência. A pessoa nem se curou de um e já está querendo arrumar outro problema! Eu sou uma pessoa boa, mas não tenho sangue de barata.

Sobre o rapazinho que estava de olho em mim, eu cortei o papo. Eu caí na real e vi que não é pra mim arrumar essa dor de cabeça. Ele continuou querendo ciscar no meu terreiro, mas eu cortei o barato dele. Não quero entrar numa canoa furada. Deixei a razão me levar, e não a emoção.

E sobre a quarentena… puxa! Há um mês atrás eu tinha um conhecido que estava passeando alegremente pela Itália. Enquanto ele postava fotos em lugares icônicos, eu o avisava para ter cuidado com o vírus, pois as notícias do surto já inundavam a mídia, e ele só fazia rir de mim. Depois que voltou, não vi mais postagens dele, e fico pensando se ele voltou com a doença. Era somente um conhecido muito superficial, e eu realmente não tenho a mínima intimidade com ele. Mas fico imaginando sua risada se tornou seu fim.

E eu, que pensava em fazer aquela viagem à Itália e Grécia, que anunciei tempos atrás, obviamente dou graças a Deus que não fechei nada. Até a viagem que eu tornaria a fazer a Dallas este ano eu desisti, já que os EUA estão numa situação quase pior do que a do epicentro na China. E o dólar, passando de 5 reais. Ninguém merece! Vou pensar em uma nova viagem somente depois que tudo tiver passado.

A única coisa que posso fazer agora é rezar, como tenho feito. Rezar para que essa pandemia maldita acabe, e rezar para que os velhinhos teimosos não fiquem pulando muros e tentando arrombar fechaduras, como tenho visto bastante na internet. Será o fim dos tempos?

Enquanto isso, socada no apertamento da minha filha, faço uns trabalhinhos que chegam, assisto algumas séries na TV e aprendo novos artesanatos. Agora estou fazendo macramê, e quero fazer reaproveitamento de latas de tomates pelados. Mas preciso voltar pra minha casa!

 

 

 

Há vida depois dos 50

Desde que entrei na casa dos 40 eu comecei a achar que minha vida começou a andar pra trás – uma impressão, talvez errada, de quem um dia foi e se sentiu linda, e hoje se sente uma tiririca do brejo, com sobrepeso e algumas rugas a mais. Não conseguia imaginar-me vivendo uma das coisas mais gostosas da vida, que é viver uma fogosa paixão, ainda mais uma “impossível”.

Pois bem. Vamos voltar aproximadamente ao ano de 2000. Nesse ano eu mandava meu computador para ser reparado em uma loja de informática na minha cidade; e meu computador vivia com algum problema, então, eu vivia na tal loja. Acabei conhecendo o técnico que consertava o computador, e acabei ficando amiga dele. Ele era um rapaz bem bonitinho de 17 anos. Eu tinha 34.

Esse rapaz já estava cursando os últimos semestres da faculdade, e andava desgostoso com a sobrecarga de trabalho. Eu conversei muito com ele, depois que ele resolveu desabafar comigo, uma pessoa que já era “da casa”. Eu o incentivei a terminar a faculdade e abrir sua própria empresa de informática, e prestar serviço para empresas à base de contratos.

Os anos se passaram, e ele fez exatamente o que eu sugeri. Ele se formou, abriu sua empresa de informática, e seu primeiro cliente foi a empresa em que meu ex-marido trabalhava, e da qual era gerente. O rapaz fechou um contrato de manutenção e começou a dar seus primeiros passos no ramo.

Não preciso dizer que eu continuei sendo uma cliente dele, só que sem contrato; pagava por serviço prestado. Os anos se passaram, passaram, passaram. E hoje, em 2019, 19 anos após o início do meu contato com ele, ele ainda presta serviço pra mim. E apesar de seus 36 anos, além de não parecer que ele tem isso tudo, ele continua bonitinho. Então, estamos praticamente empatados, porque dizem que eu também não pareço ter 53.

Nesse meio tempo, ele casou e separou, e recentemente ele vinha tendo problemas com um funcionário dele, e eu dei vários toques sobre questões trabalhistas, com base no meu conhecimento de legislação trabalhista adquirido na faculdade de administração que fiz. E assim, mantive minha condição de “consultora” e incentivadora dele. Sempre o considerei um amigo, mas nunca o tinha olhado com outros olhos.

Em um dos serviços que ele fez pra mim na minha casa, ele passou praticamente o dia inteiro em casa. E percebendo isso, eu o convidei para almoçar comigo e com a minha diarista, que estava aqui no dia. Ele ficou hipnotizado pela minha farofa de ovos. Perguntou como fazia e disse que gostava de cozinhar.

Eu expliquei a ele como fazia, e ele me perguntou se eu não daria aulas de culinária para ele. Quando ele disse isso, a minha diarista (praticamente uma amiga já), me olhou com aquele olhar de quem diz “aí tem!”. Eu ri, e disse que poderíamos marcar uma aula de risoto.

Uns dias depois, ainda em contato sobre o problema que eu tinha no sistema de câmeras na minha casa, acabamos marcando um jantar, onde eu o ensinei a fazer um risoto de alguma coisa. Tomamos uns vinhos, conversamos muito e rimos. O início de uma amizade além das demandas profissionais. 

Em conversas com minha diarista, ela dizia que havia sentido “algo no ar”. Comentou sobre os olhares do frangote para mim, e eu disse que ela estava vendo coisas. E o tempo passou.

Ele viajou para a Itália e Grécia recentemente, e eu lhe pedi que trouxesse um macarrão de uma determinada loja na Itália. Ele, fofinho, trouxe. E marcamos um jantar para finalmente degustarmos o meu presente.

No dia marcado, ele chegou trazendo o macarrão e muita disposição para comer guacamole e tomar umas margaritas. E foi assim a noite toda. Muitas margaritas e muita conversa, que incluiu sua decisão por não ter ninguém, pois havia ficado um quê traumatizado com o breve casamento que teve.

Num dado momento, depois de muita conversa sobre assuntos diversos, inclusive relacionamentos, eu perguntei a ele o que ele queria de mim, pois havia algum tempo que eu sentia ele “interessado” na minha pessoa por algum motivo. Não prestou…

O frangote de 17 anos menos que eu me tacou um beijo e eu arriei os 4 pneus. Gente do céu, o frangote conseguiu desbancar meu rei do beijo, que foi um cara que conheci em 1989. Até então, ninguém nunca tinha me beijado tão gostoso, suave e deliciosamente; vixe Maria!!!

Obviamente eu não deixei passar do beijo, mas confesso que só de pensar nos montes de beijos que trocamos, o resultado é um estrago grande, se é que me entendem.

Eu, que tinha uma certa aversão em pensar na possibilidade de ter um rala e rola com o frangote, já que percebia que ele tinha um certo interesse em mim, agora me vejo completamente apaixonada pelo beijo dele. Alerta máximo!

Gente, eu tenho 17 anos a mais que ele, pqp! Papa anjo! Ai Senhor, que delícia foi essa experiência. É tão magnífico quando a gente se sente desejada!

Perguntei, durante nossa conversa, o que ele via em mim, e foi uma grande massagem no ego ouvi-lo dizer que ele me admirava porque eu dei conselhos a ele que edificaram sua vida, que ele me achava linda e inteligente. Ok, esse papo de homem é clássico, mas sabe que eu acreditei nele? O conheço há muitos anos para saber que ele está sendo sincero.

Mas como eu disse a ele que eu não quero (e não quero mesmo) ter relacionamento com homem nenhum, tenho medo de acabar não conseguindo mais dar um repeteco nessa deliciosa sessão de beijos. Infelizmente eu terei que esperar o tempo passar para ver no que isso vai dar.

Enfim, eu hoje acredito que mesmo socada dentro de casa, “insociável”, milagres acontecem! Portanto, não percam a esperança jamais!

 

 

New Orleans – Goodbye

Antes de dormirmos na noite anterior, arrumamos nossas malas e já as deixamos prontas para a viagem de volta.

Acordamos cerca de 7 da manhã novamente, tomamos nosso banho e saímos para tomar o último café no Cafe Beignet, desta vez, outra filial, a mais conhecida, na Bourbon Street. Tivemos a sorte de chegar quando ainda estava vazio, pois não demorou muito e entrou um bando de velhinhos que fez a fila ir parar lá fora na rua.

Cafe Beignet antes da invasão dos velhinhos

Pedimos desta vez um sanduíche de croissant para cada uma, e mais um trio de beignets, que desta vez passaram um pouco do tempo de fritura, e não estavam tão macios quanto donuts, como foi no café do dia anterior, na filial de St. Peter.

Depois demos mais um rolé na Walgreens, onde compramos mais umas bobeirinhas, e seguimos para o hotel, de onde saímos pouco antes das 10 da manhã.

De curiosidade, entramos no Hotel Monteleone para ver o famoso bar que gira, em formato de carrosel, mas o bar estava fechado. Mas a decoração de Natal fez valer a pena a entrada.

Bar do Hotel Monteleone – Foto tirada da internet

Chegamos ao aeroporto, despachamos nossa bagagem e aguardamos nosso voo, que sairia às 14:05. Seguimos até Atlanta, onde esperamos o próximo voo, que saiu às 19:30. Para o azar da Gabi, o vídeo da poltrona à sua frente não estava funcionando direito, e o pessoal de bordo teve que reiniciar o sistema duas vezes, o que foi suficiente para ela conseguir pelo menos assistir a um filme. Mas como começou a dar problema novamente, ela acabou desistindo e foi dormir.

Apesar de todos os contratempos que tivemos desde que iniciamos a viagem, a Delta aparentemente saiu com boas soluções, mas temos que aguardar o desenrolar dos fatos para sabermos se vão mesmo cumprir com o prometido ou não. No caso do cancelamento voo, é saber se eles realmente vão nos ressarcir com 100 dólares para cada uma.

As refeições na Delta são o que há de melhor. Tudo relacionado a refeições na Delta é muito bom. Servem um aperitivo (bebida) antes da refeição, servem a refeição com boa sobremesa, e durante o voo ainda servem uns mini Toblerones. O café da manhã é simples, mas muito bom. Na ida e na volta foi sanduíche de croissant com um queijo adocicado tipo o queijo Reino, delicioso, e tão quente que dá até pra queimar a boca, se não tiver cuidado.

Cardápio do nosso voo de volta ao braseel

Chegamos no braseeel 7 e pouca da manhã, e para a minha infelicidade, minha mala novíssima, primeira viagem dela, chegou sem uma rodinha. E como hoje é domingo, não tinha praticamente ninguém atendendo. Foi um parto achar uma salinha da Delta escondidinha ali no cantinho do aeroporto, onde pude abrir uma reclamação sobre a mala.

A solução que deram foi me pagar 970,00 por uma mala nova, que foi o preço que paguei por ela, conforme mostrei na nota fiscal que recebi por email da Samsonite em outubro deste ano, quando comprei a mala. Agora vou tentar ver com a Samsonite se a garantia cobre a perda da rodinha. Mesmo que não cubra, vou gastar no máximo uns 150,00 para consertar, que será o preço da rodinha mais o envio à loja (e devolução). Embolsarei o valor do reembolso como compensação pelas coisas ruins que ocorreram durante esse viagem, em relação à companhia aérea.

Uma coisa é certa: as milhas da Delta nunca expiram, e eu confesso que apesar dos contratempos, vou continuar dando prioridade à Delta nas minhas próximas viagens aos EUA. A qualidade do serviço de alimentação vale a preferência.

Então é isso, galera. Até a próxima viagem!

New Orleans – Dia 5

Neste dia, acordamos por volta das 7:30. Tomamos nosso banho e saímos para irmos tomar café na nova filial do Cafe Beignet que abriu na rua Saint Peter, onde usaríamos a cortesia de café com leite que recebemos no tour para Oak Valley. E enquanto caminhávamos, víamos a sujeira que os bebuns deixam todo santo dia nas ruas. A sorte é que essa sujeira não fica na rua, pois igualmente todo santo dia as ruas são lavadas com jatos de água e sabão. Sim, isso mesmo, sabão. Depois da limpeza fica uma delícia caminhar pelas ruas, porque além de ficarem “brilhando”, ainda cheiram a sabão em pó.

E depois de caminharmos algumas quadras, logo chegamos ao nosso destino: Café Beignet. Um lugar tão aconchegante e cheios de passarinhos DENTRO da lanchonete, ao som de piano, que nem dá vontade de sair. Um lugar super gostoso em todos os sentidos. Banheiro limpíssimo e espaçoso.

O piano toca sozinho. Super show.

 

Dividimos um sanduíche de croissant com omelete e bacon que estava tão maravilhoso quanto os beignets que comemos depois. E tomar café desse jeito, com passarinhos pidões invadindo o ambiente e música linda, é um privilégio para poucos. Um sonho real que jamais esquecerei.

E saindo do Café, paramos em uma loja para comprar umas bobeirinhas, no caminho até o ponto de encontro para o nosso tour de vudu, que era em uma lanchonete 1/4 de boca que fica em frente ao parque Armstrong. Após a nossa chegada, não demorou muito para Maggie chegar.

Maggie é uma sacerdotisa de vudu. Assim como os “cavalos” do candomblé, ela recebe espíritos de orixás. Era quase da minha altura, bem branquinha, com lábios carnudos pintados de um vermelho muito vivo, olhos bem claros e cabelos compridos com mexas. Usava uma saia rodada, uma sapatilha e uma camiseta, e tinha uma bolsa tiracolo atravessada no corpo, com uma garrafa de água e um bonequinho de vudu. Apesar de falar bem rápido, consegui entender muito do que ela disse.

Basicamente, o que ela fez foi contar a origem e a história do vudu em New Orleans, de uma forma que faz a gente entender que os vudus que “pintam” nos filmes é algo que não é verdade.

O vudu, assim como o candomblé brasileiro, foi levado para NOLA por escravos africanos, e não é magia negra, como muitos pensam, mas uma religião igual ao candomblé, com algumas pequenas diferenças. O vudu segue os mesmos orixás (Exu, Ogum, Xangô, Iemanjá, etc.) e segue basicamente os mesmos princípios do candomblé. Em síntese, o vudu é um clamor aos ancestrais divinos, que cuidam e equilibram nossas energias, em busca de cura e boas conquistas. O bonequinho que eles usam, são feitos de musgos, gravetos e tecido, e precisam ter o DNA da pessoa que será “trabalhada”. Os alfinetes? Servem para afastar o mal que está na pessoa. Por exemplo: se eu tiver dor de cabeça, eu faço um bonequinho de vudu meu e coloco alguns fios de cabelo meus no corpo do bonequinho, e espeto um alfinete na cabeça do meu bonequinho vudu para afastar a minha dor de cabeça. Pode-se, por exemplo, usar óleo essencial de lavanda (não pode ser sintético, que não funciona), para ajudar no “tratamento” da dor de cabeça. Se a dor é nos rins, o alfinete é espetado atrás, na altura dos rins. É basicamente isso. Não tem esse negócio de espetar no coração e a pessoa morrer. Isso seria magia negra.

Enfim, achei que esse tour foi muito esclarecedor, e de certa forma já não me assusta mais sequer pronunciar a palavra vudu. Não é uma religião do mal, como a maioria das pessoas pensa.

Durante o tour, fomos até a casa onde morou Marie Laveau, a rainha do vudu, e passamos por algumas lindas construções.

Para encerrarmos o tour, fomos à loja que Maggie considera a melhor na cidade:  Authentica.

Achei tudo muito interessante. Como curiosidade, Maggie nos contou que os escravos faziam os bonecos de vudu e diziam aos seus patrões que eram bonecas para os filhos brincarem, de forma que eles pudessem continuar seguindo com seus rituais e suas crenças sem serem perturbados pela descrença dos patrões católicos.

Gabi comprou um livro sobre incensos, óleos e infusões e seus usos. Bem interessante.

Da loja, fomos caminhando de volta para o hotel, porque eu queria deixar minha linda bolacha de ferro fundido com uma flor de lis no meio, símbolo de New Orleans.

A bolacha, já instalada em minha casa

Como a bolacha é de ferro fundido, pesa quase um quilo, e estava pesando muito na minha bolsa. Preferi deixar no hotel e de lá seguirmos para nosso próximo destino, que seria o shopping onde tem o Cheesecake Factory.

Do hotel pegamos um Lyft. Até o shopping custou cerca de 20 dólares. Caro pra dedeu, mas pelo menos o Cheesecake Factory faz valer cada centavo. A comida é simplesmente um escândalo de gostosa, assim como são as do Hard Rock. Sem falar na sobremesa, neah???

Chicken Marsana & Mushroom pasta

O prato serve muito bem para quem está faminto. Se a fome não for muito grande, dá para duas pessoas de boa. O prato (literalmente o prato), é imenso. O garfo parece até garfinho de bolo perto do prato. E como era comida demais (e eu comi tu-di-nho), eu pedi o salve-salve cheesecake de red velvet para viagem, mas acabei roubando uma lasquinha pra matar o desejo. E fui comendo no decorrer do dia, enquanto esperava Gabriela sair de alguma loja.

Red Velvet Cheesecake

Fomos ainda na Bath & Body Works, que é outra loja que gosto de ir, para comprar mini spray de aromatizante de ambiente concentrado. Eu sempre compro o de Limoncello, que tem cheiro de, hmmmmm, LIMÃO! Eu gosto de usar quando troco o lixinho da pia da cozinha. Lavo a lixeira e dou uma borrifada com esse aromatizante antes de colocar um novo saco. Ajuda a deixar o lixo cheiroso, hehehehehehe.

Nesse mesmo shopping tinha uma loja da Disney, ao lado de uma Williams Sonoma, que é uma loja que vende utensílios para casa e cozinha, que eu adoro. Então, enquanto Gabi ia para a Disney, eu estava lá olhando tudo. Comprei um mini fuet, resistente e compacto, de qualidade muito difícil de se encontrar normalmente no braseeel.

E dali pegamos outro Lyft e fomos para outro shopping, onde queríamos ir na Bed Bath & Beyond, na Target e Dollar Tree. Amo a BBB!!! Aliás, qualquer loja que venda coisas de casa me atrai. Impossível sair da BBB sem alguma coisa, e eu comprei um shaker de farinha; aquela canequinha de inox com tampa furadinha, pra polvilhar farinha ou açúcar.

E dali fomos para a Target, onde comprei um monte de coisas. Mas na Target eu fiquei tão entretida que esqueci de fotar (sorry!). A Target é uma das minhas lojas preferidas. É uma loja de departamentos, onde normalmente eu compro os meus sutiãs. Mas como renovei meu estoque em Dallas, não em julho deste ano, não comprei sutiãs desta vez. Mas comprei várias outras cositas. Comprei uma mini máquina de fazer waffle muito lindinha, do tamanho de um pires de xícara de chá. Minha filha adora waffle.

Testando a maquininha já em casa

E depois de umas 2 horas na Target, fomos até a Dollar Tree. Já passava das 18 horas, e já estava escuro lá fora. Não demoramos nadinha lá (estava bem ruinzinho de produtos), e logo pegamos um Lyft de volta para o hotel.

Ao chegarmos no hotel era quase 20 horas. Tiramos a roupa, tomamos um banho e começamos a guardar as coisas na mala. Seria nossa última noite em NOLA. Depois que guardamos tudo, vimos que ainda tínhamos 20 quilos de bagagem para utilizar, e com dor de corna, falei pra Gabi se vestir para irmos ao Walmart comprar mais coisas. E foi o que fizemos.

Também não tirei fotos, mas basicamente comprei uns rolos de papel toalha (AMOOOOO o papel toalha americano – tem folha mais larga que a dos nossos, e são mais resistentes), que além de ser um produto ultra útil, que eu amo, serviria ainda para preencher os espaços vazios na mala sem pesar tanto, já que as malas tinham muitos itens pequenos e pesados. Precisávamos de volume para as coisas não ficarem batendo dentro da mala. Comprei também mais temperos sem glutamato monossódico (vários tipos), massas de cupcakes, brownies e waffles, mais uns remedinhos /  vitaminas, heheheheh, e outras bobeirinhas que achei legais. Ai, esses mercados americanos…

Saímos do WM passava das 21:30. Esse WM específico fechava as 22h, mas as portas já estavam sendo fechadas às 21:30. Chegamos de volta ao hotel passava das 22:30, e estávamos tão cansadas que não tive disposição (e nem teria tempo) para postar nada nesse dia. Achei melhor postar quando voltasse.

E como Gabi não conseguiu comer todo o seu almoço da Cheesecake Factory, ela pediu para embrulhar para viagem a metade que sobrou. E foi isso e o restinho dos nossos cheesecakes que foram o nosso jantar dessa noite.

E assim terminou nossa última noite em NOLA.

Resumo da viagem no meu ponto de vista:

Achei a cidade interessante de se conhecer, não só pela sua história muitíssimo interessante, mas também por causa da sua arquitetura, culinária, dos beignets e do vudu. É o tipo de cidade que, na minha opinião, deve-se ir pelo menos uma vez para conhecer. Eu mesma não pretendo voltar a New Orleans, mas Gabi quer, então, vai que.

A noite da cidade não é do meu agrado, como eu falei nos posts anteriores. Muita confusão de estilos musicais, muito barulho e muita gente bêbada e drogada nas ruas. Tem muitas casas de prostituição nas imediações, e segundo nos informaram, a presença da polícia não é tão intensa quanto deveria ser, apesar de nada ter acontecido conosco, mesmo voltando para o hotel depois das 23 horas. Mas tem muita gente mal-encarada, que dá pra assustar.

Poucas das lojas que estamos acostumadas a frequentar para comprar as coisas que queremos ficam muito longe, tendo que gastar cerca de 20 dólares para ir até elas. O Walmart, apesar de ser um Supercenter, não era tão bem abastecido quanto tantos outros que já fui, mas quebrou um bom galho.

Achei as pessoas amistosas e bem receptivas. Em nenhum momento fomos maltratadas por sermos estrangeiras (leia-se latinas). O hotel Chateau Le Moyne é super recomendado; amplo, com boa localização e com pessoal prestativo e atencioso.

Gastamos uma média de 225 dólares por dia, entre compras e refeições (não inclui o tour a Oak Valley, que custou 212 dólares por pessoa). Para fins de referência, a média de uma refeição nos restaurantes era na faixa de 20 dólares, e uma Coca Cola, 5 dólares.

E no dia seguinte, de volta pra casa!